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terça-feira, 24 de maio de 2011

A liberdade não é tão azul.

-Aí galera, que tal amanhã a gente tentar fazer um círculo?
-Cala a boca e voa, transgressor!
Acho gozado esse povo que fala que gostaria de ser "livre como um pássaro". Ouvi isso esta semana.

Pássaros não são livres. Pássaros são totalmente presos ao sistema que a natureza criou para eles: migram quando devem  migrar, escolhem parceiras quando precisam escolher, possuem a mesma dieta e constroem os ninhos da mesmíssima forma... por toda a vida.
Pássaros não podem dizer: "Quer saber? Não quero fazer a dança do acasalamento para as fêmeas. Eu gosto é de pássaros machos. São bem mais bonitos (vide post: "Vai ter que rebolar")." Pássaros não podem anunciar para a família: "Eu e minha esposa não queremos ter filhotes gritando a abrindo o bico prá cima de nós. Vamos construir um ninho grandão e ficaremos só nós dois, catanto piolho um no outro e cantando nossas musiquinhas."


-Hoje é o chafariz, amanhã faremos o coração, ok?
Livres somos nós que podemos escolher o que comer, onde trabalhar, como construir nossa casa, como criar nossos filhos.
Livres somos nós que podemos ser homo, bi, trans, hétero... e podemos exigir respeito por isso.
Livres somos nós que podemos comer só proteínas, só alimentos crús ou só junk food pelo resto da vida.





E que saber? Ando detestando a liberdade!!

Nem vegetariano a gente pode ser em paz sem termos que arcar com as consequências de nossas escolhas:

Angelina Jolie revelou que já foi vegetariana. Segundo o site "The Improper", a atriz falou sobre sua experiência com dietas diferentes, tentativas de emagrecer e sua atual dieta à base de... carne vermelha.
"Eu brinco que um grande e suculento bife é meu segredo de beleza", declarou a estrela. "Mas falando sério, eu amo carne vermelha. Fui vegetariana por um longo tempo, e isso quase me matou. Eu descobri que não estava obtendo nutrientes suficientes."

Sabe que eu também conheço muito vegetariano que melhorou drasticamente depois que voltou a comer carne?

Bom, se escolhemos construir nossa casa de um jeito inovador temos que arcar com problemas de fundação e infiltração. Se escolhemos trabalhar temos que lidar com crianças criadas por babás. Se escolhemos ficar em casa com as crianças temos que arcar com marido e sociedade dizendo que você não trabalha.

Nem uma reles pizza num cardápio eu sou capaz e escolher sem dúvidas e arrependimentos. Imagina o meu futuro? Imagina o futuro dos meus filhos???

Não quero mais ser livre. Quero regras superiores me dizendo com quem devo casar, quantos filhos posso ter, em qual área trabalharei, como deve ser a minha casa e qual será a minha dieta.
Em outras palavras... quero ser comunista. Definitivamente cansei de ser livre. 
 

-Levanta a mão aí quem está satisfeito com a vida sem escolha que o Titio Stalin criou para vocês!!!

Antigamente a raça humana era mais apegada às tradições e tudo era bem mais simples. As mulheres ficavam em casa e os homens sustentavam a família. As crianças não tinham voz ativa e os homens eram uma raça superior.
Mas aí estragaram tudo dizendo que mulher tem direito ao voto, que os homens precisam de ajuda e, pior, inventaram a Psicologia Infantil que diz que devemos ouvir nossos filhos!!!!!!
Bah!
Quem foram os idiotas que enfrentaram os delicados moldes que a natureza tão cuidadosamente criou para nós? Quem foram as loucas que queimaram sutiãs em praça pública e disseram que as mulheres podem isso e podem aquilo? Tenho muitas amigas que dizem: "Ai, queria tanto poder ficar em casa só cuidando das crianças e fazendo almoço!". Mas não podem, coitaas.

Pelé disse, no fim do regime militar, que os brasileiros não estavam preparados para a democracia. Pelé estava certo. E, prá piorar, o voto é obrigatório e as urnas elegem imbecis.

Eu, hoje, digo que os seres humanos não estão preparados para a liberdade de escolha. As inúmeras escolhas da vida andam deixando todo mundo tenso e angustiado.
O samba tinha razão quando disse:

"Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós.
E que a voz da igualdade seja sempre a nossa voz." 

Voz da IGUALDADE, entenderam? Casas iguais, roupas iguais, salários iguais, comidas iguais, casamentos iguais, filhos criados iguais.
Sem drama, sem culpa, sem comparações.
Abaixo a Liberdade!!!!!!!!!!!
  

