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sábado, 22 de outubro de 2011

Que Mário?

-Gata, se tu sair comigo hoje eu tenho certeza que vou conseguir fazer você se esquecer do Pedro.
-Que Pedro?
-Tá vendo!!! Já tá esquecendo...

Hahahaha, a-do-ro esta cantada. Queria ser um homem bem babaca, sem uma gota de auto crítica, só para aplicar o golpe em alguém.
O duro é se a mulher realmente é apaixonada por algum Pedro. E estatisticamente existe esta possibilidade, claro.


Igual à pegadinha do Mário.
-Você conhece o Mário?
-Que Mário?
-Aquele que te comeu atrás do armário.

Mas, de novo, se existe mesmo um conhecido Mário a piada perde a graça porque a pessoa responderá "Conheço".
Toin oin oin.

Ai, ai... sou mesmo uma tonta. Não posso ouvir falar de alguém chamado Mário que logo lanço a pergunta (mesmo que em pensamento): "Que Mário?"

Não conseguiria nunca namorar com um Mário. Putz, definitivamente não daria certo. O nome do cara iria me tirar a concentração a todo momento e me deixaria ansiosa na hora de falar dele em público:
-Gente, preciso ir embora porque vou jantar com o Mário.
E mesmo que ninguém me dissesse nada eu teria certeza de que minhas amigas estariam pensando: "Tomara que no restaurante tenha armários!"


Nope! Nenhum armário por aqui.

É que, prá piorar, o único Mário que eu conheço é gay. Um homem gay chamado Mário é quase um pleonasmo, como "subir prá cima" ou "sair prá fora".

Bom, a verdade é que Mário Gomes sofreu horrores por ter este nome infame. Acabou com a sua fama de galã e saiu de cena de uma dia para o outro, graças a uma fofoca corriqueira de pronto socorro. Bobagem. Coisa à toa que mais cedo ou mais tarde acontece com toda celebridade, mas com ele foi pior justamente por ele se chamar Mário.
Tenho certeza que, se ele se chamasse Rodrigo ou Fernando, o seu destino não seria tão trágico. A culpa não foi da cenoura (inocente, diga-se de passagem). A culpa foi do fato dele se chamar Mário.
-Que Mário?
-Aquele que a cenoura comeu atrás do armário.
Putz, ele deve ter ouvido isso taaaanto.
Tadinho.
E, com isso, a sua credibilidade foi para o saco.

Hahahahaha!!!! Esta foto é muito boa!
Mário Gomes fantasiado de Mário Bros.
-Pessoal, o Mário foi fantasiado de Mário na festa do Halloween.
-Que Mário?


Por isso, hoje, vou acabar com a maldição dos Mários e exorcizar de vez essa história. Cansei de ser boba, infantil, e sempre lançar a piadinha infame na roda.
Vou listar todos os Mários que conheço e pensar neles o dia todo até calejar. Até o nome ficar familiar e banal para mim.

1) "A beleza de uma mulher deve vir acompanhada de algo de loucura e humildade." (Mário)


2) "Gosto e preciso de ti, mas quero logo explicar. Não gosto porque preciso. Preciso, sim, por gostar" (Mário)


3) "O oposto de dor é prazer. O oposto de alegria é tristeza. O oposto de felicidade é ateísmo" (Mário)


4) "Só um idiota pode ser totalmente feliz" (Mário)


5) "Despertador é bom para a gente se virar para o outro lado e dormir de novo" (Mário)


6) "A paternidade foi a minha tragédia e minha sorte." (Mário)


E o desafio está lançado:
Qual Mário disse qual frase? Detalhe: é uma frase para cada Mário!!!
Respondam rápido:

-Que Mário?
A) de Andrade
B) Lago
C) Gomes
D) Quintana
E) Testino
F) Vargas Llosa

Ok, vou nessa. Muita gente aqui se preparando para a tal festa.
E para retribuir a homenagem:

Mário Bros. irá fantasiado de Mário Gomes


-Fala aí Cenourinha, beleza??
-Firme, mano!

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

3 é demais!!!

Era uma vez 3 Porquinhas que viviam na floresta. 
A porquinha mais preguiçosa era a Medicina. Só se preocupava com a vida e nunca se preparava direito para as ameaças que rondavam a sua casa. A segunda, também um pouco preguiçosa, se chamava Lei e a mais trabalhadora e prática era a porquinha chamada Religião.
As três viviam felizes em suas casas, mas foram alertados pela sua mãe, a Dona Moral, que precisavam se proteger de alguns lobos muito, muito malvados chamados Tabús.


