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segunda-feira, 16 de maio de 2011

A lição que aprendi em casa.


Sabe quando dizem que aonde tem fumaça tem fogo? Mentira.
Às vezes espalham a maior fofoca sobre você e não tinha nem fogo e nem fumaça. As celebridades sabem disso e aprendem, na marra, a lidar com difamações.

Não sou celebridade, mas um dia aconteceu comigo.
Coisa séria. Uma história maluca prejudicando muito a mim e envolvendo gente que eu gostava por demais.
Fiquei brava, peguei o telefone e fiz umas 8 ligações para encontrar o babaca que inventou a coisa. Chorei, me descabelei, fiquei mal. Queria marcar uma acareação com todos os envolvidos na história e investigar: "Quem inventou? Quem espalhou? Quem mais sabe desta história??"... meu interrogatório imaginário ia ser tenso, mas dalí sairia a verdade e minha reputação se mostraria intacta.

Por sorte (incrível como a sorte evita que façamos bobagens!) não consegui o número de telefone do figura que inventou a história e fui dormir.
Na manhã seguinte me olhei no espelho e ri: "Putz... que bobagem!! Que coisa pequena e tola."
Fui trabalhar feliz da vida e nunca mais lembrei do assunto.
Se continuaram falando de mim?
De verdade eu nunca soube. O que eu sei é que, depois de anos, o babaca continua um grandíssíssimo babaca e as pessoas que eu gostava continuam gostando de mim e, no fundo no fundo, nunca ligaram para essa história maluca.
~ Happy End ~


Estou dizendo isso porque não consigo entender gente que fica cutucando uma feridinha até ela virar algo purulento e danoso. Sabe? Gente que rompe amizades de aaaanos porque a fulana falou mal você. Que fica de mal da sogra porque ela disse para a cunhada que você é preguiçosa. Gente que diz que não pode confiar nos amigos porque blá, blá, blá.
Afff... boring.

Um dia estávamos numa viagem em grupo e meu namorado disse (com um misto de orgulho e apreensão) que minha amiga estava dando em cima dele. Minha reação foi: "Hahaha, tadinha, ela tá meio carente. Escuta, o que a gente vai fazer no almoço?".
Sempre fui péssima nesse negócio de ter ciúmes.

"Por isso, para o seu bem: ou tira ele da cabeça ou mereça o homem que você tem!!"
(Chico Buarque, adapt)

O duro é saber que existem pessoas que fechariam o tempo por causa de uma bobagem dessas. Acabariam com a viagem, com a amizade e até com o namoro.
Ah, me poupe.

Outra vez estive fora da cidade e, quando voltei, descobri que o bairro inteiro já sabia de uma bobagem que eu tinha feito.
Ai, ai, ai.
Eu sabia quem tinha espalhado (só podia ser UMA pessoa) mas nunca toquei no asunto com ela. Até hoje ela nem sabe que eu sei e nem nunca precisará saber.
Era só o que faltava. Tanta coisa mais importante prá se falar e fazer!! E o melhor de tudo: não maculou em nem um milímetro o carinho que eu tinha por ela.

E noutra vez vieram me dizer: "Claudia, eu sou sua amiga e te digo: não confie na fulaninha porque ela fala mal de você.". Achei altamente deselegante! Não da mulher que fala mal de mim (que está no direito dela, diga-se de passagem) mas na outra que envenenou algo desnecessário e tolo.
Continuo amiga das duas e prefiro não pensar em nada daquilo.
Opção minha. E vivo bem deste jeito.

O problema (ou melhor: a imensa sorte) é que vim de uma família meio estranha nestes assuntos de se ofender e ficar de mal.
Nunca fiquei de mal de alguém e nunca me senti traída. Nunca ouvi nada parecido também lá em casa.
Bobagens acontecem?
Sim. Muitas.
Todos nós, vez ou outra, fazemos bobagens, damos mancadas e passamos por cima de alguns princípios. É meio que humano essa coisa de pisar na bola.
Perdoo isso nos outros com uma facilidade incrível.
Por que em geral são coisinhas tão irrelevantes perto da grandeza da nossa vida. Sabe essa coisa de sair um pouco da fofoca e olhar a coisa de fora, por um outro ângulo, e dizer: "Nossa, só isso? Que bobagem.".

Mas... infelizmente não somos todos iguais e nem todo mundo encara as coisas numa boa.
Pena.
Preciso mesmo aprender a viver neste mundo de mágoas, ofensas e ciúmes.
É um aprendizado difícil e diário.

