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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

LEGOLAND



O post anterior me fez lembrar desta música abaixo. Esta música me fez lembrar das minhas aulas de psicologia analítica e as minhas aulas de psicologia me fizeram ouvir, esta semana, relatos de amigas (lembrem-se que não falo de pacientes aqui) de uma forma diferenciada. 
E, ouvindo os outros, eu descobri algo incrível.
Mas este texto é apenas a primeira parte da história. Lá vai:


"Terezinha de Jesus numa queda foi ao chão.
Acudiram três cavalheiros
todos de chapéu na mão.
O primeiro foi seu pai,
o segundo seu irmão,
o terceiro foi aquele
que a Tereza deu a mão."



Existe uma instância psíquica da teoria junguiana chamada ânimus, que nada mais é do que os aspectos masculinos da psique de uma mulher.
Os aspectos masculinos a fazem lutar, brigar e conquistar coisas importantes para a sua vida. Mas, para isso, a moça tem que estar de bem com o seu próprio ânimus. Se a relação de uma mulher com o próprio ânimus for ruim, ele pode se tornar um tirano, boicotando-a pela vida afora. Criticando o seu desempenho profissional, sacaneando os seus relacionamentos amorosos, questionando a competência da moça, ridicularizando-a quando ela se aventura em um desafio.... um inferno.

E existe nos homens, claro, a instância oposta: a ânima.
A ânima são os aspectos femininos de um homem que o acolhe, o emociona, o incentiva com afeto, o surpreende com beleza, arte e poesia. A ânima pode ser uma mãe boa interna que o encoraja ou uma musa inspiradora que o preenche de leite e mel. Mas, de novo, preciso dizer que a ânima precisa estar em sintonia com o rapaz. Se ela for uma ânima ruim, negativa, pode se transformar numa bruxa má ou numa sedutora vulgar que usa a feminilidade de forma destrutiva. Como sereias que levam os navios à desgraça.
Bom, numa aula sobre o assunto, uma professora disse:
-O ânimus não pode ser hierarquicamente superior, como um pai, e nem pode ser um igual, como um irmão. Se isso acontecer não há ganhos com a conquista do ânimus.
E eu logo falei:
-Ah, entendi, como o "terceiro" da Terezinha de Jesus?
A professora, então, sorriu e falou, com uma paciência maternal:
-Sim, Claudia, sim. Como o terceiro da Terezinha de Jesus.

Terezinha caiu e precisava de ajuda para levantar. Apareceram 3 homens, mas ela deu a mão justamente para aquele que não era o seu pai e nem o seu irmão. Podia ser um reles pretendente amoroso, mas eu adoro achar que era o ânimus. Fica mais místico.
E aí é que está a beleza da teoria junguiana: a ânima e o ânimus são instâncias que surgem para resgatar o paciente de uma crise. Terezinha caiu. Nós também caímos, e precisamos fazer as pazes com estas nossas instâncias opostas se quisermos ser salvos.
Já falei sobre isso neste post aqui. Leonardo Dicaprio certamente, foi o ânimus da moça do Titanic.

Bom, do ponto de vista prático, o ânimus deve estar dentro de nós, como uma voz que nos orienta. Mas se você não possui um bom ânimus, não consegue acessá-lo ou ignora-o por completo, tcharããããm... não se preocupe!! Ele virá até você sob a forma de um homem de carne e osso. (É preciso lembrar que o mesmo acontece com a ânima, tá? E neste caso, obviamente, é uma mulher que aparece).
E ele/ela sempre chega da forma mais improvável e linda.
É claro que o cara é um homem especial que te valoriza, te inspira, te incentiva, te motiva, te corrige, te orienta, te elogia... e é claro que podemos nos apaixonar por ele.
E aí que está a dificuldade: diferenciar o ânimus de um grande amor.

Digo isso porque esta semana conversei com duas mulheres que me contaram sobre o encontro delas com os respectivos ânimus (vale dizer que este encontros sempre são emocionantes e eu adoooooro ouvir histórias assim). E o mais incrível é que as duas falaram, basicamente, a mesma coisa: Sinto-me segura e amparada ao lado dele, mas sei que não é um amor romântico, é um amor pelo masculino e, ao mesmo tempo, por mim mesma.  É como se ele estivesse me ajudando a evoluir como mulher. Como se ele estivesse me preparando para algo maior.

E eu comentei com ambas: "Uau, que super sacada! Você acabou de economizar anos de terapia."
Tem gente que conhece o ânimus e acredita que lá está um grande amor. E aí fica sofrendo, chorando, insistindo, dando murro em ponta de faca. Não reconhece que o cara só tem uma função provisória na sua vida e que, não necessariamente, veio para ficar.
Ou tem gente que conhece o ânimus e foge de medo. Ou, pior, enlouquece...
Existem histórias que falam de pessoas que se desestruturaram diante de um ânimus/ânima, e o filme "Perdas e Danos", com o Jeremy Irons se apaixonando pela nora, é o que eu mais consigo lembrar agora.
"O segundo foi o seu pai..."  