Um dia o Tabú da Homossexualidade apareceu na casa de palha da Medicina:
-Abra esta porta que eu quero entrar!!!!
-Não abro, não abro, não abro não!!!!
-Então eu vou provar que sou psiquicamente saudável, não sou perverso, minha racionalidade está em perfeita ordem e nenhuma patologia poderá me definir!!!
O porquinho da Medicina bem que lutou contra o Tabú da Homossexualidade. Catalogou ele em diferentes CIDs, examinou o cérebro para provar a aberração... mas o Tabú da Homossexualidade soprou, soprou , soprou e derrubou a casa da Medicina em 1993 (poquíssimo tempo, né?) e ela percebeu que perdeu a luta:
-Não consigo me defender contra o Tabu da Homossexualidade!!! Tá bom, tá bom, eu me rendo, você é saudável e normal!!!!
E desde então a OMS define que existem 3 orientações sexuais (em alguns casos 5!) aceitas e respeitadas pela sociedade médica.
E a Medicina correu para a casa da sua irmãzinha, a Lei.


Logo o Tabú da Homossexualidade foi bater neste segunda casa:
-Abra esta porta que eu quero entrar!!!!!
-Não abro, não abro, não abro não!!!
-Então eu vou provar que estou tendo meus direitos violados! Que preciso garantir segurança para a minha família depois da minha morte, preciso incluir meus parceiros em planos de saúde. Vou exigir o direito de adotar crianças, preciso ter uma declaração de união estável e um casamento decente para me sentir feliz e tranquilo.
Esta segunda casa foi beeeem mais difícil. O lobo precisou soprar muito, precisou de muita ajuda, mas um dia a casa caiu e muita coisa foi derrubada.

E as duas porquinhas, sem nada para protegê-las, correram para a casa da Religião: toda firme, elegante, feita de tijolos, com janelas gradeadas cheia de cadeados.


Logo, logo o Tabú da Homossexualidade foi bater lá também.
-Abra esta porta que eu quero entrar!
-Não abro, não abro, não abro não!!!!
-Então eu vou provar que Deus me fez assim. Vou provar que, como diz Milton Nascimento, "Qualquer maneira de amar vale a pena", vou te mostrar que, na natureza, a homossexualidade é uma constante, vou te dizer que meu amor por Cristo independe da minha condição sexual.
E o Tabú da Homossexualidade soprou, soprou, soprou tanto que ficou cansado e triste.
Ele queria muito entrar na casa de Deus.


Entrou então pela chaminé. Um jeito errado e mal educado de entrar na casa dos outros. Ele bem que tentou entrar pela porta da frente com dignidade e orgulho, mas não o deixaram. 
E a chaminé era um lugar sujo, escuro, obviamente perigoso e também muito apertado. E o Tabú da Homossexualidade ficou preso lá para sempre. Está, tecnicamente, dentro da casa da Religião, mas o dono da casa finge que não vê e os porcos vivem assim, felizes para sempre.


-THE END- 

E esta história tem variáveis.
Uns chamam os 3 porquinhos de
Os 3 Patetas: bobos, inúteis e hipócritas.




OU...
 


...Os 3 Mosqueteiros: valentes, éticos e protetores
Não importa o nome.
O legal é perceber que, para conquistar definitavamente a sociedade, um tabú precisa derrubar a resistência destas 3 instituições: a Medicina, o Direito Civil e a Religião.
E aí entramos no assunto do post anterior.
O suicídio, e todas as suas variantes (eutanásia, suicídio assitido e ortotanásia), violam as regras básicas das 3 instâncias e POR ISSO é tão chocante e não aceito em nossa sociedade, a famosa "judaico-cristã ocidental". 

A Medicina luta pela manutenção da vida. Raros são os médicos que aceitam um pedido da família para desligar os aparelhos porque isso sempre terá que ser feito escondido, por baixo dos panos. E também é sabido que um suicida não é uma pessoa bem vista num pronto socorro. Já ouvi de um médico:
-A gente aqui se desdobrando para salvar gente e o cara chega a aqui gritando, com raiva, porque o tiro não o matou.
Os suicidas perturbam o pronto socorro e tiram o lugar de gente que deseja viver. A medicina, definitivamente, não abraça a causa.

O Direito nega benefícios para os suicida. Família de suidicas não tem acesso ao seguro de vida, como se fosse uma escolha, fria e calculada, se matar para beneficiar os filhos!  

E a Religião não aceita que qualquer um de nós defina a hora da morte. Só Deus! Ouvi esta semana de um homem: "Deus é o maior assassino do mundo, porque só ele pode matar."
Uhhhhh, pesado isso, né? 
Em alguns cemitérios cristãos os suicidas recebem um espaço reservado apenas para eles. Ouvi falar que na religião judaica eles são enterrados de cabeça para baixo.
Ou seja, não é algo bem quisto por lá também.
E como se não bastasse todo o drama familiar ao perder um filho por suicídio, ainda encontramos religiosos afirmando que eles não vão para o céu ou, pior, não conseguirão fazer a "passagem" facilmente e reencarnarão confusos e angustiados.
Sacanagem.

Dizem que Deus sempre dá a cruz de um tamanho que possamos carregar.


-Vamos garotinho! Força! Você consegue!!


