sábado, 29 de setembro de 2012

Minha vida, agora com Paixão.



Estou com alguns textos prontos aqui no blog, mas sem coragem de publicar.
Ai, ai, é uma droga esse medo de escrever bobagens. Não tenho medo da polêmica (nem poderia!), tenho medo da pieguice e do senso comum. Pavor! Leio os posts e penso que são desnecessários e ruins, psicologismos de quinta categoria. Acredito que o mundo, definitivamente, não precisa de mais "Augusto Curys" ditando banalidades.
Eu estava nessa maré baixa de inspiração quando, ontem, aconteceu algo incrível: eu, com 38 anos de idade, descobri a paixão.
E foi lindo.

Vou explicar.
Nesta semana o salário acabou antes de terminar o mês. Já aconteceu com vocês? É assim ó: o dinheiro acaba e o mês, teimoso, insiste em continuar. Sim, é mesmo horrível.
Bom, mas mesmo nesta situação dramática precisamos nos virar para manter algumas necessidades básicas. Não dá para continuar vivendo sem sal nem açúcar, por exemplo. Não dá para ficar esta última semana sem desodorante, sem pasta de dente, sem shampoo... e, para mim, não dá para passar um dia sequer sem hidratante.
Impossível!
Tem gente que acorda no meio da noite para fazer xixi. Alguns, viciados, acordam para fumar. Tem gente que levanta para comer. Eu acordo para passar hidratante. Sim, eu sei que é loucura, mas é a mais pura verdade. Levanto as 3 da manhã, sento na cama, passo hidratante e volto a dormir. Vai entender...

E, portanto, mesmo na falta de recursos financeiros eu precisava urgentemente de um hidratante para terminar o mês. Como fazer, meu Deus? Como comprar um reles "Johnson`s" ou "Vasenol" com apenas 5 reais?? Sim, porque, o caríssimo "Nívea", não dava nem prá cogitar. Então, com medo de uma potencial noite insone com a pele pedindo um creme, decidi comprar o mais barato e o mais cafona. Comprei o "Paixão".
Odiava a propaganda do creme com óleo de amêndoas "Paixão". Odiava o nome!! Odiava a embalagem cintilante. Detesto o cheiro de óleo de amêndoas (cheiro de gordura) e jurava para mim mesma que nunca compraria o dito cujo.
Mas... a necessidade falou mais alto e, ontem, eu assumo que comprei.
Depois de cheirar toda a coleção de cremes "Paixão" da prateleira, optei pelo branco que tem cheiro de... cheiro de quase nada. Eca, tinha uns que cheiravam a tutti-fruti e outros lembram sabonete de rodoviária.
Paguei R$4,49 e fui para casa na fissura, como um drogado, para passar o tal creme na perna.
Virei, apertei, e ele demorou para sair porque é grosso e muito, muito cremoso. Já fiquei agradavelmente surpresa com isso pois, pelo preço, eu imaginava algo bem ralo.
E então veio a maravilha: espalha bem, delícia, macio, cheiroso, gelado, fresco... tudo de bom. Dormi bem a noite inteira e hoje cedo eu estava com a pele perfeita: o pé liso e macio, a perna ainda gelada e úmida, os cotovelos brilhantes, um verdadeiro milagre.
Puxa! Tantos anos desperdiçando dinheiro com  farmácias de manipulação em busca da alegria dermatológica! Rios de dinheiro com os gringos "L`Occitane" e "Le Roche Posay ".Tantas décadas comprando "Boticário" e "Natura" com a ilusão da satisfação da pele. Tantos meses de gestação à base do caríssimo "Payot" para uma barriga sem estrias e hidratada.
Tudo isso prá quê??? Prá nada, o "Paixão" estava ali o tempo todo. Mas eu, boba, não enxergava.

Por isso, depois de adulta eu finalmente me despi dos preconceitos, venci barreiras da elegância e me entreguei à "Paixão".E foi tão bacana e tão delicioso que, mesmo sem ganhar nem um centavo com isso, eu precisava vir aqui para contar.
A moral da história? Procuramos soluções em lugares distantes, pagamos um preço alto pela satisfação, sem perceber que a paixão pode estar em qualquer mercadinho de esquina para nos acolher. Meu próximo passo é abandonar os cremes caríssimos para o rosto e acatar uma dica de uma esteticista amiga minha: rasgue uma cápsula de vitamina E na mão, espalhe no rosto e, depois de seco, passe por cima um creme Rugol (11 reais!!!!). Só. Barato, né? Vou testar e contar se é mesmo bom. Vai ser libertador não gastar mais 150 reais com o meu creme importado.