Ah, mas não sou feita de aço, não!!! Não rodo a baiana se dão em cima do meu marido mas, por outro lado, fico brava com outras coisas:
  • Gente que compra som roubado, celular roubado, GPS roubado, uma coisa de doido!!
  • Gente que joga lixo na rua!!!!!!!!!!!!
  • Gente que não devolve o carrinho do supermercado e o deixa atravancando a vaga alheia.
  • Gente que destrata porteiro, garçom e empregados!
  • Preconceituosos em geral. (E a minha contradição de hoje é: "Tenho preconceito contra pessoas preconceituosas!")
  • E ultimamente ando com birra de gente que... não recicla!! Hahahaha, sabe quando você vai na casa das pessoas e pergunta com a lata na mão: "Em que lixo em posso jogar a latinha de cerveja?" E eles respondem: "Ah, aqui a gente não separa." , e você tem que jogar sua lata num saco com casca de fruta, papel e copo quebrado... ai, me dói o coração.
Por isso, podem falar mal de mim e espalhar meus segredos mas, por favor, quando estiverem na minha frente devolvam o carrinho do supermercado, ok?

Kate devolvendo o carrinho do supermercado no dia seguinte ao casamento, mostrando ao mundo como ser uma
princesa de verdade.

E para terminar: sabe a primeira história do cara que inventou uma mentira que não tinha fogo nem fumaça? Pois é, depois de anos descobri que a coisa foi ainda mais maluca: ligaram para o meu pai e contaram a coisa toda para ele. E sabem o que ele fez? Nada. Nunca me perguntou se era verdade, se era mentira ou se eu tinha mesmo culpa. Nunca!
Para ele tanto fazia.

E neste dia descobri o tanto que meu pai me ama e me respeita. E mais: que ele tem uma imagem positiva e bonita de mim, independentemente das bobagens que ele ouve dos outros.
E, por isso, essa história ficou marcada. Não pela fofoca em si, mas porque, neste dia, meu pai me deu uma lição que eu nunca me esquecerei.

O amor que construímos nas relações com as pessoas forma um terreno seguro para caminharmos pela vida. Nenhum abalo sísmico afeta nossa caminhada quando temos a certeza
 que o terreno dará conta do tranco.


Bom demais saber disso. 

domingo, 15 de maio de 2011

Come on baby light my fire

Com quem
você
deseja se casar?

Loiro,











                                 Moreno,




Careca,




                                                   Cabeludo,






Rei,






                        Capitão,                                                     Soldado,
                                        


                                                                                       

Ladrão.




    Moço bonito do meu coração.
                                                     Um,
dois,
três...

foguinho!!!
E a corda começava a rodar mais forte.



Na contra-mão da história, causando polêmica mais uma vez, hoje confesso: ADORO um homem fumante.

Já terminei um namoro de 4 anos (com planos de casamento e tudo) SÓ porque vi um cara acendendo um cigarro na brasa de uma fogueira. Naquele mesmo dia, fui na casa do meu namorado e terminei.
-Por quê?- ele perguntou sem entender nada.
Eu chorava e dizia que não sabia o porquê, que eu estava confusa, que eu não estava bem, blá, blá, blá, mas na verdade queria dizer:
-Porque você não fuma!!!! Porque você é saudável demais para mim!!! Porque você não sabe acender um cigarro com charme: fechando um olhinho, fazendo beicinho e, principalmente, porque você não entorta a boca de um jeito sexy na hora de soltar a fumaça!!!!!!

Sempre quis me casar com um homem que fuma, acredita? Uma vez fiz uma lista do que um cara precisava ter para se casar comigo. Juro. E acrescentei: PODE SER FUMANTE.
E consegui! Uhuuuuuuuu!
Agora pago os meus pecados esvaziando os cinzeiros e catando bitucas no jardim.
Torço para ele parar de fumar logo, não pelo cheiro e nem pela fumaça, que eu realmente não me importo, mas pela saúde, óbvio, porque não quero ficar viúva cedo e também pelo ENOOOORME rombo que o cigarro causa no nosso orçamento mensal. Eu economizo na Unimed, em sapato para os meninos e ele gastando... em cigarro? Ah, qual é!

Mas aqui posso confessar que rezo secretamente para que ele não perca o charme.

Eu tinha uma avó que me fazia carinho devagar, suave, com suas longas unhas vermelhas e me fazia dormir com o cheiro de cigarro que ela fumava escondido do meu avô (por 55 anos! e ele jura que nunca soube). Ela me reconfortava com o seu cheirinho de Carlton. Hoje tenho uma paciente que fuma o mesmo cigarro que ela. Quando a abraço, na hora de ir embora, demoro bastante para sentir o cheiro do cabelo dela por mais tempo e lembrar da minha avó que já se foi.
Adoro cheiro de cigarro no cabelo.
Meu marido fuma Marlboro que, para mim, tem cheiro de festa, de bar, de juventude e alegria.

Cafona, né? Mas o que eu posso fazer? Talvez Freud estivesse errado. Talvez um cigarro não seja apenas um cigarro...

Mas todo mundo tem seus fetiches. Qual é o de vocês?