 
Bullshit.
Se todos conseguissem não haveria tantos suicidas no mundo.
Mas isso os 3 porquinhos não vêem de dentro de suas casinhas blindadas.


terça-feira, 18 de outubro de 2011

Eu Tanásia, Tú Tanásias, Eles Tanasiarão...

... se quiserem.

Já escrevi aqui sobe o aborto e apaguei. O que sobrou foi a explicação do porquê eu apaguei ("Quebrando ovos e não fazendo omelete nenhum"). Já defendi a escola pública, já redimensionei o bullying, já disse que House é o meu deus supremo e absoluto.
Deixa eu ver... o que sobrou aqui no meu kit "Sou Polêmica Pacarai".
Deixa eu pensar.
Eutanásia?

Não!!!!!!
Enfiar a eutanásia goela abaixo dos meus leitores seria tão amoroso e sutil quanto alimentar um ganso para preparar um foie gras.
PS: pobres gansos!!!!!!
Eutanásia ou a pena de morte seria indigesto demais para um bloguinho superficial como este que vos fala.
Eutanásia é para o Dr. Kevorkian ou a enfermeira fofa que ajudou no suicídio assistido de dezenas de velhinhos. Não, não estou sendo irônica! Ela era fofa mesmo!!
Eutanásia é para blogs profundos e polêmicos.

Aqui hoje, vou dissensibilizar o povo com a ortotanásia.

Ortotanásia é o que eu poderia chamar de eutanásia passiva. Não há a intenção de provocar a morte num paciente terminal, mas sim de interromper todo e qualquer procedimento médico que o mantenha vivo, deixando a natureza seguir seu curso.
A ortonanásia, é o famoso "desligar dos aparelhos" para proporcionar uma morte indolor.

Concordo com ela e acho isso importante para respeitar a dignidade de um paciente que avisou antecipadamente que não desejaria pagar qualquer preço para ter um coração batendo. Acredito ser importante para libertar a família da angustia da espera e fundamental para desafogar as UTIs tão saturadas de pacientes resistentes à uma morte inevitável.

Claro que o paciente precisa estar realmente nas últimas (cá entre nós, para mim não é tão claro assim, mas a gente começa falando que é claro para não provocar pensamentos complexos demais na galera).
Existem diferentes níveis de estado de coma. Existem prognósticos óbvios e outros mais incertos. E um prognóstico indubitavelmente fechado, nulo, "morte certa" é um bom começo para pensarmos em abreviar a morte de um parente querido.
Mas, para complicar a coisa, existem milagres que fogem à compreensão científica.
Um homem em 1984 sofreu um acidente de carro e ficou 20 anos em coma profundo. Acordou um belo dia e pediu uma Pepsi. Ia ser o melhor merchandising do mundo se alguém tivesse filmado.
Sim, milagres acontecem!!
E o cara, incrivelmente, pode preferir Pepsi do que Coca-cola, hahahaha.

Mas vale lembrar que o homem era saudável e estava apenas sofrendo danos localizados em seu cérebro. O resto do corpo estava bem.
E se o fígado já começa a falhar, os rins precisam de diálise o pulmão exige a ajuda de uma traqueostomia?? O que pensar nessa hora? Que o cara vai acordar e pedir uma Pepsi?? Bah...


Há anos atrás um submarino russo afundou nas profundezes de algum mar gelado. Ficaram lá por dias, semanas até que desistiram do resgate e usaram o comprimido de cianureto reservado para momentos críticos.
Os astronautas também viajam com um desses.
Cianureto: "Não saia da estratosfera sem ele!!"

E agora a pergunta: Porque soldados na guerra, astronautas e tripulação russa do submarino podem se dar a este luxo e ninguém acha ultrajante eles quererem abreviar o próprio sofrimento?
E, na minha modesta opinião, mesmo se suicidando e, teoricamente, violando a lei divina, tenho certeza absoluta que eles foram abolvidos no julgamento final. Claro!! Imgina a sacanagem julgar o cara na porta do céu depois de todo o perrengue que ele passou.
-Você foi um bom homem, trabalhou bem pelo seu país, mas, ao invés de ficar 28 dias embaixo do oceano vc preferiu ficar só 23. Merece o inferno por isso e vai reencarnar como um rato.   
Não, Deus não seria tão mau.

"Em caso de emergência quebre o vidro!"
Será instalado um destes em todos os
 presídios, hospitais, asilos e
shows de axé!! 
Então a minha dúvida é: Por quê não oferecem comprimidos iguais a estes nos presídios, asilos e hospitais? Qual a diferença entre um astronauta perdido no espaço e um velho doente cansado de sofrer?
Além de tudo proibem as pessoas de se suicidarem nestes estabelecimentos colocando grades nas janelas altas e retirando no local todo objeto que possa se transformar em corda ou faca.
Super sacanagem! Algum órgão defensor dos direitos humanos deveria lutar contra esta proibição e deixar as pessoas decidirem sozinhas o que é mais suportável para elas.
E até o cara já condenado à pena de morte não tem o direito de se suicidar. Não é um absurdo??
Hello!! O rapaz já vai morrer mesmo!! Mas não, deixam ele gastando dinheiro público no famoso corredor da espera sem fim. Isso sim é sadismo!