Ah, tem também o filme "Ensina-me a viver", onde um jovem rico, deprimido e potencialmente suicida conhece uma velha alegre e se apaixona pela ânima da velha sábia, salvando-o da crise existencial que ele se encontrava. (com uma trilha sonora incrível do Cat Stevens)

Mas aí vem a pergunta crucial: como diferenciar o ânimus/a ânima de um grande amor?

Vixi... difícil, mas costumo dizer que se o cara ou a moça falam E-XA-TA-MEN-TE  o que você precisava ouvir é quase certo que é apenas a personificação de uma instância psíquica. Se existe algo mágico no ar e você tem a percepção de ser personagem de uma história incrível, também pode ser. Se você tem a sensação que está conversando com você mesmo, putz, é batata! E se tudo flui bem, mas a química entre vocês não existe, é certeza.
Sim, é duro, mas precisamos admitir que o amor não é assim tãããão incrível. Amor não é essa completude toda. Amor em geral tem arestas, tem espinhos e, infelizmente, nunca dizem aquilo que e gente queria ouvir.
Pena...

O amor não é aquela coisa colorida onde tudo se encaixa perfeitamente.
O nome disso é Lego.


Ei, para tudo!! Ou... pode ser a sua (seu) ânima/ânimus!!!

Encontros coloridos e absolutamente perfeitos! 
E viva a Legoland!!


Agora eu quero saber: com tudo isso que eu falei hoje, vocês detectaram histórias de encontro com ânima/ânimus no decorrer da vida? Não é exatamente isso que eu disse?
Quem concorda? Quem tem algo a acrescentar?? 





sexta-feira, 16 de novembro de 2012

É a lama, é a lama...



Conversando com uma pessoa esta semana, ouvi algo interessante e falei: "Puxa, isso precisava ir para o blog".
Ela percebeu o meu interesse e mandou muitas referências sobre o assunto. Vários trechos da Bíblia. Todos com músicas à tiracolo. Eba!
Resumindo a história: Certo dia Jeremias ouviu de Deus que ele precisava ir até a casa do oleiro para receber uma mensagem. (oleiro=fabricante de objetos de barro). Chegando lá, Jeremias viu o cara tentando caprichar nos vasos, mas quebrando vários. Aí Deus falou: Assim como o oleiro, eu também não acerto de primeira. Preciso de tempo, paciência e espera para conseguir acertar as bênçãos na sua vida.
Daí surgiu o jargão entre os evangélicos: Deus, eu quero ser uma vaso novo. Em outras palavras: Deus, quebra e tenta de novo, porque este lote não ficou bom. Pode ser?

À partir daí a gente consegue entender porque não casamos com o nosso primeiro namorado. Às vezes nem com o quinto! Isso explica porque nem sempre ficamos no nosso primeiro curso universitário. Porque, às vezes, não damos certo no nosso primeiro emprego.
O barro é malandro. Muitas trincas, muitos problemas na queima, umidade, metais na terra que podem prejudicar o resultado. Barro é fogo.
"O primeiro me chegou como quem chega do bar.
O segundo me chegou como quem vem do florista.
O terceiro me chegou como quem chega do nada... "

-Tá bom!!! Lotação esgotada no vaso.

E, com isso, entendemos também que é preciso paciência e tempo para conseguir o que tanto queremos. E, tem mais, as vezes o vaso não vem do jeitinho que a gente imaginava. Vasos podem ter vários designs, e Deus é muito, muito criativo!  

-Eu quero ser um vaso novo.

Seu desejo é uma ordem.
Plim!!!
.
.
.

Ahahaha, A-do-ro essas paródias da Anne Geddes!! 
Sempre digo: cuidado com o que você pede para Deus.

E com a história do oleiro conseguimos também compreender porque todas as frases de auto ajuda pregam a mesma coisa: o tempo cura tudo, o tempo é o melhor remédio, dê tempo ao tempo, blá, blá, blá.
Precisamos avisar esse povo que não é simplesmente uma questão de tempo. Não!! Não é só sentar e esperar. Precisamos pedir para Deus quebrar o nosso vaso e fazer outro. E, depois, mais um. E, talvez, um terceiro...
Ei, psiu, não é legal saber que nem Deus acerta na primeira tentativa? Ahhhhhh.... adorei saber disso!














Legenda: na porta está escrito "Doutor Tempo"







Tradução:
Algumas coisas só precisam de tempo.
Nove mamães não fazem um bebê em um mês.
(Warrem Buffet, com sua filosofia de Buffet Infantil)




Legenda: Algumas vezes é preciso silenciar, sair de cena e esperar que a sabedoria do tempo termine o espetáculo.










Mas, peraí...silêncio??? Opa, dessa eu não sabia. O oleiro só trabalha em silêncio agora? E quem é que vai cantar Unchained Melody para Deus terminar a minha vida?