Meu medo será a tua herança


"O Grito"
 Existem reuniões de apoio a alcoólatras (AA), parentes de aloólatras (Al-Anom), a sexoadictos (Lembram do filme "Carne Trêmula"?).
Uma vez conheci uma mulher que frequentava o Neuróticos Anônimos (NA). Gente que se reúne para confessar que tem medos despropositados e que sentem muita vergonha por serem assim, tão... neuróticos.


E o Cantinho psiquiátrico de hoje é: Diferença entre neurose e psicose.
Neurose: "Eu sei que a barata não vai me comer, eu sei que é só um inseto, eu sei que mato ela numa pisada, mas não consigo entrar nesta cozinha com ela lá dentro". O TOC, por exemplo, é uma neurose: "Sei que não preciso verificar a porta 10 vezes antes de sair, mas não consigo evitar."
Psicose: "Esta barata, na verdade, é um alienígena que veio me abduzir.".


Depressão pós parto neurótica: "Eu sei que o meu bebê precisa de mim, sei que ele está com fome, eu sei que eu deveria cudar dele, mas eu não consigo segurá-lo". A mãe precisa ter alguém ao lado para ajudá-la.
Depressão pós-parto psicótica: "Este bebê está chorando só para me infernizar. Ele faz isso porque sabe que eu detesto!!!". Nestes casos a criança corre risco de vida e precisa ser afastada da mãe.


Ciúme neurótico: "Eu sei que minha namorada é psicóloga, sei que ela precisa atender bem os pacientes, mas tenho ciúmes quando ela entra na sala, sozinha, com homens".
Ciúme psicótico: "Tenho certeza absoluta que aquele cara que marca horário com ela, na verdade, é um amante e que eles ficam transando dentro da sala de atendimento por uma hora." Não dá nem para argumentar com um cara desses. Ele acha que a teoria dele é verdadeira e não há como provar o contrário. E se a sua secretária for te defender ele acha que ela é cúmplice. Um inferno...


Resumindo, neurose é algo corriqueiro, mundano. Somos todos neuróticos em diversos graus: fóbicos, ansiosos, sistemáticos, ciumentos, etc. A pessoa tem a noção do exagero da sua preocupação e tem vergonha da situação ridícula que ela mesma cria, mas não consegue se controlar.
Na psicose não há vergonha porque a pessoa acredita que seu pensamento é o verdadeiro. Não dá para argumentar contra um raciocínio psicótico porque a realidade da pessoa é totalmente outra.
Existe uma outra diferenciação, que fala da capacidade de simbolizar. Mas é mais complexo. Fiqemos com esta simples e didática.

Na faculade aprendi:
"Psicótico é aquele que acredita que 2+2=5.
Neurótico é aquele que sabe que 2+2=4... mas não se conforma."



Ok? Entenderam?
Bom, então lá vai.
Na minha opinião devemos controlar nossas neuroses para não contaminar nossos filhos.
Filho de mãe que tem medo de borboleta aprende a ter medo de borboleta.
Filho de pai que tem medo de elevador, cresce tendo que usar as escadas.
"A criança doente"
Filho de mãe hipocondríaca, que acha a todo momento que o filho está doente, cresce se achando frágil e ansioso. Tem mãe que, patologicamente, acredita que o filho está sempre doente e, se ele está bem, ela provoca uma doença nele. Duvidam? Existe sim!!!! Loucura, loucura!! Mas isso já é uma psicose (ou uma perversão) coisa bem mais séria.

A grande maioria é só neurotiquinha, dessas que não deixa o menino chupar picolé porque teve uma gripe na semana passada, dessas que não deixa ele nadar porque tossiu de noite, que fica louca se ele anda pela casa sem sapato...
Drauzio Varella sempre fala: será que estes pais não perceberam que o que deixa uma criança doente são vírus e bactérias??? Picolé, vento, piscina e pé no chão não tem nada a ver com a história!

E tem mãe e pai que morre de medo de tudo: sequestro, acidentes, más companhias, do filho se perder, dele morrer... e transformam a vida da criança num inferno. Não deixam ela ir nas excurssões da escola, não deixam ela ir na padaria da esquina, não deixam ela dormir sozinha com medo de engasgar e morrer, não deixam ela dormir na casa dos amigos com medo do pai da criança ser um pedófilo louco!!!!

A neurose dos pais deveria ser trabalhada da seguinte forma: "Sei que tenho problema, mas meu filho não tem nada a ver com isso. Não quero prejudicar a vida dele com meus medos exagerados. Vou me tratar e poupá-lo o máximo possível!". 
Hahaha, quem dera...

O problema é que sendo assim, tão neuróricos, os pais só fazem com que a criança tenha medo, ache que o mundo é perigoso, que as pessoas são más, que ela é muito incompetente e não consegue se virar sozinha.