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Bizarrices aqui no Blog

Existem várias maneiras de se chegar ao Brasilicus e nos batidores do blog podemos ver as origens dos acessos. A grande maioria chega através do Facebook e divulgações no Orkut (de alguém que não sou eu). Muitos entram pelo Google (pois já devem ter o blog entre os favoritos) e alguns chegam até aqui através da divulgação que existe em sites e outros blogs, a maioria deles de gente que não conheço.
Bacana! Obrigada pelo prestígio.

Porém, algumas pessoas chegam ao meu bloguinho porque vão ao Google fazer pesquisa e acabam atracando aqui. E essas pesquisas são das mais engraçadas. Aqui vão as deste mês:
  • danae nua
  • vera fischer pelada
  • vera fischer faz jocasta
  • caillou câncer
  • filhos de caetano
  • nua
  • um anjo na minha vida
  • ...que es esperolongo
  • ana paula arósio abandonou a carreira de atriz
  • ana paula arósio hoje
  • ana paula arósio
  • ana paula arósio engordou
  • hobbies legais
  • lindas mulheres gregas

Legal, né? Todas elas (com exceção do "esperolongo") fazem sentido desembocarem no blog porque, realmente, todos estes assuntos existem mesmo por aqui. Mas, há uma pesquisa que foi feita neste final de semana que me deixou extremamente curiosa:

  • fiz sexo com uma ave


Quê?????? Como que uma pesquisa dessa chega aqui? Como???? Nunca falei sobre isso!

Não resisti: fui ao Google e digitei "fiz sexo com uma ave" na barra de buscas e.... o MEU BLOG estava em primeiro lugar das referências!! Tudo por culpa da uma leitora que falou em fazer sexo em cima da árvore. Ai Inaiê, você me fez entrar no topo da lista em matéria de bizarrice sexuais! E o maluco do Google já fez as associações: árvore, galho, ninho, passarinho, ave!
ÓBVIO!!!!!!
E agora eu sou a referência preferida dos tarados por galinhas.

A Origem do Ovo de Páscoa

Por isso, deixo aqui um recadinho aos meus amigos:

"Ave não tem vagina. Ave tem... cloaca! 
Ao se fazer sexo com uma ave corre-se o risco de estourar um ovo, de se sujar com aquele cocô cinza e de ser bicado e sair bastante machucado da experiência. Ave é o cúmulo do absurdo e, por isso, vocês são mesmo uns pervertidos!!!"


Uma conhecida da minha família tinha uma filha veterinária, especialista em aves e levava para a casa da mãe várias aves machucadas e desnutridas para elas se recuperarem. O quintal era um mini hospital de aves abandonadas. Um dia chegou até lá uma arara vermelha que tinha sido estuprada! Estava ferida e traumatizada.
O bicho se recuperou, felizmente, mas nunca mais deixou um homem se aproximar dela. Tadinha, ficou com fobia de homem.
Agora eu pergunto: quem poderia ter algum tipo de atração sexual por isso?


que teve a primeira experiência sexual num Baile Tropical e desenvolveu uma tara pela decoração do local? Alguém fissurado pelas madrinhas da bateria?




Não sei, mas uma coisa é certa: o cara deve ser bem estranho...


... e seus filmes eróticos devem ser bastante peculiares.
 
Ai que perigo!


domingo, 22 de maio de 2011

10 coisas que eu odeio

  • Lavar tupperware sujo de molho de tomate. Aliás escrever "tupperware" também é detestável. Tive que olhar no Google, hahaha. E nem é tupperware. Não tenho nenhum tupperware original desde que eles viraram grife e se acham no direito de cobrar 80 reais por um pote com tampa. Bom, o plástico absorve o vermelho do molho de tomate e a coisa se torna perene. Um inferno. Conheço um cara que simplesmente não deixa nada de plástico entrar na sua cozinha. Proibido. Eu também poderia fazer isso, mas as tigelinhas de inox não vão ao microondas e aí temos um outro problema...

  • Odeio quando ando pela casa de noite, no escuro, e chuto sem querer chinelos para debaixo da cama. Faço isso sempre no meu próprio quarto e todos os dias no quarto dos meninos quando vou cobrí-los a noite. Me irrito profundamente quando, de manhã, tenho que agachar para catar pantufas e chinelinhos embaixo das camas, principalmente porque, nessas horas, sempre percebo como o chão está empoeirado. Me dou conta, então, que não posso deixar a limpeza da casa exclusivamente para a faxineira. Começo o dia já me sentindo um lixo por não conseguir passar um pano úmido na casa.