E por falar em paixão...

Quando eu era moça comecei a namorar sério e meu pai, todo orgulhoso, falou do meu namoro com um amigo dele que, naquele dia, jantava lá em casa. O homem parou de comer, olhou fundo nos meus olhos adolescentes e falou:
-Claudia, vou te fazer uma única pergunta: Você é apaixonada pelo cheiro do seu namorado?
Fiquei sem graça e respondi que não sabia (mentira, eu não era nem um pouco apaixonada pelo cheiro dele e sabia disso muito bem). Ele, muito compenetrado, falou algo que eu guardei para a vida. Algo bem inapropriado para um jantar na mesa com os meus pais, mas a lição foi mais ou menos assim:
-Nunca, nunca cometa a besteira de casar com um homem por quem você não é perdidamente apaixonada pelo cheiro da pele dele. Escuta bem o que eu digo, não faça essa bobagem de subestimar o cheiro do parceiro.
Bom, resumindo: o cara me fez terminar o namoro e, desde então, comecei a achar que ele tinha mesmo razão.
Passei a levar a sério essa coisa de cheiro. Parei de usar desodorante perfumado, aposentei minha coleção de perfumes e sou super exigente com a essência dos hidratantes. Inúmeras vezes interrompi um pote de hidratante porque o cheiro dele me perturbava. Tudo isso para não ofuscar o meu cheiro natural, hahahah.
Na verdade eu nem sei se o meu cheiro é bom (a gente não sente o próprio cheiro, né?), mas fiquei com medo da história. Vai que o meu namorado se apaixona apenas pelo meu perfume sem nem conhecer direito o cheiro da minha pele? Vai que eu o iludo com perfumes franceses e meu casamento dá errado por causa de uma propaganda olfativa enganosa?
Por isso não uso perfume e tenho cheiro de... Claudia.
Prefiro assim. E a "Paixão" não afetou em nada a minha promessa de não me perfumar.

Happy End


7 comentários:

  1. o pessoal do marketing da Giovanna Baby está fazendo wodoo de você nessa exato momento!!1

    ResponderExcluir
  2. Kkkkkkkk.
    Adorei o causo e confesso que também tenho o maior preconceito com o paixão, acho que por causa da modelo da propaganda.
    Quanto aos cremes e cia ltda... sigo o que aprendi com meu médico obstreta (que por acaso tbm é cirurgião plástico), marca e preço é detalhe, o importante é estar hidratada. Primeiro um creme, depois um óleo para "segurar" o creme no corpo. Tá, não sigo isso à rica, passo dias sem lembrar de passar um creme no rosto ou no corpo. Mas pelo menos não me iludo com marcas ditas de luxo.

    ResponderExcluir
  3. Nossa, eu também me seguro para não ficar piegas demais. Às vezes tenho impressão que se torcer o me blog escorre açúcar...rs. Não Clau, não ficou piegas, ficou bem humorado, "as always". Depois q vc experimentar o rugol, me avise...rs.

    ResponderExcluir
  4. A Paixão devia remunerar voce por essa cronica. Pelo menos , deviam lhe mandar um estoque gratuito de hidratante

    ResponderExcluir
  5. Eu tenhi uma regra que e assim: se possivel compro cosmetico no supermercado. O que faltar, compro na farmacia. Hoje em dia a unica coisa que e chique e meu lapis de olho a channel. Meu shampoo, gracas a mamae que comprou o primeiro quando veio ne visitar, e tao barato e fuleiro que agora e dificil de achar. Quando acho compro ligo 10 pois custa 2.99! Rexxoxx

    ResponderExcluir
  6. E clau eu tambem passo hidratante antes de dormir e no meio da noite quando estou com insonia. Que estranho, nunca pensei em te perguntar. Nao uso o boticario que mamae sempre tras porque denoite prefiro sem cheiro. Uso um bem simples de farmacia semmarca nenhuma, sem cheiro, que vem num pote gigante. Sorbolene. Passo oleo de bebe e sorbolene quando saio do banho, e mais sorbolene quando deito. Vamos ver o resultado daqui a umas decadas! Re xxoxx

    ResponderExcluir

Se você não tiver uma conta Google e quiser comentar: escreva na caixa, assine (para eu saber quem escreveu!) e escolha a opção "Anônimo". Pronto! Seu comentário aparecerá imediatamente no blog.