"A mãe morta"
Existem crianças que, felizmente, possuem uma alta resiliência e aprendem rapidinho a passar por cima das neuroses dos pais.
Simbolicamente matam os pais e se criam sozinhas.
Tenho uma conhecida que tem pânico de bicicleta e água. Nunca deixou o único filho andar de bici e nem nadar. Quando o garoto fez 12 anos ele se rebelou e aprendeu escondido. Quando ela viu já era tarde demais: ele já andava na bicicleta dos amigos e nadava na represa feliz da vida.  Ela diz que ficou brava, mas no fundo, no fundo, teve orgulho: "Ufa, ele se salvou da minha neurose!"

Mas o problema é que quando a criança tem esta capacidade de trilhar seu próprio caminho ela acaba tendo uma vida paralela e, diante de qualquer problema, não contam para os pais. Conheci uma jovem que sofreu um sequestro relâmpago, teve a conta bancária zerada e não contou nada para os pais: "Se eles soubessem eles não iam aguentar!". Teve que lidar com o trauma e quitar todas as dívidas sozinha, porque ELES não podiam ficar chateados.
E o tanto de criança que sofre sozinha, bullying e afins, porque os pais ficarão tão arrasados com a história que é melhor deixar prá lá?
No dia em que seu filho achar que tem que te poupar do mundo, é sinal de que você está realmente se mostrando frágil demais. Melhor mudar isso logo!

O mundo é perigoso? Pode ser. As pessoas são perigosas? Podem ser. A criança pode ficar doente? Pode. Ela pode morrer? Claro!  Mas não podemos viver a vida preocupados com tudo o que pode acontecer de errado com os nossos filhos. É claro que devemos evitar as preocupações excessivas porque nos fazem sofrer, porque é ruim, mas, mais do que tudo, porque temos a obrigação de passar para a criança de que a vida é boa e deve ser vivida intensamente.
Porque, afinal, um dia ela pode te perguntar: "Se o mundo é assim tão ruim por que foi então que você me fez nascer??"

E é uma maravilha ver como as crianças se viram bem com os problemas que encontram pela vida. Como resolvem as coisas de um jeito bacana, como encontram soluções inusitadas para probleminhas que acontecem nas excurssões da escola (e contam orgulhosos depois) e como superam bem as gripes e resfriados!

Vocês não viram Esqueceram de Mim? Não sabem que as crianças são espertonas?



Estou metida demais. Sou que nem o "Fantástico" e o "Domingão do Faustão" que escolhe um artista e divulga suas obras no fundo do cenário.
Outro dia coloquei o delicioso ilustrador Norman Rockwell no Post "Como ser Legal no Facebook."
Hoje escolhi Edvard Munch... claro! Quem mais poderia ilustrar melhor o medo?

sábado, 14 de maio de 2011

Relatório Psicológico

CLAUDIA FONTENELLIX GONÇALVES
PSICÓLOGA
CRP: 06/22.1974
__________________________________________________________________
Babaorum, 11 de Maio de 50, a.c..

A quem possa interessar,

Durante este último mês estive avaliando o paciente OBELIX, 23 anos, gaulês,  filho de Uderzo e Goscciny.

Na primeira infãncia Obelix sofreu um acidente doméstico em que caiu dentro de um caldeirão de poção mágica. Por sorte o líquido estava apenas morno, mas a criança afogou-se e sofreu anóxia por alguns minutos, provocando-lhe uma paralisia cerebral sequelar.
A Ressonância Magnética do crânio, entretanto, não pôde ser realizada. A técnica da radiologia alega que, devido ao sobrepeso, o paciente não coube no túnel máquina.


Entretanto o seu QI é realmente abaixo da média. É socialmente perceptível os sinais de uma deficiencia mental leve: apresenta uma fala despropositada, riso desmotivado, compreende mal instruções simples, tem uma mania de bater com o dedo indicador na têmpora (estereotipias manuais) e é bastante impuslivo e agressivo, mesmo sem ter sido provocado.  
Contra ele, existem 56 processos por lesões corporais e danos materiais e morais contra terceiros.

imagem 1: estereotipia manual index-temporal

imagem 2: riso desmotivado












Possui uma paranóia persecutória em relação aos legionários romanos, chegando a balançar árvores da região esperando que algum deles caia no chão. Acredita que todos os romanos são loucos, numa projeção clara de sua própria perturbação mental.

Seu exame clínico mostrou um peso corporal que já pode ser classificado como obesidade mórbida. Tem uma compulsão alimentar patológica e uma voracidade preocupante, principalmente com a proteína animal. Recomendei substituir os javalis pelo consumo de peixe, mas ele diz não gostar do fornecedor de sua comunidade local.