Bom, eu fiz a eutanásia na minha cachorra e foi bem bacana. Fiquei com ela no colo fazendo carinho, dando beijinhos e dizendo que libertaria ela do sofrimento. E ela morreu. E eu continuo indo para o céu depois da cadela morta e tenho certeza que encontrarei ela por lá (esse papo de céu é só para ilustrar a coisa, tá?).
E fizeram a ortotanásia na minha avó quando as complicações dela mostraram que o caminho não tinha volta. E foi bonito e sereno. E ela certamente estará me esperando com seu cheiro doce e seu carinho suave com as unhas, tão característico dela.
A eutanásia na minha cachorra e a ortotanásia da minha avó não prejudicou nossa trajetória espiritual nesta vida e nem nos fez regredir no complexo sistema de pontos das reencarnações.
Sabem por quê? Foi amoroso. Foi um gesto de respeito e carinho, e não um assassinato cruel.

Agora pergunto: Por quê podemos fazer isso em cachorros e não em humanos?
Porque apenas os cães podem ter este privilégio??

Ok, vou parar por aqui porque o ganso já está afogando de tanta informação. Prometi não falar de eutanásia, mas falei. Mas foi com amor, não é? Foi gentil e suave.
Meu foie gras será feito com carinho nos meus leitores. Vou parar por aqui. Darei outras informações importantes apenas amanhã para facilitar a digestão.
Prometo.

domingo, 16 de outubro de 2011

Néctar dos Deuses Indecisos



Vocês já colocaram algo vermelho e rígido na boca que solta um caldo amargo e estranhamente doce?
Enquanto o caldo invade todas as suas papilas gustativas você, de repente, se lembra de que lá existem dezenas, talvez centenas de minúsculos bichinhos que, naquele exato momento, provavelmente nadam pela sua boca mas, mesmo assim, você adora e prefere abstrair a realidade absurda da coisa e se manter apenas na insanidade daquele sabor?
Sim??
Ok, vocês já comeram uma pitanga.

Não conheço sabor mais exótico do que o da pitanga.
É amarga e doce. Ruim e boa em proporções insuportavelmente iguais.
E mais do que tudo, a pitanga é linda. Uma miniatura de abóbora perfeita, que vai ganhando colorações cada dia mais vermelha até cair cansada e murcha.
Lembra alguma coisa? Sim.
Na minha opinião a pitanga deveria ser a fruta que Eva comeu no paraíso, porque nenhuma outra representa melhor o sexo, justamente por suas contradições.
A maçã é óbvia e doce. Aliás, sem graça de tudo! Nada é mais insosso do que uma maçã.
A pitanga não.
Minha querida pitanga é sedutora com seu brilho encerado, sua cor viva por entre as folhas claras e ternas, sua semente redonda e lúdica e... seus mil bichos sempre à espreita para te chocar.

Uma vez li que PITANGA é o nome do bicho que mora dentro da fruta. E a pequenina fruta ganhou o apelido de pitanga justamente pela abundância de vermes.
Mas a gente tem que aceitar a pitanga sem olhar. Nos submetermos cegamente à ela, sem a pretensão de compreender a natureza do bicho. Sem a curiosidade de investigar seus prejuízos (ou benefícios) para a saúde.
E mais do que tudo, sem pudor.
O bicho está lá. Certamente está. Deal with it!
Temos que comer uma pitanga sem fuçar, sem querer saber o que tem dentro. Só assim conheceremos a felicidade contida na fruta.

E mais uma vez, então, vamos falar de sexo.
Igual a pitanga, o sexo tem uma ambiguidade que seduz e assusta.
Temos que aceitar que a coisa é boa e abstrair os bichos que vem dentro do pacote. E os bichos, neste caso, podem ter muitos nomes.
Mas, mais importante de tudo: não devemos achar que, por ser boa, a coisa vai ser fácil e serena. Gostar da pitanga não é a coisa mais tranquila do mundo. E gostar de sexo também não.
Tem gente que passa a vida sem apreciar as dualidades da vida e não existe lugar melhor do que o sexo para se entender onde a dor se transforma em prazer e onde (engraçado isso!) o prazer é tanto que dói.
Onde o salgado vira doce.
Onde a serenidade vira fúria.
Onde o limpo vira sujo e o sujo fica magicamente limpo.
Onde o mundano fica sagrado, onde o pecado vira milagre.