  • Meus filhos são pequenos, mas fazem cocôs enormes. Um mistério da natureza! Como é que alguém que se alimenta exclusivamente de água gelada e 3 biscoitos recheados por dia consegue quadruplicar o volume digerido? Bom, escatologias à parte, odeio quando vou com eles num banheiro público e o cocô não vai embora com a descarga. Eu sei que poderia simplesmente relaxar e voltar para a mesa do restaurante, mas não fico em paz sabendo que estou prejudicando o banheiro alheio. Volto ao banheiro para dar descargas até o problema se resolver... um saco. Acaba com o meu almoço. Odeio descargas ecológicas que economizam água mas não resolvem o que se propõem a fazer.
  • Odeio quando coisas derramam na geladeira. O líquido infiltra em canais misteriosos e secretos e nunca mais conseguimos limpá-la devidamente. Precisamos abrir a porta da geladeira ao máximo, tirar as prateleiras e tudo o que está por cima delas. Aí vemos coisas esquecidas, comidas velhas, ketchup vencido, e temos que criar vergonha na cara e arrumar TUDO!!! Quando se tem filhos pequenos as coisas derramam mais constantemente porque sempre tem um resto de suco, de iogurte, de sopa, que eu acho que algum dia alguém vai tomar e não custa nada deixar na geladeira com um "magipac" por cima. Bah... e é justamente isso que sempre entorna.

  • Odeio quando chego às 7 horas da manhã na escola e meu filho está sem mochila. Saímos correndo de casa e chego segundos antes do portão fechar. É nessa hora que ele olha para mim e diz: "Ih mãe, esqueci a mochila.". Já aconteceu muitas vezes. Eu brigo dizendo que a culpa é dele (ele deveria ser responsável pelo material escolar) mas, intimamente, sei que a culpa é minha já que ele tem apenas 5 anos e está mais preocupado em verificar se o seu topete está perfeitamente espetado do que se o caderno e mochila estão em ordem. Sou uma péssima mãe. Um dia vou esquecê-lo na escola com mochila e tudo. Sei disso.

  • Odeio receber emails que demoram horas para baixar. Minha internet é por rádio e ninguém tem pena de mim. Já expliquei educadamente isso para muita gente, mas não obtive resposta satisfatória. Anexos esdrúxulos, vídeos fofos, orações, cuidados que devemos ter com a bolsa, com o carro, com os assaltantes, alerta de um vírus novo (sempre raro e intratável) frases de parachoques de caminhão, textos do Rubem  Alves, Veríssimo, Cecília Meireles com fotos cafonas e frases que surgem em efeito cascata. Odeio.

  • Odeio quando o ralinho da pia entope de comida e a água começa a subir. A gente tem, então, que realizar uma operação delicada: tira o ralo, tampa a pia com uma mão, esvazia a peneirinha do ralo na lixeira com a outra mão e devolve o ralo à pia. Tudo rápído, sujo e estressante. As vezes temos que fazer isso várias vezes... um saco! Comprei, então, outro ralinho japonês (hahaha, por quê japonês?) e me sinto muito espertona substituindo um pelo outro enquanto limpo calmamente o ralo no lixo com as duas mãos. Tenho um ralo step! Sou uma privilegiada!!! Ah, e o ralinho japonês tem que ser de plástico porque as peneirinhas de ferro furam em pouco tempo e aqueles com um pininho no meio NUNCA funcionam!

Ralo de plástico: sempre é vendido acompanhado de um abridor de garrafa que entorta quando usamos ou com um desentupidor de fogão (quem usa aquilo?), mas é ótimo.

  • Odeio nadar gripada e ter que sair da piscina a toda hora para assoar o nariz. Sei que tem muita gente que não se preocupa com isso, mas eu não suporto a ideia de ver uma nuvem catarro boiando na água, mesmo que seja meu. E é incrível como melhoramos da gripe depois de nadarmos!! Mesmo em piscina gelada e vento cortante até o caminho do vestiário. Por isso, vale o esforço.