 Reparem na quantidade ABSURDA de vasos tortos e mal feitos nas prateleiras ao fundo. Por quê será? 
Culpa do fantasma do Patrick Swayze distraindo a artesã com seu ar...tesão? 
Não!!
Culpa da música.



Então, pessoal, além de pedir para Deus quebrar o seu vaso e remodelar a sua vida quantas vezes forem necessárias, é preciso dizer para ele ficar em silêncio, tá? 
Não se esqueçam disso. Dica importantíssima.


-Oh, my love, my darling
I've hungered, hungeeeeeeeeeeeeeeeeeeered for your touch!!
-Shhhhh, quietinho e, por favor, Deus, não Se distraia. Foco!
-Opa, foi mal.
-God, speed your love to me!


Esta última frase: "Deus acelere o seu amor para mim", é mesmo da música dos Righteous Brothers. 
Nunca tinha prestado atenção na letra, mas ela é incrível. Quem quiser pode fazer a prece agora mesmo pedindo um vaso novo na linda música abaixo. 
Mas ó, só peça depois que a música acabar, tá? No silêncio. 


Brasilicus na promoção: leia o post e ganhe a chance de refazer o seu vaso. 
O meu vaso novo eu já pedi. 
Vamos ver se Deus e Santa Lauper me ouvirá...






sábado, 10 de novembro de 2012

Lavou, tá sujo.




Hoje estava comendo o meu Sucrilhos e parei para ler a caixa. Adoro ler caixa de cereal. Sempre aproveito para testar a minha visão cansada. Tantas letrinhas miúdas, né?
Na caixa de ontem, ao final da lista dos ingredientes existia a frase obrigatória: CONTÉM GLÚTEM e, depois disso, uma última frase, em letras menores: contém traços de amêndoas.
Dei risada alto, sozinha.
Estranho.
Katy Perry, com notas de mau
gosto residual, puxada na
peruca uva.

Já tinha lido isso em outros produtos mas nunca entendi o significado da coisa. A amêndoa não é ingrediente porque, se fosse, estaria na listagem anterior.
Ok, isso eu entendi.
Mas, então, o que significa "traços" de amêndoas, afinal?  E por quê precisa ser mencionado?
Será que algum funcionário guloso deixou cair uma mísera amêndoa no tonel da farinha de milho e eles precisaram notificar? Será que alguma funcionária usou óleo de amêndoas e deixou o cheiro no produto?
O que significa um "traço" de algum coisa?
Odeio esses neologismos para detalhes insignificantes: gosto residual com NOTAS de caramelo; filé ao vinho do porto, PUXADO na canela.
Tudo bobagem.

Bom, a explicação do tal "traço" eu encontrei aqui.

Diz o texto que, por mais que as caldeiras sejam lavadas entre a fabricação de um produto e outro, sempre sobra uma sujeirinha que configura o tal "traço". O "traço" é o cúmulo da honestidade, do detalhismo exagerado. É quase um sintoma de TOC.
Entendo que isso seria necessário para pessoas muito, muito, muito intolerantes com alguns alimentos, como é o caso do meu amigo Seinfeld.
Ahahaha, adoro esse vídeo!


-Mas, peraí, Jerry. Se você não toma leite,
como consome essa quantidade absurda de cereais?

Mas por quê a Kellogg´s precisa avisar sobre uma.. amêndoa? As farinhas não avisam em seus rótulos sobre a enorme quantidade de pedacinhos de insetos. O McDonalds não diz nada sobre cabelos e minhocas.
Por quê amêndoas são, então, um problema??

Sim, porque afinal as amêndoas não são alergênicas. Amêndoas não estão na lista dos produtos proibidos pela dieta kosher e, pelo que eu sei,  também não é um alimento sagrado em cultura alguma.
E vale lembrar que a amêndoa não é um tempero forte como coentro, orégano ou erva-doce que deixaria um cheiro forte e contaminaria o produto para sempre.
Comer uma casquinha de uma amêndoa não provoca problemas maiores em ninguém.
Pffff, amêndoa é uma bobagem.
Ao invés de gastar tinta avisando isso na caixa, deveriam é deixar prá lá e acabar com essa palhaçada.
E, prá complicar ainda mais: afinal qual é o produto Kellogg´s feito com... amêndoa???  Nunca vi! Se existir, por favor me avisem, porque ando mesmo enjoada dessa rotina de flocos de milho +  flocos de arroz.


Relatório Final da Investigação: na calada da noite, a fábrica da Kellogg`s arrenda o espaço para a Nutty Bavarian e os funcionários, na pressa de trocar o turno, não esfregam direito o alumínio. Caso fechado.

-Vambora, Maria, que o povo do tigre Tony quer começar a trabalhar.
-Péra, home, deixa eu lavar as tigelas.
-Nãããã, deixa asssim. Se sobrar alguma sujeira, eles escrevem depois na caixinha.