Enfim, coisa para mentes evoluídas.
Não é à toa que ele não é recomendado para crianças. Muito mais do que predisposição física, as crianças não tem a alma preparada para compreender o sexo. A tal ambiguidade erótica não pode ser compreendida justamente pela dificuldade das crianças em conciliar num mesmo ato simbolismos tão diferentes e conflitantes.
Elas não entendem que o carinho é nojento. Que o nojento é gostoso e que o gostoso pode doer.
Isso é confuso demais para uma mente infante.
E muitos adultos também não evoluiram a este ponto.
Esperam algo linear, perfeito, óbvio.
E isso é algo que o sexo NÃO é.

Por isso dizem que o sexo melhora com a idade. Talvez seja mesmo verdade.
E a pitanga é para seres evoluidos e altamente sofisticados.
Que suportam bem o conflito. Que aceitam os bichos escondidos atrás do brilho reluzente. Que toleram as doses mínimas de sabor contidos numa frutinha, sempre tão altas e difíceis de conquistar.
As pitangas não estão nos supermercados, não aparecem o ano inteiro.  E as pitangas não são oferecidas às grandes massas já que nunca são excessivas.
Coisa rara, que se desnuda apenas para os sortudos que sabem apreciá-las.

O sexo também.
Ele não está nas multidões. Na sensualidade do rebolado óbvio. No grito da mídia pedindo atenção.
Isso não é sexo.
O sexo é um arquétipo que, como todo bom arquétipo, vive das contradições.
E a obviedade, definitivamente, não é o seu forte...






segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Presente de grego

Uma adolescente morreu decorrente da bulimia que desenvolvia escondida dos pais. A mãe, arrasada, deu um depoimento impressionante ao dizer:
-Ela queria muito uma suíte. Um quarto lindo com um banheiro só para ela. Juntamos dinheiro e fizemos o impossível para deixá-la feliz. Mas o presente que demos para a nossa filha foi o que a matou.

Demorei para entender a lógica da coisa: a menina vomitava sozinha num lindo banheiro, amorosamente feito só para ela. Tinha todo o tempo do mundo para se desnutrir sem ser incomodada pelo resto da família, ignorantes ao drama da filha.

É claro que isso é uma explicação muito simplista (e ótima para redimir a mãe da culpa pela cegueira absurda em relação à garota), mas não deixa de ter um fundo de verdade.

Na casa da minha irmã isso, definitivamente, não aconteceria.
São 4 pessoas dividindo um único banheiro há 12 anos. Algo impensável para nós brasileiros acostumados com suítes, lavabos e banheiros especialmente decorados para as crianças.
Mas lá na Austrália a maioria das casas tem apenas um banheiro e minha irmã certamente acompanharia de perto o vômito constante de uma filha. Veria a sujeira no vaso. Perceberia a demora no banheiro. E a família inteira saberia se ela estava ou não menstruada, se ela estava ou não com diarréia...
A vida íntima não tem esconderijos quando a convivência é próxima e diária.

A partir daí me dei conta do tanto de pais que já perderam os filhos por, também, dar a eles privacidade e luxo.
E as intenções, lógico, são sempre as melhores.
Damos presentes aos nossos filhos sem perceber que, com isso, estamos tirando eles de nós.

Por exemplo: antigamente os meus pretendentes ligavam no telefone fixo da minha casa e tinham que se identificar com o meu pai ou minha mãe que, em geral, atendiam o telefone. Tinham que dizer o nome, deixar recado, etc.
Se depois da ligação eu sorrateiramente saia, eles ao menos tinham uma remota idéia de quem estava me acompanhando.
Eu era safada e escondia muita coisa, mas era impossível esconder absolutamente tudo dos meus pais!

Hoje os rapazes ligam para o celular que a garota ganhou no seu aniversário de 10 anos (ou até antes) e ninguém tem idéia de quem são eles. E muitas vezes nem é um inocente amiguinho da escola, como era na minha época.
Prá piorar elas podem ter conhecido o pretendente na... internet.
Quando eu era adolescente, nem que eu quisesse muito, eu não tinha chance de conhecer ninguém além do meu pequeno círculo de amigos. E eu nunca me comunicava com os meus conhecidos sem meus pais ouvirem a conversa já que a linha telefônica era uma só e ficava na sala.
Nunca tive telefone no quarto.
E nem TV.
E nem internet (óbvio).
E minha mãe trabalhava dentro de casa!!!
Mudanças sutis, mas que fazem uma diferença danada já que a vigilância era constante e bem maior.

Outro exemplo.
Sempre fui uma garota de cidade grande, mas um dia fui numa típica festa de uma cidadezinha do interior.
A coisa acontece assim: os pais e seus filhos adolescentes se arrumam num sábado a noite para a mesma festa! Vão juntos ao clube da cidade!!! Chegando lá eles se dividem. Tem o espaço dos jovens e o baile dos adultos. Cada um fica no seu pedaço.
Mas, se algum moleque brigar ou beber demais na festa, os pais (ou amigos dos pais) são logo avisados e descem na hora para ver o ocorrido e dar o devido sermão. E eles sempre conhecem os outros garotos que estão juntos com o filho inconsequente como TAMBÉM os pais deles!
Uma intimidade danada com o universo juvenil!
Eu, na época, achei isso maravilhoso!!!! Lembro que eu já tinha uns 19 anos e não acreditava que aquilo pudesse acontecer. Não conseguia imaginar sair numa balada e estar a 100 metros dos meus pais.
Hoje, aqui na cidade aonde moro as coisas também são assim. Falta privacidade, é verdade, e a fofoca é realmente chata.
Mas sobra convívio e familiaridade, que para criar adolescentes eu acredito ser essencial.