Trabalha como carregador de menires e, devido à sua atividade laboral, apresenta diversos problemas ortopédicos, principalmente na altura da coluna cervical e lombar.
Sua altura é muito acima da média o que acaba provocando nele o hábito de andar encurvado, piorando em muito suas dores nas costas.
Prescrevo Pilates (não Pilatos!!!!!) e Alongamento 3x por semana. Encaminho-o ao nutricionista para mudanças urgentes em sua dieta.

Exames laboratoriais apontam para uma toxidade elevada, decorrente do alto índice da poção mágica em sua corrente sanguínea. 
Do ponto de vista afetivo-emocional, Obelix é tímido e, apesar da idade, continua virgem.
Vive sozinho com um cachorro e mantém apenas um único amigo que, inclusive, foi quem o acompanhou às consultas todas as vezes.
Ele mesmo caça seu alimento, prepara suas refeições e organiza sua casa. 
Relata ter uma paixão platônica por uma moça chamada Falbalá, mas nega qualquer tipo de aproximação com o sexo oposto. 
Foi cogitada pela nossa equipe uma relação homossexual com o seu amigo Asterix. Este tal amigo, ao contrário de Obelix, nunca se interessou por mulheres, é solitário e estranhamente apegado a Obelix (chegando a ter uma relação que eu considero simbiótica). 

Por conta disso, o paciente foi posto numa sessão de observação livre onde ele não sabia que estava sendo filmado. Colocamos diversos objetos adultos para que ele pudesse escolher livremente. Obelix deu preferência por revistas voltadas a um público masculino (vide foto abaixo).
Não houve nenhuma tentativa de masturbação. Descobrimos posteriormente que o paciente desconhece o próprio pênis por conta de sua enorme barriga.

Ele diz também que que nunca teve nenhum interesse por um bardo gay que habita sua aldeia e que o uso de bigode é apenas uma moda de sua comunidade, não tendo nenhuma relação com o Village People ou Fred Mercury. Diz também odiar homens de sandálias e roupas estilo pareô (moda romana).


imagem 3: Obelix na observação com revistas masculinas (Asterix, o amigo, ao fundo)
      

Por tudo isso, fica claro que Asterix, o amigo supostamente homossexual, está agindo de má fé abusando de um deficiente mental tímido com sérios problemas de saúde. Asterix o incentiva à luta, à gula e já mostrou pouca vontade de colaborar com a vida sexual/afetiva do paciente em questão.
Recomendo o afastamento provisório da dupla para verificar as melhoras que, certamente, acontecerão em poucas semanas. O bem estar físico e mental do paciente depende prioritariamente deste afastamento.
Já encaminhei a minha solicitação a Abracourcix, o chefe da aldeia, mas sua resposta foi que não pode separar os seus dois melhores guerreiros porque deles depende a independência da comunidade.

Portanto, encaminho hoje este pedido à Roma, na esperança que Julio César convença a aldeia gaulesa a realizar as devidas mudanças para otimizar a qualidade de vida de um deficiente mental. Ele precisa com urgência de atendimento especializado como também se afastar de pederastas que abusam de sua inocência.

Confio em Jùlio César e torço para que os gauleses sejam suficientemente sensatos e dêem a devida atenção a um pedido especial do magnânimo imperador romano.



                                             Ave César,          
                                                                                
                                                                                    Claudia Fontenellix Gonçalves


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Hoje paguei R$361,83 de CRP e precisava muito usar o meu direito de dar palpite na vida dos outros para fazer valer o investimento, hahaha.
Ufa, sinto-me mais poderosa agora.
                                             Coloco-me à disposição para maiores esclarecimentos.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Um som ambiente para o seu porão.


Não consigo sair do assunto dos porões e sótãos do post anterior, e o pior é que fiquei presa justamente no porão. Maldito Josef Fritzl!!! Vai procurar meu disco do Blitz e me deixa em paz!!!!


"Hei, Fritz, cadê meu disco do Blitz?"
(Os mulheres negras)


Ai, ai.
Bom, enquanto estive filosofando no porão, me dei conta de como a popularidade dos porões é incrivelemente maior que a dos sótãos. Ninguém está interessado em gente bem resolvida e feliz. Amamos saber das dores da perda, das feridas sangrenta do amor que se foi, da delícia sádica em ver a fulana que te largou se dando mal na vida... putz... um prato cheio para as músicas de baixo calão.

E a dor de corno é o pano de fundo básico para todas elas. As variações são pequenas e, as vezes, quase imperceptíveis.