Mas a verdade é que desde que os meus filhos começaram a lavar as fôrmas aqui de casa, eu acho que preciso também começar a notificar problemas parecidos na hora de enviar minhas receitas para as amigas :

Bacalhau ao Forno: batata, bacalhau, tomate, cebola, azeitona, azeite, ovos, sal. NÃO CONTÉM GLÚTEM. contém traços de cookies. 

Bolo de Cenoura:  farinha de trigo, açúcar, cenoura, óleo, ovos, fermento químico. CONTÉM GLÚTEM. contém traços de bacalhau.



E isso me faz lembrar de uma ótima frase usada entre os jovens (percebam que eu já me excluo deste grupo). A frase é:  Lavou, tá novo.
É usada, por exemplo, quando um rapaz pega a ex-namorada de um amigo.
-Puxa, mas não é estranho você ficar com a Jú depois dela namorar o Bruno por tantos anos?
-Bobagem. Lavou, tá novo.

Ótima, né?


-Pronto, Jú, já tá bom.
Agora vamos dar uma olhada nessas orelhas.


Mas o que os jovens não sabem é que que existe essa coisa chamada... traços.
Juliana: peitinhos, barriga com piercing de titanium, coxas, nariz corrigido cirurgicamente, cabelos alisado com formol, dentes branqueados quimicamente CONTÉM GLÚTEO contém traços de Bruno.

Lavou, tá sujo.

Isso porque estamos apenas falando dos traços microbiológicos. Ainda não entramos no mérito dos traços emocionais.
-Vixi, a Jú ainda contém traços de Bruno...


CAMILA: amiga, simpática, trabalhadora, evangélica, boa filha, honesta. NÃO CONTÉM GLÚTEO. contém traços masoquistas.

RICARDO: espada, bonito, simpático, ativo, atlético.  CONTÉM GLÚTEO. contém traços gays.



Espero que o "Relatório Kellogg´s" não vire moda daqui prá frente.
Ei pessoal, vamos deixar os detalhes de lado! Esquece isso! Qual é o problema se tem uma coisa suja aqui e outra acolá?? Sujeiras são boas. Dizem até que melhoram a nossa imunidade.
Nossas características confessas já nos dão trabalho suficiente na vida. E se formos fuçar demais descobriremos tantos traços, tantas notas, somos puxados em tantas coisas...

Ah, e ainda temos os benditos glúteos que nos dão um trabalho danado.



quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Porque nem tudo é perfeito. Aliás... nada é!


Minha vida está um caos matemático porque Deus descansou no Domingo.
Sacanagem, Deus não devia ter feito isso.
Se ele tivesse terminado o mundo no sábado a noite e, rapidamente, levantado os braços como um mecânico de um pit stop, hoje em dia a semana teria apenas 6 dias e tudo seria mais óbvio.
Duas semanas seria... uma dúzia de dias. Simples, né? Adeus quinzena (que nunca foi quinzena porque 14 dias não tem nem denominação!). Adeus mês com 30 dias que NUNCA se divide por 7 e deixa o calendário uma bagunça. Se a semana tivesse só 6 dias, um mês teria 24 dias. Um dia tem 24 horas. Um mês teria 24 dias e o ano continuaria com 12 meses.
Perfeito! O sistema "duzimal" comandaria o mundo.

Mas nããããão. Deus não tinha pressa. Deus aproveitou o Domingo para tirar uma soneca antes de anunciar que a obra estava acabada e, assim, inaugurou a praga do número 7.
-Então, Adão, ontem terminei tudo e hoje tirei o dia para dar um rolê e conhecer melhor o pessoal. 
-E, com isso, acaba de inventar um troço chamado "empata foda"...
-Hahahahaha, sim!! Estou fazendo serão no meu dia de descanso.
-É... tô vendo. Foda.

(Achei muito engraçada esta imagem do casal apaixonado ignorando totalmente o Deus/Jesus ao lado)


Digo isso porque tudo que é importante na vida tem que ser feito 3 vezes por semana, e uma semana com 7 dias não permite uma divisão exata na logística das coisas. E aí a rotina descontrola e fica difícil de organizar.

Por exemplo:
Quem entende do assunto diz que o exercício físico, para ser considerado eficiente, deve ser feito 3 vezes por semana. Fazer ginástica duas vezes por semana não provoca nem cócegas no nosso metabolismo. Ou faça 3 vezes por semana ou nem diga aos outros que você faz alguma atividade. E fazer todo dia também não pode: provoca fadiga muscular e aumenta o risco de lesões. POR ISSO não faço todo dia. Ordens médicas.

