terça-feira, 12 de abril de 2011

Resiliência

Resiliência = conceito da Física que significa a capacidade de um corpo de assumir sua forma original depois de sofrer uma deformidade.
Por exemplo:
  • Resiliência de uma bola de borracha é alta, a gente amassa e ela volta automaticamente à sua forma, parecendo que nada aconteceu.
  • Resiliência de um travesseiro é média. A gente acorda de manhã e ele tá achatado, mas depois de pouco tempo já toma a forma original. Vai enchendo devagar e de noite está fofo de novo.
  • Resiliência de uma lâmpda: nula. Você esmaga, ela se despedaça e nunca mais será a mesma.
Fácil, né?
E hoje aqui no blog eu vou ilustrar o post com algumas mulheres que tem uma incrível capacidade de retornar à forma original depois de sofrer as deformidades da gravidez. Altíssima resiliência abdominal!
Não, hoje não tem foto minha... infelizmente.


Fernanda Lima teve gêmeos!
Bom, aí a Psicologia descobriu que os seres humanos também tem uma resiliência própria e emprestou o mesmo termo da física para definir a capacidade das pessoas em se reestabelecerem depois de um trauma.
  • Tem gente que sofre um sequestro relâmpago e, no dia seguinte, já está na rua trabalhando e dando um pulo no Poupa-Tempo para refazer os documentos. Alta resiliência.
  • Tem gente que passa pela mesma situação e precisa tirar uns dias para ficar em casa, fica com medo de ficar sozinho, tem problemas para dormir... mas depois de uns dias já retoma a rotina. Resiliência média.
  • E tem gente que NUNCA mais sai de casa!!!!!!!!! Baixa resiliência.
Eu conheço gente assim. Que foi assaltado e nunca mais saiu na rua, que sofreu um acidente de carro e nunca mais dirigiu, que foi traída pelo namorado e nunca mais quis se relacionar com homem nenhum, que perdeu um ente querido e nunca mais se reestabeleceu.
Parece que o vaso quebrou e não há chance de colar. Pena.


Gisele poucos dias depois do parto
Para a Psicologia a resiliência é inata, igual à cor do olho, ao formato da unha. E ela nada mais é do que um conjunto de fatores como: controle dos impulsos, administração das emoções, empatia, otimismo, capacidade de se aventurar nas relações sociais sem medo do fracasso, dentre outros.
Cada pessoa possui um jeito para lidar com as adversidades da vida, e segundo a Psicologia, o grau alto ou baixo de resiliência nasce com ela e a acompanha no decorrer da vida.
Isso explicaria porque duas irmãs que tiveram a mesma família, receberam a mesma educação, se recuperam de maneira tão diferente diante do mesmo trauma, como, por exemplo, a perda dos pais.
Mas há estudos que mostram que a resiliência pode ser sensivelmente melhorada por um ambiente familiar que transmita segurança na primeira infância.

Bom, falo tudo isso porque é importante a gente conhecer nossa habilidade em superar traumas.
Precisamos descobrir nossa capacidade de digerir emoções ruins.
Por quê? Para respeitar nosso ritmo e evitar situações extremas.


Carolina Diekmann com sua barriga tanquinho
Um diabético deve evitar o açúcar, não é mesmo?
Bom, uma pessoa com baixa resiliência deve evitar trabalhos estressantes, viver em lugares violentos, fazer esportes altamente competitivos, ter uma amante, entrar na política, se expôr num reality show... sim, coisas que, definitivamente, não são para qualquer um.
Big Brother Brasil: "Onde os fracos não tem vez"

E é importate também evitar comparações com pessoas próximas que sofreram o mesmo problema que nós, mas parecem reagir de uma maneira tãããão mais tranquila!

Ficamos olhando a vida alheia com admiração sem compreender que as outras pessoas simplesmente possuem uma resiliência diferente da nossa e, portanto, não há como nos compararmos à elas.

Isso tudo foi só o começo da minha resposta à minha desconhecida leitora que me pediu um post.
O assunto não cabia num post só. Isso foi só o começo.

E para as mulheres que estão cortando os pulsos diante da altíssima resiliência das moças acima, coloco abaixo a foto de uma linda mulher, a modelo Lizzie Miller, que fez sucesso com sua barriguinha pós-parto numa revista de moda.

 Olha que carinha mais feliz!



6 comentários:

  1. Fleur, qual será a sortuda revista que vai te descobrir e te lançar aos holofotes das supercolunistas?
    Quem viver, verá!
    Saudades, coguis.

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  2. Ao abrir o blog hoje tive uma grande e doce surpresa: um texto retratando um pouco sobre a questão dos medos a meu pedido. Iupiiii!!! Obrigada Cláudia!!!
    Achei o texto bárbaro, muito bem escrito e me fez parar e repensar um milhão de coisas... Acho que é isso que vc falou mesmo. Existem maneiras diferentes de encarar o mesmo problema. Pra alguns é mais fácil e pra outros nem tanto. Mas penso que não devemos nos sentir culpados se determinada situação ainda causa sofrimento, medo, insegurança e não causa os mesmos sentimentos às outras pessoas. Devemos a partir daí, buscar o auto conhecimento e ver como poderemos (do jeito que conseguimos) ultrapassar isso, pra quem sabe assim, termos uma vida mais leve de ser vivida.
    "Para tempestades internas de nada adianta usar guarda chuva." Devemos mesmo é tomar banho nessa chuva. Deixar ela cair... E acho que é bem isso com os traumas. Devemos vivê-los. Permitir que a dor seja vivida, sentida. Porque uma hora ela há de passar (com esforço, claro!). E ao passar, teremos um novo enfoque, uma nova maneira de olhar. E quem sabe assim, uma nova maneira de encarar as próximas experiências não tão boas assim.
    Mas sei que existem situações bem mais difíceis de serem encaradas, que precisam sim, da ajuda de um profissional. É onde volto no que eu falei: o "esforço" em se ajudar. Não entendo muito de psicologia (apesar de ser uma área que eu amo de paixão), mas acredito que devem existir maneiras, exercícios pra fazer com que a pessoa busque a libertação desse medo de uma forma mais rápida ou mais correta... é isso, Cláudia?
    Acredito que este tema vai dar muito o que falar por aqui, pois é muito abrangente. E tô dentro pra conversar sobre o assunto, hehehe.
    Parabéns pelo texto, Cláudia! Vc tem um dom lindo viu?! Mais do que nunca este blog vai se tornar meu manual virtual...hehehehe ;)
    E pelo andar da carruagem, de leitora "desconhecida" , me tornarei conhecida por aqui. rsss
    Bjokas escritora!

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  3. perfeita abordagem ! Parabens!Climene

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  4. Quer dizer que resilencia não se adquiri? será? Tô aqui com vários pensamentos a respeito mas sem concentração nenhuma para colocar no "papel"!!!
    Quem sabe uma outra hora, rs

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  5. Fernanda, tenho as mesmas dúvidas que vc. Confiamos só no que a literatura nos diz, e a literatura não tem como confirmar nada disso pq, ao contrário da Física, a Psicologia é uma ciência abstrata. E não dá para isolar o fatores ambientais dos genéticos, então fica tudo mesmo bem confuso.
    Mas na nossa experiência podemos ver pessoas bem mais amparadas, emocionalmente falando, para suportar situações traumáticas. E a resiliência explicaria bem isso. Mas eu disse no texto que a resiliência pode melhorar. Até o QI muda!!!

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  6. Essa é minha palavra de ordem! resiliência! graças a Deus por isso!

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