Hoje a grande maioria dos pais e mães trabalham fora o dia todo e hoje a internet está dentro do quarto das crianças abrindo janelas para o mundo, boas e ruins.
Hoje em dia entrar em contato com a família do adolescente não é mais um passo imprescidível para se chegar a ele.
Com isso, a realidade dos filhos está cada dia mais desconhecida dos pais.
No Japão existe um nome para o isolamento dentro do próprio quarto: Hikikomori.
E está crescendo a cada ano...
E a mudança arquitetônica dos lares acompanhou essa revolução familiar ou, pior, foi responsável por elas.
Os banheiros são privativos, cada filho com o seu quarto, vários pontos de internet e TV a cabo. A sala comum, onde em geral fica a TV maior, tem sido o lugar onde são feitas as refeições.
Pesquisas já nos disseram que adolescentes que não realizam as refeições na mesa com a família tem, estatisticamente, uma maior chance de se envolverem em problemas na escola e com drogas.

Aí fica sempre a mesma dúvida: os adolescentes ficam distantes porque seus pais não se importam com eles ou eles não se importam simplesmente porque cansaram de trazer os filhos para perto?
O que será que aconteceu no dia em que os pais olham para os adolescentes e pensam: aonde foi parar o meu filho?? Cadê a minha princesinha?

Uma história que ilustra bem a solução deste problema é da Violeta Pêra.
Era estranha, isolada, quieta, se escondia atrás do longo cabelo negro.
Mas, um dia, a família Incrível se uniu por uma causa comum e a presença da menina foi essencial para a resolução do problema.
Violeta se sentiu valorizada, amparada e incluída no grupo familiar.

Dica para criar filhos?
Lá vai: uma única TV em casa (e uma batalha constante pelo controle remoto), um único ponto de internet (e disputa acirrada pelas horas na web), o mínimo de banheiros possíveis (e a gritaria no corredor pedindo pressa), almoço e janta na mesa com todos presentes (e a gritaria antes do almoço para colocar todos na mesa), mãe ou pai meio período em casa (e menos dinheiro entrando no mês), casa pequena e crianças dividindo um único quarto (e a briga diária por causa da bagunça), levar e buscar filhos e os amigos nas festas (e aguentar a cara feia da molecada) e, por fim, celular só depois dos 18 anos (com os pais ouvindo chantagens emocionais dos filhos até lá).
Tá bom... ahã.

Dá preguiça só de pensar. Não é à toa que o povo prefere ter filhos "Hikikomori".

Vamos mesmo continuar cada vez mais longe dos nossos jovens.
Tãããão mais fácil criar filho com pouco dinheiro!

O clipe é meio estranho, mas a música é perfeita pra o assunto. Aliás, esta música é linda!


quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Home sweet House

Certa vez atendi no hospital uma garotinha de 6 anos que se chamava Karina Medula que tinha um tumor na... medula.
Faleceu.
A equipe inteira se chocou com a triste ironia da lápide da criança carregar, impressa, o local exato da patologia letal da menina.

Meu primo se chama Rafael Prudente e quando cresceu decidiu ser dentista. Foi trabalhar pru dente e usa com orgulho seu sobrenome no cartão profissional.
Existem vários exemplos assim: obstetra Dra. Maria da Luz, urologista Dr. Reinaldo Pinto, etc e tal.
Namorei certa vez um Ricardo Brochado.
Torço para que ele esteja bem...

Bom, tenho uma única irmã que se chama Renata, ou seja, "aquela que renasce".
E ela é realmente uma Fênix que se redescobre em cada ambiente. Minha irmã sempre honrou o nome que recebeu e eu tenho orgulho dela por isso.

Mas o meu nome, em todos os dicionários de banca de jornal, que dizer: "aquela que manca".
Quando eu era pequena descobri isso e odiei este tolo e vergonhoso significado.
Depois de anos eu descobri a razão disso. Claudius era um imperador que nasceu com um problema ortopédico e, por isso, mancava. E desde então o nome Claudio virou sinônimo de pessoa que manca, que "claudica".
Mas sempre me questionei: E antes do Claudius nascer? Antes dele começar a andar de forma desequilibrada e torta, o que o nome dele significava?
Nunca obtive a resposta.