Outra: este mês fui numa especialista em cabelos e, já que estava por lá, perguntei a ela quantas vezes por semana devemos lavar o cabelo. Ela foi taxativa: 3 vezes. Nem mais nem menos.
Para molhar as plantas também: 3 vezes por semana. Se molhar demais ela fica preguiçosa e as raízes não se aprofundam. Se molhar menos, desidratamos as coitadinhas.
Sexo depois do casamento (claro, antes é todo dia ) deve ser feito 3 vezes por semana, dizem os sexólogos espertões. Mais do que isso foge do padrão de normalidade, e menos indica problemas no casamento. Ok, ok, três vezes por semana será.

Bom, isso tudo já estava demasiadamente confuso quando um médico desavisado da minha intolerância com a semana de dias ímpares me prescreveu injeções para o resto da vida que devem ser tomadas, adivinhem?? Sim, 3 x por semana.
Desde então vivo numa eterna confusão:
-Clau, hoje é dia de você tomar a sua injeção.
-Não é não.
-É sim, você não tomou ontem.
-É que são 3x por semana.
-Mas 3x por semana não é a mesma coisa que "dia sim dia não"?
-Não, porque a semana tem 7 dias, e 7 não é múltiplo de porcaria nenhuma! Maldito número primo! E duas semanas, pasme você, decidiram que tem... 15 dias. Por quê? Porque o número 7 é tão desgraçado que nem se dão ao trabalho de multiplicá-lo decentemente. Deus devia ter aprendido a tabuada ANTES de inventar o mundo. Depois? Ah, depois já era tarde demais!
-Puxa, que confuso.
-SIIIIIIIIIIIIM! É tudo muuuuuuuuito confuso e isso é um inferno. Tudo podia ser mais simples. A rotina podia ser mais simples, a minha agenda podia ser mais simples, mas... não! Deus quis descansar. "Ui, ui, que difícil fazer um mundo. Ai, preciso descansar um pouco". Bah, o cara não é perfeito??? E por quê é que gente perfeita precisa de descanso?
-Clau, você parece nervosa. Deita um pouco e relaxa.
-Não posso. Deus pode descansar, eu não. Tenho que refazer a minha agenda agora.



E num Domingo qualquer...
- Dois vezes três é igual a.... seis?
Uia, tem gente que não vai gostar nada de saber disso.

Por isso, hoje decidi organizar minha agenda e acabar com essa palhaçada.
Será assim:
  • Molhar as plantas: 2ª, 4ª e 6ª feira. Fácil. E se chover eu me reorganizo.
  • Sexo: 3ª, 5ª e Sábado. Domingo não porque é dia santo. Boa!

Lavar cabelo tem que ser no mesmo dia que fazemos exercícios físicos, para limpar o suor. Ótimo, assim, matamos duas obrigações num só dia:
  • Lavar cabelo + ginástica: 2ª, 4ª e 6ª.  Mas... e a piscina do fim de semana?? Vixi, tenho que tirar o cloro dos cabelos nestes dias também. Ó meu Deus, meus cabelos ficarão fracos de tanto serem lavados e esfregados. Droga. 
Ah, já sei, não farei mais a ginástica. Ou, melhor, rasparei o cabelo.
Pronto, decidido.

Ei! Não vejo a hora de chegar na idade onde consideramos o sexo como um exercício físico, porque aí seria uma obrigação a menos para organizar no tal esquema luzitano "3 vezes por semana".
Sim, sim, tudo ficará melhor neste dia.
Mas...

Médico geriatra pergunta:
-Você faz exercícios físicos?
-Faço sexo, doutor.
-Mas... quantas vezes por semana?
-Três, como prega o protocolo.
-Em cima ou em baixo.
-Ah, daí varia.
-Nada disso! Sexo só pode ser considerado exercício físico se for por cima. Ficar deitado qualquer um fica. 
-Puuuuxa, bem pensado, nunca tinha visto por este ângulo. 

-De novo você em cima, amor?
-Cala a boca e, por favor, não me faça voltar para a academia. Já lavei o meu cabelo ontem. Agora vira porque hoje eu preciso trabalhar a parte interna das coxas. 

Chega de blog, vou colocar o lixo para fora. Ah! Mais uma praga que tenho que fazer... 3 vezes por semana.
Qual outra atividade precisamos fazer 3 vezes por semana e a imbecilidade do número 7 não permite a perfeição?







terça-feira, 23 de outubro de 2012

Sim, sim, tinha mesmo uma pedra no meio do caminho.


-Ui, esse flash deixa as minhas retinas tããããão fatigadas!


Nas minhas últimas férias vi, num aquário público, um peixe que não saia do lugar.
Eis o mocinho na foto acima que eu tirei com a minha máquina fotográfica simplona.
Tadinho...ficava só parado, quieto, afastado do grupo. Mas é claro que ele não conseguia fazer nada: a sua barriga era gorda, deformada e pesava horrores. Por quê? Fui perguntar ao porteiro que me contou, rindo, que o peixe comeu muitas pedras e que, por isso, fica agora ancorado ao chão.

Algo ali me desconsertou demais. Passei longos minutos olhando o aquário e pensando: Por quê você fez isso, peixinho??? O que pretende comendo pedras assim? E agora, quem poderá lhe salvar?