-Ah, pode deixar que eu tiro o seu cisco.
  • Odeio ajudar os outros a tirar cisco do olho. Sabe quando uma pessoa pede: "Sopra para mim um cisco que caiu no meu olho?" ODEIO!!! Não consigo olhar o interior de um olho. É demais para mim. E se tiver mesmo alguma coisa lá dentro me dá uma aflição tão grande que nem consigo ficar perto. E de que adianta soprar? Só encherei o cisco com os meus próprios vírus e bactérias. Semana passada estava cuidando do filho de uma amiga. Ele veio correndo, chorando: "Tia, tem alguma coisa no meu olho, tá doendo!!!". Eu logo gritei para o adulto mais próximo resolver o problema e saí de perto. Por isso, se forem deixar os filhos comigo, torçam para um cílio deles não escorregar lá para dentro.

  • E, por fim, odeio com ódio mortal carrapatos. Tenho uma história traumática com carrapatos. No primeiro ano da faculdade tive um surto de bichos dentro do meu olho. (Eu disse que odeio olhar dentro do olho? Disse, né.). Uma loucura! Colocaram lêndeas nos meus cílios e estavam morando nos meus dois olhos, passeando tranquilamente lá dentro enquanto eu tentava estudar as matérias básicas da Psicologia. Meu namorado descobriu e passsou uma tarde interia tirando-os com uma pinça. Carinhoso, morrendo de dó de mim. Ele era dentista e tinha uma mão firme e uma lupa enorme para facilitar o serviço.
Depois que terminou e eu já estava cansada de chorar por ficar horas sem piscar. Ele então colou um bichinho num durex e levou à biblioteca para pesquisar.
Descobriu que eram chatos.
Voltou bravo.
-Hã???????- eu disse- mas chatos só dão nos genitais, não é?
-Sim. - ele respondeu secamente.
-Mas como é que um chato, que mora lá embaixo poderia chegar perto do meu olho?
-Ah, Claudia, não se faça de desentendida.
Bateu a porta e foi embora bravo.
-Calma, amorzinho, falta só um filhote na pálpebra esquerda...
Nunca descobri como foi que uma família de chatos veio habitar meus olhos adolescentes, mas também nunca mais toquei no assunto com ele... para evitar imaginar a cena da imigração novamente.

Depois disso os aracnídeos me perseguem. Piolho de galinha durante boa parte da gravidez (eu tinha galinheiro na época e não podia usar veneno por estar grávida. O bicho é pequeno que nem uma purpurina, mas faz um estrago terível. Um inferno!), carrapatos todas as vezes que piso numa fazenda e... piolhos!
Um dia me disseram que cravo (desses que dão na pele) é um aracnídeo. Prefiro acreditar que é um mito. Não pode ser verdade mas, em todo caso, NUNCA mais quis saber deles...


Ai, ai, Caetaneei meu domingo!!!
Odeio esta música também. Não respeito uma música com mais de 1 minuto de introdução ruim e repetitiva.

E vocês? O que odeiam?



sábado, 21 de maio de 2011

Muita garagem para o seu caminhãozinho.

Ano passado dei um monte de palestras para adolescentes. E o assunto era sexo. Básico.
Ufa, pelo menos não era drogas. Ou bullying!
Ao pensar sobre o que falaria para a molecada, lembrei do professor bobão do Kevin Arnold ("Anos Incríveis") que desenha uma mulher quadrada e os órgãos reprodutores femininos parecendo uma vaca com chifres. Lembram? E os meninos, que estavam super entusiasmados com a aula de sexualidade, ficam desanimados e com sono, pbrezinhos.

Bom, mas é claro que as minhas palestras foram bem diferentes. Educativas, engraçadinhas e cheias de pimenta. Explicar os órgãos reprodutores é necessário e chover no molhado na história da camisinha nunca é demais. Entretanto, depois contei como sexo é uma coisa bacana e íntima. Falei do tesão, das zonas erógenas, da excitação evidente e, por vezes, vergonhosa dos homens e perguntei:
-E como é que sabemos quando uma mulher está excitada?
Silêncio.
Um garoto se atreveu a dar um palpite: bico do seio duro. Não, não, disse eu, pode ser apenas uma friagem.
A excitação masculina é que é dura. A feminina é mole e.... úmida.


A excitação feminina não é necessária para se manter uma relação sexual e, por isso, ninguém tá muito interessado em saber se a pobrezinha está preparada para receber o caminhãozinho na garagem. E aí é um tal de caminhão ralando o parachoque na coluna, os portões da entrada ficam tortos e difíceis de fechar, a altura máxima permitida não é respeitada e até o teto fica danificado. E depois o automóvel vai embora e a garagem fica toda estragada, suja e cheia de óleo. Arde depois para fazer xixi.