"Eu vou escrever no seu muro e violentar o seu gosto, eu quero roubar no seu jogo, eu já arranhei os seus discos. Que é pra ver se você volta, que é pra ver se você vem, que é pra ver se você olha prá mim..." (Adriana Calcanhoto)
"Dei prá mal dizer o nosso lar. Prá sujar teu nome, te humilhar e me vingar a qualquer preço, te adorando pelo avesso. Até provar que ainda sou tua." (Chico Buarque)
"E nessa loucura de dizer que não te quero, vou levando as aparências, disfarçando as evidências, mas prá que viver mentindo se eu não posso enganar meu coração..." (José Augusto)
"Você me trocou por uma loira, e agora você quer mais que eu morra. Me disse que eu era muito especial, que tinha o beijo quente e uma boca sensual. (...) O que é que ela tem que eu não tenho???" (Afrodite se Quiser)
Essa última é boa demais, adoro! (afrodite se quiserem)

Bom, eu poderia ficar aqui o dia inteiro tamanha a abundância de opções, mas tenho uma música que ganha de todas porque, nela, a mulher sofredora adora o homem pelo avesso do avesso do avesso do avesso.
É uma mistura de Chico e Caetano!!!

Ela não quer só escrever no muro, acordar a família, arranhar os discos e sujar o nome do cara só para chamar a atenção e se vingar.
Não! Isso é pouco.
Ela teria prazer em... morrer... SÓ para saber que ele derramaria uma lágrima por ela. Tipos:"Morro, mas o cara vai chorar por mim! Oba!"
Tadinha.
Os suicidas possuem, mesmo sem desejar (afinal eles estão perturbados demais para desejar algo), este lado sádico por saber que provocarão o sofrimento nos outros. É comum ficarmos com uma mistura de dó e raiva do suicida, não é? E eles, indubitavelmente, estavam no porão do amor quando morreram.

E é óbvio que somente um fado seria capaz de tamanho baixo astral. Aliás os habitantes da península ibérica são mestres em nos fazer ter vontade de cortar os pulsos. Lembrei agora do Obelix dançando as músicas flamencas sofridas no "Asterix na Hispania." Lembram?


 "Ayayayaya que desgraça ter nascidoooooooooooo! Ayayayaya mãezinha por que me fizeste isso??" (Goscinny)

E o Ideafix uivando em solidariedade, hahahah, Ó-TI-MO!!!


O fado português é tão sofrido que se torna lindo. Eu disse que é muito atraente esta história de sofrer por amor, não disse?
A letra da minha música eleita diz tudo: dormir e acordar mal, dizer que não quer mais o cara mas sonhar com ele de noite, encarar o sofrimento como um castigo, dormir no chão duro em cima do xale, medo de morrer no porão do amor, enfim, todos os ingredientes necessários para um belo drama.
Ouçam, mas não fiquem no porão, ok? Enxuguem as lágrimas e corram ao primeiro andar comer junk food, assitir a uma TV e falar mal da loira.




Lágrima

(Amalia Rodrigues)
Cheia de penas
Cheia de penas me deito
E com mais penas
E com mais penas me levanto
No meu peito
Já me ficou no meu peito
Este jeito
O jeito de te querer tanto
Desespero
Tenho por meu desespero
Dentro de mim
Dentro de mim o castigo
Eu não te quero
Eu digo que não te quero
E de noite
De noite sonho contigo
Se considero
Que um dia hei de morrer
No desepero
Que tenho de te não ver
Estendo o meu xaile
Estendo o meu xaile no chão
Estendo o meu xaile
E deixo-me adormecer
Se eu soubesse
Se eu soubesse que morrendo
Tu me havias
Tu me havias de chorar
Por uma lágrima
Por uma lágrima tua
Que alegría
Me deixaria matar.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Era uma casa muito engraçada...



Uma vez li um livro desses BEEEM de auto-ajuda, cafona até não poder mais, mas não é que o tal livrinho reafirmou aquilo que eu já acreditava sobre o que é o amor verdadeiro? Não é que ele fez sentido para mim?
Ai que vergonha. Ler um livro de auto-ajuda e achar ele bacana deveria automaticamente bloquear o meu registro no CRP.

Rainha de Copas
 que habita meu super ego!
-Você gostou de um livro de auto-ajuda? Não pode ser psicóloga, então!! Cortem-lhe o diploma!!!
-Mas rainha, eu pintei todos os livros do Augusto Cury de vermelho! Odeio Augusto Cury com todas as minhas forças!
-Ah, ok, pague seu CRP deste ano e não repita isso NUNCA MAIS!!!!
(estamos em Maio e eu ainda não paguei)

Ufa...
Bom, o livro chama-se "Enquanto o amor não vem", de uma mulher que resolveu mudar o nome para Iyanla Vanzant. Tem umas maluquices religiosas e um exagero na importância das condições do nascimento para vida da pessoa, mas tirando isso, a conclusão que o livro chega é o que diz o senso comum: precisamos nos amar e nos conhecer para que sejamos amados pela pessoa certa.
Mas, calma, não é só isso! A mulher também fala de pessoas que estão no porão da casa do amor. Outras estão no primeiro andar, poucas no segundo, e raras, raríssimas, no sótão.