Bom, cheguei em casa abalada com a cena e fui pesquisar no Google o porquê de um peixe comer pedras, mas só encontrei a história de uma mulher que come pedras  há mais de 20 anos (6 kg por dia!!!).
Ninguém na rede me explicou sobre os peixes.
Mas eu também não queria saber! Claro que deve haver uma justificativa para o estranho comportamento do bigodudo acima, mas eu não queria explicações técnicas porque estava, naquele mesmo dia, pensando sobre o estranho hábito das pessoas engolirem coisas mais duras que o seu próprio organismo consegue suportar. E isso é muito comum! Pessoas que, ao invés de passarem por cima dos problemas, os comem. E ficam ruminando e tentando, em vão, digerir (entender, compreender, resolver) os obstáculos.
O problema disso? Ficam presos, ancorados, aprisionados na vida.

-Então, Seu Carlos, o meu primo me chamou para ajudar ele lá no Mato Grosso, tá entendendo? Mas minha esposa faz hemodiálise e não pode sair do Rio. E também não pode ficar sozinha com os meninos.
Então não posso ir, tá entendendo?
Mas eu ia ganhar bem e podia dar entrada numa casinha.  
-Sim, entendo. Malditas pedras! Eu as odeio.

-É, cara, falou tudo: tô numa fase de pedra lascada!

-Amigo, nunca me esquecerei deste acontecimento na vida de minhas retinas tão fatigadas. 


Eu já disse que tenho horror a psicologismo barato às custas de metáforas tolas: "Cuidado, não comam as pedras da vidas! Blá, blá, blá...".
Mas aí aconteceu algo surpreendente.
Me dei conta que as pedras ingeridas têm uma função e que, embora grotescas, elas obviamente são úteis para alguma coisa.
Pássaros comem pedras para ajudá-los a triturarem os alimentos. Dinossauros faziam isso também. Possivelmente o nosso amigo peixe está gordo e pesado também por uma razão semelhante. Animais comem pedras para AJUDÁ-LOS e não porque são masoquistas
E, na minha opinião, pessoas comem problemas também para obterem os benefícios disso, e não necessariamente para se ferrarem. É uma explicação muito simplista essa de dizer que "comer" problemas prejudica a vida.
Talvez comer problemas ajude algumas pessoas a suportar a leveza da vida, a famosa insustentável leveza do ser. Vou explicar:
Tem gente que tem dificuldade em lidar com a fluidez do cotidiano e precisam se ancorar em problemas para se sentirem seguros. O rapaz acima, conversando com o Drummond, talvez precise enumerar os problemas para se convencer de que não pode abandonar a rotina doméstica dele, embora ele tenha essa opção.
E talvez o desejo.
Todos temos! A opção e, muitas vezes, o desejo! E, com um medo danado de voarmos para longe, precisamos comer pedras, e ficar ancorados ao chão. Não por sofrimento, vejam bem, mas para digerir a vertigem que a tentadora liberdade da vida nos provoca. Para que as pedras nos segurem ao que é fundamental no momento. Para que as benditas pedras nos ajudem a triturar a vida no chão firme.

Bobagem!!!!  Nada de pontes. Nem muros.
Coma as pedras e fique no lugar. 

Uma sopa leve pode ser, ironicamente, indigesta. Vertiginosa!! Sopa de pedras cai melhor para alguns organismos.
E, acredite, quando houver coragem/oportunidade/necessidade de alçar vôos mais altos, você se libertará de todas as pedras e voará como um balão.



Prá terminar a história do aquário, preciso dizer que o peixe lá de cima vomita tudo, vez ou outra, e flutua feliz com seus amigos.
O guarda me contou.
E garanto que quando ele precisar mesmo nadar para longe, pode ter certeza que não haverá pedra nenhuma que vai o segurar.
E, com isso, temos aqui mais um final feliz!!





Enquanto isso, na orla carioca:


-Ô cambada de desocupados! Deixem os óculos do velho em paz.  
Ele tem as retinas fatigadas.
-Ai.
-Tá quente Seu Carlos? Foi mal.



(Para quem não sabe, a depredação dos óculos da estátua do 
Carlos Drummond de Andrade é um problemão para a prefeitura do Rio de Janeiro. 
Ah, e o tráfico de drogas também.)




segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Tá tudo bem.



Preciso responder o comentário ao texto anterior com elegância. E, por isso, minha resposta terá que ser uma outra postagem. Vamos lá:
O comentário a esta publicação de hoje foi esse:
"Pra variar um texto ruim, que bom. Não se ofenda, mas voce estava ficando interessante demais.Perdeu pontos valiosos, mas que esta contando afinal ? Com carinho espero por algo que me faça pensar e não fiz isso nem por um segundo. Para constar, no post da paixão foi divertido o trocadilho. Gentilmente não delete este comentário, uma escritora tem que amadurecer quando desagrada um fiel e assiduo(a)leitor. " 
                                                                                                         Ass: Anônimo.