O ideal mesmo seria, antes de mais nada, conhecer o tamanho da garagem e do caminhão para ver se uma coisa cabe dentro da outra. Certa vez li um livro de uma dona de bordel que conhecia a medida da garagem de todas as moças da casa. Quando o cliente chegava, ela, então, avaliava o caminhão do rapaz e indicava a garagem certa para acomodá-lo. Cafetina perfeccionista, que encarava o sexo como uma ciência geométrica.

Bom, mas como não podemos ser assim tão exatos na vida real, as vezes devemos dar um jeitinho para que uma Scania caiba dentro de um reles puxadinho.

E é nessas horas que dependemos do piso escorregadio da garagem, das colunas flexíveis, do teto retrátil... e aí está a graça da excitação feminina. Acomodar com estilo e graça e fazer com que todos os caminhões se sintam devidamente guardados.
Sexo depende da excitação masculina para acontecer. Óbvio. Mas o sexo BOM depende da feminina, porque ela, sim, faz a diferença.

E os jovens adolescentes não tem a menor idéia disso!!! Como pode? Por quê não ensinam isso na escola, meu Deus?

Aí expliquei com todas as letras:
-Muito rapaz vai ter relação sexual com uma moça e não conseguem. A vagina está seca e fechada. Sabe o que eles fazem? Cospem na mão e molham a vulva da moça para dar uma lubrificada. Outros inventam um sexo oral fajuto e rapidinho só para serem mais elegantes, mas a intenção é a mesma. Cuspir numa vulva feminina é tão agressivo quanto elas amarrarem o seu pinto num palitinho de picolé só para ele ficar duro na marra. Hello!!!! Se a vagina tá seca e porque precisa de mais capricho ou então é melhor desistir e bater papo pelo resto da noite.

E a reação da galera era ótima!

Mas aí, no fim, veio a pergunta crucial de um rapazinho curioso: "E o que deixa uma mulher excitada?"
Outros rapazes tentaram responder: "Carro, moto, dinheiro...", e as meninas, em coro: "Nããããããooo!"
Então eu disse a elas: "Tá, então respondam vocês." e elas deram, também em coro, a melhor resposta de todas:

"Uma boa pegada!"

Resposta abstrata, mas totalmente compreensível.
Por isso, rapazes, caprichem na pegada ou vamos usar nossa garagem para algo mais útil.


Acharam a história do caminhão e da garagem pouco excitante?
Então leiam com atenção o que o rei escreveu sobre o caminhão:


CAMINHONEIRO
(Roberto Carlos)
(...)
Quando chove o limpador desliza
Vai e vem no parabrisa
E bate igual, meu coração
Doido pelo doce do seu beijo
Olho cheio de desejo
Seu retrato no painel
É no acostamento dos seus braços
Que eu desligo meu cansaço
E me abasteço desse mel.

  

Ok, depois dessa vou tomar um leite com mel para dormir melhor.


quarta-feira, 18 de maio de 2011

My heart... must, should, will go on!!!!



Sabe aquela cena do Titanic onde o navio rachado começa a se inclinar e o povo desanda a escorregar rumo ao mar gelado? Aí Jack tem uma idéia brilhante: pula a grade da proa do navio e fica lá em cima, esperando ele afundar a exatos do 90° de inclinação.

Não lembram? Bom, não importa.
Este momento é dramático porque Rose vê uma moça ruiva com quem ela simpatizou durante a viagem e que está pendurada pedindo ajuda, olhando para o casal e lhes estendendo a mão. Jack olha para a namorada sacudindo a cabeça, como que dizendo: não ajude. Rose fica desesperada.
E a moça então cai.

Esta cena ilustra bem momentos da nossa vida em que: por mais que amemos os nossos próximos, por mais que cuidemos do bem estar comum, por mais que sejamos pessoas boas, não dá para ajudar a todos.
Infelizmente.

Existem pessoas, entretanto, que preferem dar a mão e afundar junto. É uma questão de escolha.

Mas, no meu entendimento, isso vai contra o processo de seleção natural cruel e injusto que a natureza criou para se manter perfeita. Ir contra ele é inaugurar algo novo, e não necessariamente benvindo.

Tem gente que cresceu numa família caótica. Todos mal, todos confusos, todos se debatendo e nunca acertando.
O filho então consegue se dar bem na vida, consegue construir um horizonte melhor... mas aí vem pai, mãe, irmãos, primos, todos tentando se aproveitar do sucesso alheio e acabam destruindo os planos do pobre rapaz.
Já acompanhei isso acontecer. Triste demais.