Quando recebi o diagnóstico de Esclerose Múltipla e comecei a mancar fiquei com raiva do dia em que fui batizada com um nome tão estúpido.
Puxa vida, uau, que engraçado! Agora eu podia me gabar por entrar na lista dos nomes proféticos e irônicos.

Mas mês passado um amigo me escreveu me libertando da maldição claudicante do meu futuro.
Claudius, muito antes de ser nome de um imperador manco, tinha outro significado. Queria dizer... fechado! Em clausura.
Ok, não é grande coisa, eu sei, mas na hora representou muito para mim.

Prefiro ser fechada do que manca. E ser fechada dá um ar misterioso, secreto e, por que não, virginal.
E o mais gozado é que desde que ele me escreveu contando da sua descoberta eu não manco mais. Me libertei do significado ipsis litteris da minha identidade como Claudia, aquela que manca, e agora posso me reinventar como uma nova pessoa.
Agora sou... fechada.


Porém, anteontem estava assistindo "House" e percebi que ele é o cara mais interessante do mundo.
Gregory House é Deus.

Foreman (médico negro da equipe): Acho que você é racista, House.
House: Por que diz isso?

Foreman: A cada dia que passa você vem me tratando pior.
House: Então pode descartar racismo. Você era da mesma cor na semana passada.

Generoso, inteligente, rápido e sensível (apesar de não demonstrar). E sexy, e bonitão, e... manco!
But, who cares??
Eu me apaixonaria fácil pelo com Dr. House se trabalhasse naquele hospital. O fato dele usar uma bengala é o que menos importa na figura atraente e cativante do cara.

Esses dias vi um vídeo de um adolescente gay que colocou no youtube um agradecimento à Lady Gaga por ajudá-lo a ser feliz com a sua condição sexual.
O que ela fez para merecer isso eu não sei (e o fato dele ter se suicidado semana passada é o que menos importa).

Digo isso porque vou colocar no youtube um agradecimento ao Dr. House por me deixar otimista com a perspectiva de um dia usar uma bengala fashion. Até já imagino o que ele dirá, emocionado, ao ver a minha homenagem:

- Você vai acreditar em mim? Eu minto sobre tudo, Claudinha. Mentiras são como as crianças: apesar de incovenientes, o futuro depende delas.

Ou alguma outra compilação qualquer de suas frases que bombam na web.
Fofo!
Hoje sou feliz por, um dia, me tornar uma manca charmosa e sexy como House.

E, prá completar, agora mesmo eu me daparei com isso na Bíblia:
"Nunca confie em uma pessoa que não manca, nunca deposite confiança em alguém que não tem a marca do toque de Deus!"  (João 4.23)

De onde este povo tira isso???? Segundo a Bíblia: Claudia= aquela que tem a marca do toque de Deus.
E que toque pesado!

Mas como não acredito em camelos passando pelo buraco da agulha, não devia também acreditar em significados absurdos como fechada, manca e muito menos em toque de Deus.

Bullshit!

E como diz o meu guru, meu mestre :

"Religião não é o ópio do povo. É o placebo"
(G. House)


Claudia, Luciana, Patrícia, Marx, Deus, tarô, homeopatia, antibiótico, mapa astral, numerologia, superstição...
Nada faz sentido afinal.
A racionalidade precisa e certeira do Doutor House é o que me importa agora.

I just belive in House.

Tããããão libertador isso...

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Anos Incríveis, Futuro Sempre Banal

No início da década de 90 no Brasil os jovens pararam para assistirem ao seriado "Anos Incríveis".
Desde a abertura, passando pelos atores, trilha sonora, tempero agri-doce em todos os episódios... tudo era perfeito! Mas eu gostava principalmente do ritmo das falas, intercaladas pelo pensamento do protagonista Kevin Arnold, já adulto.
O final foi triste.
Todos choraram com o golpe duro do machado da realidade: o pai do Kevin morreu e a fofa Winnie Cooper foi estudar na França enquanto Kevin se casou... com outra.

The end.
E eu fiquei atônita: "Só isso?? Over, finito? Então ESSE é o futuro de uma história de amor?"
Not a Happy End.

Pensei nisso porque estou lendo um livro sugerido por uma amiga. Chama-se "Um Dia" e é incrível. A coisa é tão boa e o casal é tão palpável que comecei a me angustiar agora que cheguei no meio do romance.
Não resisti de ansiedade e procurei por ela, que me recebeu já apreensiva:
-Claudinha, prepare-se para chorar.
-O quê?? Como assim? Ai não, não me diga que um deles morre. (disse isso um pouco decepcionada com os finais piegas estilo Sessão da Tarde: "Sunshine on my shoulders makes me happy...")
-Não, não. Mas é um final meio realista.
E de repente eu percebi: Final Realista= Final Triste.
Poxa, caramba. A realidade precisa necessariamente ser baixo astral?
Aí perguntei:
-Mas peraí: Um final feliz não pode ser realista? Por quê tudo na vida tem que ser como o último capítulo dos "Anos Incríveis"?
Ela riu e disse que pode. Pode sim. Um final feliz pode fazer parte da realidade.
Mas nós duas sabíamos que ela estava mentindo.