Eu explico: O sentimento do tipo "Prefiro ver você morto do que feliz com outra pessoa!" ou "Se você me abandonar eu morro" é de quem está no subsolo escuro e deprimente do amor. Este amor destrutivo e imaturo que, obviamente, nunca levará ninguém à felicidade.
Muita gente passa a vida inteira no porão e, como não conhece nenhum outro lugar para se viver, acaba achando que aquela vida é a única que poderá ter. Posso ilustrar esta situação com a seguinte foto de um famoso porão na Áustria:

-Ah, bonitinho, colorido, dá para viver bem aqui por... 27 anos.


Tem gente que não conhece outros modelos de amor e relacionamento. Foram criados por pais neuróticos, infelizes e ciumentos, cresce repetindo este modelo e, consequentemente, sofrendo horrores. Tadinho, não sabe que existe uma vida feliz fora do porão do amor. Conheço gente assim. Em geral estão sozinhos ou infernizando a vida dos parceiros.

Um dia, depois de penarem bastante, poderão subir ao primeiro andar. Aí começam a dizer coisas do tipo:"Você pode sair, mas eu tenho todo o direito de ficar triste." ou "Amiga, dá uma olhada no que meu namorado vai aprontar hoje na festa?" . Essas são frases de alguém que está só no primeiro andar da casa do amor.

PS: me sinto ridícula falando "casa do amor"!!! Parece que estou cantando "No lindo lago do amor". Dói no ouvido de vocês, eu sei, mas fiquem sabendo que dói também na minha auto estima (minha Rainha de Copas também não me permite falar babaquices). Mas tenho que continuar, sorry.

Bom, este povo do primeiro andar tem muito ainda o que aprender sobre amor próprio e respeito pelo parceiro.

O sentimento do tipo: "Fique tranquilo, vá para aonde quiser. Queria ficar hoje em casa, mas vou ficar feliz por você estar se divertindo." é de quem já subiu ao segundo andar da tal casa. Gente que não precisa de você para ser feliz. Bacana demais! E além de tudo me conquistaria na hora porque eu acho absurdamente sexy homens bem resolvidos. (post: "I´m too sexy for my cat").

"O amor só dura em liberdade, o ciúme é só vaidade.
Eu sofro mas eu vou te libertar."
(Raul Seixas, chegando ao segundo andar)



Se estas pessoas conseguirem ser felizes na liberdade e conseguirem atingir o desprendimento afetivo do ser amado, aí um dia, quem sabe, ela encontrará uma escada que a levará ao sótão.

No sotão da casa habita a meia dúzia de pessoas que possuem a incrível capacidade do amor universal, eterno e incondicional. "Eu te amo pelo que você é, e não pelo que você pode me dar. Eu te amo para sempre, independentemente do que você faça comigo. Eu te amo e quero te ver feliz, mesmo que for com uma outra pessoa. Torço por você sempre."
Uau!
Você conhece pessoas que já conseguiram subir ao sótão? Eu sim. Fui educada e criada por uma delas. Tive uma sorte danada.
São raras as pessoas que conhecem o sótão. Não é um lugar confortável para todos. Podemos morrer sem conhecer o sótão da casa do amor, mas, tudo bem, não precisam se preocupar com isso. Atingir o segundo andar já é suficiente para se ter paz nos relacionamentos.

Bom, mas o que a autora se esqueceu é que a pessoa que habita a casa do amor em geral circula pela casa. Precisa ir dormir em paz no segundo andar, precisa receber visitas e ter um pouco de ciúmes no primeiro, e, claro, precisa lavar a roupa suja no porão. Descer ao porão, vez ou outra, pode ser inevitável para alguns.

Digo isso porque nestes últimos dias conversei com pessoas que reclamam da inconstância do sentimento que nutrem pelo ser amado: "Tem dias que eu odeio, tem dias que eu tenho pena, tem dias que quero que seja feliz, tem dias que eu quero de volta, tem dias que eu quero que morra!!!".
Uma loucura passional!
Estas pessoas parecem zumbis circulando incessantemente pela casa do amor, tropeçando pelas escadas e se deparando com sentimentos ambíguos em cada andar. São pessoas que andam frequentando bastante o porão, e quando chegam lá ficam com medo de serem aprisionadas para o resto da vida.