Bom, prá começar é claro que não apagaria um comentário destes. Não tenho filtro para os comentários e nem leio eles antes de publicá-los. E faço isso justamente para incentivar a expressão livre dos leitores. Mas devo confessar que durante toda a história do blog eu apaguei dois comentários. Um deles porque o anônimo dizia que torcia para um psicopata entrar na minha casa e me fuzilar (sei lá, acho que fiquei um pouco assustada) e outro porque era pornográfico e nojento. Se fosse pornográfico e bacana,  ficaria. 
Por isso, educado(a) leitor(a), pode comentar à vontade, tá?

Depois preciso dizer que adorei você dizer que escrevi um texto ruim "prá variar" e que você é um assíduo(a) leitor (a) . Muito obrigada por isso. Saber que a maioria deles foi considerada boa por você deve ser um elogio. Deve ser, não sei.

Mas uma coisa me intrigou bastante. Por quê você disse que não conseguiu achar nada que o "faça pensar" naquele texto? Puxa vida, eu juro por deus que pensei MUITO sobre as regras de etiqueta no sexo oral. Juro. Nunca imaginei que alguém pudesse achar pouco educado (ou pouco higiênico) um rapaz não avisar a (o) moça(o moço) quando vai ejacular. E isso me fez pensar muito, sim. Nem imaginava que existisse este tipo de reclamação. Nunca, jamais, imaginei que os rapazes ficassem na dúvida se devem ou não avisar a(o) parceira(o). 
PS: a gente deve ser politicamente correto para não excluir os homossexuais da conversa :o)

Pode parecer que estou zombando de você, caro(a) leitora(o), mas não estou. 

Como você deve saber, existe um best seller atualmente fazendo sucesso junto ao público feminino: a trilogia "50 tons de cinza". 
Não li. Não fui educada para ler pornografia light, e muito menos as hard rock. Bom, prá falar a verdade acho que não leio porque tenho uma certa vergonha em ler best sellers criado para multidões. Sim, eu sei, preciso trabalhar este recalque. Devo estar perdendo muitas obras interessantes com este meu pudor besta. 

Bom, assim como eu, nenhuma mulher foi educada para ler, ver e falar de sexo. 
No entanto, o tal fenômeno literário apenas reflete o que nós mulheres já sabíamos, mas a mídia nunca tinha percebido: o assunto é divertido, útil e amplamente comentado em bocas miúdas nos chás das 5 e na saída das aulas de yoga. Quando digo que "uma amiga escreveu", e que "outra amiga comentou" não é mentira minha. As mulheres falam, sim, sobre o assunto. Conversando e batendo papo furado elas comparam suas preferências sexuais, seus gostos e suas fantasias. Mulheres cultas, universitárias e modernas precisam falar sobre isso porque muitas (MUITAS!!!!) ainda tem dúvidas e curiosidades sobre várias coisas, inclusive sobre (pasme você!) a própria anatomia.  

Já pensei muitas vezes em ter um blog só sobre sexo. Nada de tons de cinza!!! Assuntos coloridos e tratados de forma alegre e despojada. 
-Chega de Cinza!!!!
Modéstia à parte, já me disseram que tenho facilidade em falar sobre o assunto e algumas pessoas já me pediram para fazer um blog assim. Um dia ainda farei, se o meu pai e meu marido me permitirem... ai, ai, esta revolução feminista que foi interrompida pela metade acaba comigo! 

Portanto, falar sobre a etiqueta do sexo oral não te fez pensar, mas garanto que muitas mulheres leram e se identificaram com o texto. Algumas poucas comentam no próprio blog, duas hoje me escreveram em segredo e outras ficam sozinhas ruminando o assunto, e é justamente isso que eu pretendia com o post.

Ah, e a piada com o Chico Xavier foi só uma piada, tá?  Juro que não foi minha, mas achei tão boa que resolvi socializar. Se foi ruim, me perdoe por favor. Conheço só um pouco sobre o Chico Xavier, mas respeito e concordo com todas as idéias e pensamentos que ele já transmitiu em entrevistas e livros que li. 

Prá terminar, fico imaginando qual dos textos meus te fez pensar tanto assim. Apesar de ser psicóloga e fazer o meu trabalho com seriedade e respeito, não uso este espaço virtual para refletir sobre assuntos densos. O próprio título do blog já tinha isso como objetivo: falar de amenidades de forma amena. O bom humor é o carro chefe da casa.
Talvez você seja um(a) leitor(a) que se interessa por textos recheados de psicologismos de quinta categoria que eu tanto hesito em publicar aqui. Não!!! Não se envergonhe por isso! Muita gente gosta destes meus textos e eu tenho vários aqui na fila para serem lidos. Talvez eles até sejam legais. Depois deste seu comentário vou começar a publicá-los. Espero que, com eles, eu consiga novamente te satisfazer. 