Por pior que seja, há momentos críticos de opção entre a vida e a morte em que temos que escolher pela nossa vida e desprezar a vida alheia.



Putz, ela bem que tentou...

É realmente triste quando vemos pessoas (ou cachorros) escorregando e, mesmo assim, termos que seguir em frente.

Na natureza o mais forte consegue se dar bem na disputa pela sobrevivência. Mas a raça humana inventou a culpa, que nos puxa para baixo e nos faz desistir.

E não falo só da luta pela sobrevivência. Nada precisa ser tão dramático! Pode ser uma simples luta pela paz.
Mãe cheia de neuroses, depressões, tentativas de suicídio, pai alcoolista, que não consegue parar de fazer dívidas, que fazem chantagem emocional e puxam para baixo todos os planos dos filhos sair do caos.
A questão é: como ser feliz sabendo que deixou pessoas queridas na tragédia?
E é este justamente o desafio.

E pode ser coisa corriqueira simples como uma amiga maluca que larga tudo para viver de um modo alternativo.
Já vi pessoas sumirem simplesmente porque optaram por outro rumo na vida. Escolheram abrir mão dos amigos e do passado para se meter numa nova história. E estes amigos a gente também não tem como segurar: passam escorregando ao nosso lado rumo a um futuro diferente.
E só nos resta desejar boa sorte.

Historinha ilustrativa
Certa vez estava voltando do Rio de Janeiro, de noite, num ônibus leito.
Na TV passava Titanic, uns 4 anos após o mega sucesso da bilheteria. E ônibus bateu EXATAMENTE no momento em que o iceberg fura o navio. Batida leve, mas o motorista avisou que íamos ter que ficar parados por um tempo.
Depois que o filme terminou me dei conta de que ainda estávamos parados (incrível como Jack me prende a atenção!). Resolvi descer para ver como andavam as coisas quando vi adolescentes chorando no acostamento da Dutra.
Nossa, a batida deve ter sido séria! E eu, frívola, assistindo TV!!!
Ajoelhei ao lado das garotas e perguntei, fazendo carinho no cabelo delas:
-Tá tudo bem?
Elas choravam tanto que não conseguiam responder. Mas a mãe de uma delas disse:
-Elas estão bem, não se preocupe. Estão chorando porque o mocinho morreu no filme.
Ahhhh...e eu preocupadíssima.
-Mas... vocês ainda não sabiam que ele morria no final?
-Eu sabia- respondeu uma delas- mas é TÃÃÃÃÃO triste!!!!!!!!


Sim, é realmente triste.
Mas no fim do filme Rose fala:



"E ele me salvou de todas as maneiras que um homem é capaz de salvar uma mulher."

E ela foi feliz por ele.
Viveu uma vida plena em homenagem a ele e valorizou cada segundo da sua existência.

Queria convencer todos os rapazes e moças que precisam se harmonizar na vida a fazerem o mesmo.
Encontrem o seu Jack interior que sacode a franjinha fofa e nos lembra que não devemos dar as mãos a todos os que precisam. Que nos pega pelo braço com força e leva a gente aos caminhos certos para a sobrevivência, que nos conquista com sua alegria de viver e que, no final, prioriza VOCÊ para ficar em cima da bóia e sobreviver.
E deixar tudo que lhes pesa ir para o fundo do mar. Por mais valioso que seja.
Triste, sim, mas vale cada segundo da vida que conquistarão.

PS: antes que digam que o filme é ridículo, eu queria dizer que, como psicóloga (hahaha, impus moral!) nunca vi uma história que trata tão bem do encontro com o ânimus. O rapaz hospedado no porão do navio (sombra), ela vivendo uma história glamourosa e sem sentido (persona), ele lhe salvando a vida e a existência (individuação) e a últimíssima cena o filme... é uma mandala!!!
Não deu? Ah, pena.
Ok.... meus amigos junguianos me entenderiam, hehe. 

segunda-feira, 16 de maio de 2011

A lição que aprendi em casa.


Sabe quando dizem que aonde tem fumaça tem fogo? Mentira.
Às vezes espalham a maior fofoca sobre você e não tinha nem fogo e nem fumaça. As celebridades sabem disso e aprendem, na marra, a lidar com difamações.

Não sou celebridade, mas um dia aconteceu comigo.
Coisa séria. Uma história maluca prejudicando muito a mim e envolvendo gente que eu gostava por demais.
Fiquei brava, peguei o telefone e fiz umas 8 ligações para encontrar o babaca que inventou a coisa. Chorei, me descabelei, fiquei mal. Queria marcar uma acareação com todos os envolvidos na história e investigar: "Quem inventou? Quem espalhou? Quem mais sabe desta história??"... meu interrogatório imaginário ia ser tenso, mas dalí sairia a verdade e minha reputação se mostraria intacta.