Aí já lancei algumas hipóteses para o meu livro:
  1. suas neuroses acabam dominando-a. Ela desenvolve um transtorno de pânico e passa a ficar dentro de casa, evitando os amigos; 
  2. ele vai começar a usar drogas e deixa de ser o homem por quem ela se apaixonou;
  3. ela percebe que casar-se com o bom rapaz é mais negócio do que entrar em contato com uma rotina caseira ao lado do idealizado príncipe encantado;
  4. ou então ele engravida uma moça qualquer, casa e percebe que ela até que é bem legal.
Dãããã.
Isso eu assisto na minha vidinha medíocre. O potencial para enormes histórias de amor morrerem na praia, cansados de tanto apanhar dos aspectos práticos da vida.
Acompanho isso na minha história e nas histórias alheias há décadas e confesso que não vejo graça nenhuma nisso.

Não gostaria que meu maravilhoso livrinho terminasse como as várias histórias dos meus amigos e, por isso, há dois dias estou hesitante em continuar a leitura, mas preciso terminar antes que ele seja lançado no cinema, só para poder dizer, toda metida:
-Gente, o livro é beeeem melhor.
Hahahaha, o livro é sempre melhor! Ninguém precisa mais dizer isso.
É uma verdade incontestável.
Sim o livro em breve será adaptado ao cinema com Anne Hathaway e o maravilhoso Jim Sturgess (de "Across the Universe")

Sei que essa minha dificuldade em continuar a segunda metade do livro, obviamente tem a ver com um processo interno e particular meu de chegar ao meio da vida e dar uma de Peggy Lee ao me perguntar:
-Is that all there is??
link da música aqui

E por isso, eu hoje decidi fazer o meu final particular dos "Anos Incríveis", e seja lá qual for o final realista do meu livro eu decidi que também não vou acreditar nele e, novamente, vou inventar um que se encaixa melhor no desejo do casal em questão .
Meus amigos psicólogos podem chamar isso de negação, mas eu prefiro acreditar que estou seguindo os passos da Lei da Atração, tão popularmente difundida no livro "O Segredo".
Vou começar a mentalizar finais felizes para a ficção, na esperança de atrair algum para a vida real.

Bom, Paul Pfeiffer não foi para Harvard.
Operou a miopia e ficou com graves sequelas deixadas pelo laser (ainda experimental naqueles anos). Seus olhos ficaram opacos, impediondo-o de ler. Revoltou-se e passou a adorar o demônio. Virou um astro de rock e hoje faz sucesso, namorando garotas lindas como Dita von Teese e Evan Rachel Wood. Mas ainda recebe os amigos de infância na sua mansão, onde sempre lembram com alegria as emoções daqueles anos incríveis.
Hahahaha, adoro acreditar na lenda de que Paul virou Marilyn Manson. Na minha cabeça isso é a mais pura verdade.

Winnie Cooper foi para a França estudar história da Arte. Namorou muitos homens lindos e inteligentes e sua vida amorosa passou por um turbilhão de experiências afetivas e sexuais. Largou o estudo das artes e, anos depois, voltou aos EUA como representante de uma grife lindíssima de lingerie. Ganhou rios de dinheiro vendendo calcinhas francesas para as deselegantes americanas e todos os dias recebe o marido na cama, cada dia usando um apetrecho da sua nova coleção.


Kevin Arnold se casou com a sua melhor amiga da faculdade, mas o casamento acabou não dando certo já que ele se deu conta de que seu pensamento nunca abandonou Winnie.
Passou, então, anos se dedicando à profissão (computadores, claro, o melhor ganha pão da década) e construiu uma casa bem confortável, com uma hedícula no fundo para abrigar a mãe viúva que se aposentou e viaja muito com o namorado nas excurssões da terceira idade, quase não ficando em casa.
Um dia Winnie liga da França. Ela diz que conheceu vários homens que só queriam sexo com ela, mas Kevin a conhece na sua essência e isso faz muita falta num relacionamento..
Kevin vai buscar Winnie no aeroporto já com uma cópia das chaves da casa para convidá-la para viver com ele.
Os dois não se casam (Kevin ficou com um certo trauma de casamento) mas vão morar juntos. Depois de menos de um ano nasce o pequeno Paul (que morre de medo do amigo rockeiro do papai).
A vida sexual deles não é das melhores, mas Winnie se imagina com os rapazes franceses enquanto faz amor com o marido e Kevin assiste pornografia na internet para passar o tempo.
Aí fica tudo certo.
E todos viveram felizes para sempre.

E agora está lançado o desafio: QUAL É O LIVRO QUE É PIOR QUE A SUA ADAPTAÇÃO PARA O CINEMA? Deve existir, como toda as regra que tem suas exceções, mas eu não me lembro.