O nosso Josef Fritzl interno, que habita nosso medo de morrer no porão do amor

É terrível mesmo o medo de sofrer para sempre com os sentimentos pequenos, mesquinhos e inferiores que brotam no porão da casa do amor. Medo de sermos infantilizados por um tirano maluco que deseja nos dominar.
Mas fiquem sabendo que o porão é passageiro e que o sótão existe. Ele está lá em cima te esperando, iluminado e arejado, bem perto do céu. E lá em cima, nada irá perturbar a sua paz.
Confie nisso, ok?

sábado, 7 de maio de 2011

Fio Terra


Sabe aquele povo que diz que compra Playboy para ler as entrevistas?
Então, eu sou deste tipo.
Nunca comprei, mas lia todas as entrevistas das revistas que caíam na minha mão. Adorava em especial um questionário rápido que havia no final: "20 perguntas para...".
Uma vez li um desses com um cara descolado da música. Não me lembro quem era (Supla? Evandro Mesquita? Lobão?), mas no meia da entrevista perguntaram: "
-Qual foi o lugar mais estranho que você já transou?
E ele foi bem rápido:
 -Na cama

Exato!!!!
Sou também desta opinião. Não consigo associar cama com sexo. Cama é lugar para ler livro, tirar uma soneca, descansar quando se está gripada, chorar quando se está deprimida, para as crianças pularem e bagunçarem quando você acabou de arrumar... MIL coisas, menos sexo.
Tive uma longa juventude cheia de experiências improvisadas, longe das camas. Olho para outros tantos lugares e penso em sexo.
Cama não!

E, sem sombra de dúvida, a coisa melhor para se fazer numa cama é dormir abraçadinho, mesmo sem sexo nenhum envolvido na história.

Cheguei à conclusão que o bom sono é aquele desencadeado quando a energia do seu corpo migra para um  corpo alheio e, aí, as energias se neutralizam e dá para se dormir em paz.
Mas não adianta abraçar só com o tronco. Não descansa o suficiente! É preciso de um fio terra, é preciso encostar os pés, e ISSO é algo que só pode ser feito numa cama.
O ideal mesmo são três pontos de contato com o corpo do outro: rosto, barriga e perna; mão, quadril e pé; ombro, braço e joelho... não importa, mas tem que ser, no mínimo, três!
Na minha cabeça leiga deve ser um "fio" positivo, um negativo e um terra, neutralizador.
Sei lá, mas façam a experiência e comprovem. Depois me digam.
Não adianta só dar as mãos para o parceiro ou jogar os braços por cima dele, tem que se enrolar de acordo.

Algum dia um físico chegará a esta conclusão e revolucionará o conceito da bioenergética.

Tenho pena das pessoas que estão solteiras há muito tempo. Não pela falta de sexo em si, mas pela falta desta neutralização das energias. Falta de contato corporal deixa a pessoa tensa, irritada e mau humorada.
Eu acho isso.
E não adianta ir num massagista ou abraçar os amigos. Tem que abraçar deitado, com o corpo todo.
E junto com o abraço tem a sensação infante de se sentir ninado e acolhido.
Boa demais.

Uma vez assisti a um filme (Frankie and Johnny, 1991) em que Al Pacino paga uma prostituta para passar a noite com ele. A moça chega toda fogosa perguntando: "Qual posição você vai querer?", e ele responde: "Conchinha.".
Abraça a prostituta e dorme com ela a noite toda.
Entendo o Al Pacino. Eu também pagaria alguém para, literalmente, dormir comigo.
Definitivamente não nasci para dormir sozinha.

Nos tempos em que fiquei sozinha quase contratei um "Personal Teddy Bear" para as noites de inverno. Aliás, é uma profissão digna, que deveria existir e ser valorizada.

Personal Teddy Bear correndo entre um serviço e outro.

E não adianta comprar boneca inflável ou aqueles travesseiros bizarros em forma de braços e pernas. Já viram? Deprimente!
E eles não devem resolver nada, porque o que nos faz dormir bem não é o formato do corpo alheio mas sim o calor, a pele, a respiração, o cheiro e a energia. Nenhum boneco ou travesseiro dará conta das sutilezas energéticas de um parceiro de verdade.

Entendo bem essa história do homem que transa e vai embora rápido para não correr o risco de dormir ao lado da moça. Dormir junto é infinitamente mais íntimo do que o sexo para algumas mulheres. Dormir junto provoca cumplicidade. Há trocas mútuas de amparo e zelo na escuridão da noite.
Dormir junto, portanto, configura compromisso e afeto, e se não for isso que o cara quer demonstrar, então que vá embora mesmo!!
"Um pequeno passo para o homem,
mas um grande salto para uma mulher."





Sexo na cama? Ok, tá bom... mas só se for para dormir abraçada depois. Nada de sexo na cama sem compromisso sério e "conchinha" no fim da noite.

Se for para sair correndo depois, prefiro sexo em outro lugar. Cama é um território sagrado demais para encontros fugazes e passageiros.

Uma leitora maluca acaba de me perguntar se já fiz sexo em cima da árvore. Putz... nunca, e nem imagino como isso pode acontecer.
Agora então faço uma entrevista com meus adoráveis leitores.
Mantendo o anonimato (comentário anônimo, sem assinar) digam aí: qual foi o lugar mais estranho que vocês já fizeram sexo?
Vamos esperar para ver quem ganha a disputa de bizarrice!!!!! Em cima da árvore eu truco...