Por sorte (incrível como a sorte evita que façamos bobagens!) não consegui o número de telefone do figura que inventou a história e fui dormir.
Na manhã seguinte me olhei no espelho e ri: "Putz... que bobagem!! Que coisa pequena e tola."
Fui trabalhar feliz da vida e nunca mais lembrei do assunto.
Se continuaram falando de mim?
De verdade eu nunca soube. O que eu sei é que, depois de anos, o babaca continua um grandíssíssimo babaca e as pessoas que eu gostava continuam gostando de mim e, no fundo no fundo, nunca ligaram para essa história maluca.
~ Happy End ~


Estou dizendo isso porque não consigo entender gente que fica cutucando uma feridinha até ela virar algo purulento e danoso. Sabe? Gente que rompe amizades de aaaanos porque a fulana falou mal você. Que fica de mal da sogra porque ela disse para a cunhada que você é preguiçosa. Gente que diz que não pode confiar nos amigos porque blá, blá, blá.
Afff... boring.

Um dia estávamos numa viagem em grupo e meu namorado disse (com um misto de orgulho e apreensão) que minha amiga estava dando em cima dele. Minha reação foi: "Hahaha, tadinha, ela tá meio carente. Escuta, o que a gente vai fazer no almoço?".
Sempre fui péssima nesse negócio de ter ciúmes.

"Por isso, para o seu bem: ou tira ele da cabeça ou mereça o homem que você tem!!"
(Chico Buarque, adapt)

O duro é saber que existem pessoas que fechariam o tempo por causa de uma bobagem dessas. Acabariam com a viagem, com a amizade e até com o namoro.
Ah, me poupe.

Outra vez estive fora da cidade e, quando voltei, descobri que o bairro inteiro já sabia de uma bobagem que eu tinha feito.
Ai, ai, ai.
Eu sabia quem tinha espalhado (só podia ser UMA pessoa) mas nunca toquei no asunto com ela. Até hoje ela nem sabe que eu sei e nem nunca precisará saber.
Era só o que faltava. Tanta coisa mais importante prá se falar e fazer!! E o melhor de tudo: não maculou em nem um milímetro o carinho que eu tinha por ela.

E noutra vez vieram me dizer: "Claudia, eu sou sua amiga e te digo: não confie na fulaninha porque ela fala mal de você.". Achei altamente deselegante! Não da mulher que fala mal de mim (que está no direito dela, diga-se de passagem) mas na outra que envenenou algo desnecessário e tolo.
Continuo amiga das duas e prefiro não pensar em nada daquilo.
Opção minha. E vivo bem deste jeito.

O problema (ou melhor: a imensa sorte) é que vim de uma família meio estranha nestes assuntos de se ofender e ficar de mal.
Nunca fiquei de mal de alguém e nunca me senti traída. Nunca ouvi nada parecido também lá em casa.
Bobagens acontecem?
Sim. Muitas.
Todos nós, vez ou outra, fazemos bobagens, damos mancadas e passamos por cima de alguns princípios. É meio que humano essa coisa de pisar na bola.
Perdoo isso nos outros com uma facilidade incrível.
Por que em geral são coisinhas tão irrelevantes perto da grandeza da nossa vida. Sabe essa coisa de sair um pouco da fofoca e olhar a coisa de fora, por um outro ângulo, e dizer: "Nossa, só isso? Que bobagem.".

Mas... infelizmente não somos todos iguais e nem todo mundo encara as coisas numa boa.
Pena.
Preciso mesmo aprender a viver neste mundo de mágoas, ofensas e ciúmes.
É um aprendizado difícil e diário.

Ah, mas não sou feita de aço, não!!! Não rodo a baiana se dão em cima do meu marido mas, por outro lado, fico brava com outras coisas:
  • Gente que compra som roubado, celular roubado, GPS roubado, uma coisa de doido!!
  • Gente que joga lixo na rua!!!!!!!!!!!!
  • Gente que não devolve o carrinho do supermercado e o deixa atravancando a vaga alheia.
  • Gente que destrata porteiro, garçom e empregados!
  • Preconceituosos em geral. (E a minha contradição de hoje é: "Tenho preconceito contra pessoas preconceituosas!")
  • E ultimamente ando com birra de gente que... não recicla!! Hahahaha, sabe quando você vai na casa das pessoas e pergunta com a lata na mão: "Em que lixo em posso jogar a latinha de cerveja?" E eles respondem: "Ah, aqui a gente não separa." , e você tem que jogar sua lata num saco com casca de fruta, papel e copo quebrado... ai, me dói o coração.
Por isso, podem falar mal de mim e espalhar meus segredos mas, por favor, quando estiverem na minha frente devolvam o carrinho do supermercado, ok?