Continue comentando e, por favor, não se intimide.
Um forte abraço e obrigada por tudo.    





A piada do pintinho

-Piu!

Faz tempo que eu não apareço por aqui, né? Até o Conselho Tutelar já está na minha cola, me recriminando por abandonar meu "baby blog" desta forma. Tsc, tsc.
Mas aí ontem aconteceu uma coisa bem engraçada.
Vou contar, tá?
Uma vez expliquei para uma leitora, nos comentários deste post aqui, que escolher fotos para as postagens é uma arte difícil porque, na minha opinião, devemos apimentar textos monótonos com fotos ousadas e, por outro lado, amenizar assuntos pornográficos com fotos banais. Tudo isso para evitar o tédio e a vulgaridade.  Mas esta escolha toma tempo e precisa de muito feeling. Tarefa reservada apenas para os entendidos.

Bom, no meu último texto, "Minha vida agora com Paixão", eu falei sobre um... hidratante!!!! Sobre as maravilhas de um produto barato e de qualidade. Puxa, que assunto legalzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz.....
Para tornar a postagem menos chata eu quis ousar (e ousar bastante!) fazendo uma referência ultra... ousada ...nas fotos. Eu estava falando de um creme branco que sai, espesso, de um tubo. Então pensei:
-Hum, para não ficar tão chato vou, então, fazer uma menção honrosa a outro creme branco que sai, espesso, de um outro tubo. Assim, o conjunto fica equilibrado e, quem não se interessar por hidratantes vai, pelo menos, achar graça da minha arte em conseguir ilustrar um texto besta. 

Ó meu deus, como colocar fotos de esperma saindo de pintos no meu blog?? Não dava. Então peguei imagens que apenas induzem à coisa e deixei elas soltas, sem dar nome aos bois e sem nenhuma legenda gozada (com o perdão do trocadilho). Como super-estimo meus leitores, coloquei um monte de imagens subliminares e esperei que os comentários aparecessem.
Mas ninguém percebeu.
Hello???? Voltem ao post e reparem na primeira imagem. Vocês acham realmente que eu escolheria uma foto feia, sem luz e mal definida para ilustrar o título do post? Vocês acham mesmo que eu teria um mau gosto tão grande sem nenhuma intenção por trás? E a segunda foto?? E a terceira?  Poxa, leitores, vocês já foram mais maliciosos!

Mas ontem uma amiga percebeu. Ufa. E me ligou dando risada:
-Claudinha, sua safada, que raio de ilustração foi aquela que você usou no seu último texto?? 
- Linda, minha querida, você acabou de me salvar de um imenso marasmo. Depois de longas semanas finalmente alguém entendeu a piada. Ponto para você!!
-Claro que eu entendi, sua boba: pinto-paixão, creme-esperma... achei ótimo! Ah, e se quiser escrever um texto sobre mim pode escrever, tá? Mas não cita meu nome.
-Jurrrrrrraaaaaaaa? Posso mesmo????
-Claro. Acho importante alguém falar sobre isso, e você é a pessoa ideal.

Eba! Finalmente vou sair do limbo criativo e voltar a falar de coisas interessantes por aqui.
É que essa minha amiga ama esperma. O cheiro, o gosto, a textura, a cor... é uma rara e divertida "louca por porra". Quando o marido usa camisinha ela, secretamente, vai no lixo e resgata o invólucro para usar mais tarde. Sozinha e escondida ela cheira, espalha na pele, lambe e adora! É a característica mais pitoresca desta moça que eu tive a imensa sorte de conhecer. E ela fala disso com naturalidade, alegria e um entusiasmo contagiante, diante da cara de nojo das amigas.
As amigas, por outro lado, odeiam. O cheiro, o gosto e, principalmente, a textura. Tomam banho o mais rápido possível para se livrarem dos vestígios e ficam bravas quando os maridos/namorados não avisam que vão gozar em um sexo oral. Acham falta de respeito não avisar. Falta de higiene.

E isso me fez lembrar da piada:
-Qual a diferença entre a santa, a puta e a indecisa?
-Não sei. Qual é?
-A santa cospe e a puta engole.
(silêncio)
-E a indecisa?
-A indecisa fica com a coisa na boca, pensando: "O que é que eu faço com essa porra??????"

Essa piada é velha, mas semana passada uma outra amiga me lembrou dela com a seguinte frase:

"Quando alguém lhe provocar irritações, pegue em copo de água,
beba um pouco e conserve o resto na boca.
Não a ponha fora e nem a engula.
Enquanto durar a tentação de responder, deixe a água banhando a língua.
 Esta é a água da paz."

Chico Xavier

E disse, abaixo: "Acho que Chico Xavier era um indeciso."
Ahahahah, adoro essa coisa engraçada chamada: amigas. Como pessoas podem viver sem elas?? Sim, Chico Xavier, virou um grandessíssimo indeciso para mim também.

-E agora? O que é que eu faço???