Kate devolvendo o carrinho do supermercado no dia seguinte ao casamento, mostrando ao mundo como ser uma
princesa de verdade.

E para terminar: sabe a primeira história do cara que inventou uma mentira que não tinha fogo nem fumaça? Pois é, depois de anos descobri que a coisa foi ainda mais maluca: ligaram para o meu pai e contaram a coisa toda para ele. E sabem o que ele fez? Nada. Nunca me perguntou se era verdade, se era mentira ou se eu tinha mesmo culpa. Nunca!
Para ele tanto fazia.

E neste dia descobri o tanto que meu pai me ama e me respeita. E mais: que ele tem uma imagem positiva e bonita de mim, independentemente das bobagens que ele ouve dos outros.
E, por isso, essa história ficou marcada. Não pela fofoca em si, mas porque, neste dia, meu pai me deu uma lição que eu nunca me esquecerei.

O amor que construímos nas relações com as pessoas forma um terreno seguro para caminharmos pela vida. Nenhum abalo sísmico afeta nossa caminhada quando temos a certeza
 que o terreno dará conta do tranco.


Bom demais saber disso. 

domingo, 15 de maio de 2011

Come on baby light my fire

Com quem
você
deseja se casar?

Loiro,











                                 Moreno,




Careca,




                                                   Cabeludo,






Rei,






                        Capitão,                                                     Soldado,
                                        


                                                                                       

Ladrão.




    Moço bonito do meu coração.
                                                     Um,
dois,
três...

foguinho!!!
E a corda começava a rodar mais forte.



Na contra-mão da história, causando polêmica mais uma vez, hoje confesso: ADORO um homem fumante.

Já terminei um namoro de 4 anos (com planos de casamento e tudo) SÓ porque vi um cara acendendo um cigarro na brasa de uma fogueira. Naquele mesmo dia, fui na casa do meu namorado e terminei.
-Por quê?- ele perguntou sem entender nada.
Eu chorava e dizia que não sabia o porquê, que eu estava confusa, que eu não estava bem, blá, blá, blá, mas na verdade queria dizer:
-Porque você não fuma!!!! Porque você é saudável demais para mim!!! Porque você não sabe acender um cigarro com charme: fechando um olhinho, fazendo beicinho e, principalmente, porque você não entorta a boca de um jeito sexy na hora de soltar a fumaça!!!!!!

Sempre quis me casar com um homem que fuma, acredita? Uma vez fiz uma lista do que um cara precisava ter para se casar comigo. Juro. E acrescentei: PODE SER FUMANTE.
E consegui! Uhuuuuuuuu!
Agora pago os meus pecados esvaziando os cinzeiros e catando bitucas no jardim.
Torço para ele parar de fumar logo, não pelo cheiro e nem pela fumaça, que eu realmente não me importo, mas pela saúde, óbvio, porque não quero ficar viúva cedo e também pelo ENOOOORME rombo que o cigarro causa no nosso orçamento mensal. Eu economizo na Unimed, em sapato para os meninos e ele gastando... em cigarro? Ah, qual é!

Mas aqui posso confessar que rezo secretamente para que ele não perca o charme.

Eu tinha uma avó que me fazia carinho devagar, suave, com suas longas unhas vermelhas e me fazia dormir com o cheiro de cigarro que ela fumava escondido do meu avô (por 55 anos! e ele jura que nunca soube). Ela me reconfortava com o seu cheirinho de Carlton. Hoje tenho uma paciente que fuma o mesmo cigarro que ela. Quando a abraço, na hora de ir embora, demoro bastante para sentir o cheiro do cabelo dela por mais tempo e lembrar da minha avó que já se foi.
Adoro cheiro de cigarro no cabelo.
Meu marido fuma Marlboro que, para mim, tem cheiro de festa, de bar, de juventude e alegria.

Cafona, né? Mas o que eu posso fazer? Talvez Freud estivesse errado. Talvez um cigarro não seja apenas um cigarro...

Mas todo mundo tem seus fetiches. Qual é o de vocês?