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sábado, 9 de abril de 2011

Alunos Cadeirantes

Alguém aí já ouviu falar no cão de Pavlov? Um cachorrinho esperto que aprendeu a relacionar comida com o som de uma campainha. Aí, depois da relação comida-campaínha devidamente compreendida, só o som da campaínha já provocava a salivação do animal, mesmo sem a necessidade de oferecer comida.

Parece óbvio, mas foi uma descoberta importante para a época, e Ivan Pavlov conseguiu provar algo chamado condicionamento operante que deu início à psicologia comportamental.
Existem gays que toparam ser cobaias de psicólogos experimentais na esperança de deixarem de serem gays.
Eles levavam choques cada vez que cenas de casais homossexuais eram mostradas para eles. Quando visualizavam um casal hétero, eles eram recompensados com algo legal, como por exemplo... uma sunga de couro!! Hahahah!
Bom, tirando alguns casos, a psicologia comportamental funciona para muitos traumas e ajuda bastante no processo educacional.
O treinadores de cachorros deitam e rolam nesta história.
E a Super Nanny também.

Bom, partindo desta premissa, podemos então achar que é tudo muito fácil, mas é incrivel como fazemos bobagens com as nossas crianças quando, por exemplo, associamos bala com recompensa, refrigerante com festa, Mcdonals com dia especial, salada como exigência, aniversário com motivo para faltar na escola, e por aí vai.
Imagina que legal seria se entendêssemos a lógica de Pavlov e educássemos nossos filhos assim:
-Você bateu no seu irmão e agora vai tem que comer 3 brigadeiros, bem-feito!
ou então:
- Hoje é seu aniversário, e para comemorar vamos comer... sopa de abóbora!!!!!!! U-hu!!

Quanto tempo será que duraria a crença de que brigadeiro é ruim e sopa é a melhor comida do mundo?
Quanto tempo será que durou para os gays a idéia de que um beijo homossexual é feio?

Aumentou a salivação?
Estou falando tudo isso porque o castigo foi proibido nas escolas.
Ajoelhar no milho, palmatória, vestir o chapéu com orelhas de burro... tudo agora é passado.
E a palavra "castigo" também não é mais pronunciada por ser considerada traumática.
-Senta aí e pensa na bobagem
que você fez!!!!

Agora é moda é sentar para pensar!
 Aí a criança senta e fica pensando: no amigo que está com o cofrinho aparecendo, na menina loira que está com o nariz escorrendo de novo, nos três ventiladores de teto que nunca estão funcionando, nas varizes da perna da professora... aí o tempo passa, a professora tira ele da cadeira e acabou o drama.
Não há muito o que concluir porque a professora já adiantou que foi uma bobagem.
E não há muito o que pensar porque qualquer pensamento que a criança tenha só será aceito se ela, no fim, concordar com a professora que realmente foi mesmo muita burrice da parte dela ter mordido o colega.
E, prá piorar, nunca vi uma professora colhendo da criança os futos do seu exercício de pensar.


Na escolinha dos meus filhos existia até uma cadeira apropriada para isso. Chamava-se "Cadeirinha do Pensamento".

Ai, ai, alguém aí já percebeu onde quero chegar?
Condionamento operante feito cuidadosamente pelas escolas: Castigo=Pensamento.
Numa escola que visitei certa vez, castigo era ir na biblioteca fazer trabalho, ou pior... ler um livro!!!!
Depois não entendemos porque é que o povo tem tanta dificuldade de pensar.
Tanto trauma de biblioteca!
A cadeira do pensamento nada mais é do que um castigo, uma contenção física que não só mostra ao aluno quem é que tá no comando como também esfria os ânimos e reorganiza a adrenalina do momento.
Acho ótimo!!! Sou totalmente a favor!
Mas, por favor, mudem o nome!!! TUDO o que uma escola não pode fazer é associar castigo com a preciosa e tão rara capacidade de pensar.
Tiraram a palmatória e acharam que resolveram o problema simplesmente colocando o pensamento numa cadeira:

Aqui morrerá o pensamento, a capacidade de estabelecer relações e toda a nossa vã filosofia
 Vamos chamar estas professoras moderninhas e ensinar a lógica de Pavlov, explicando a elas o bê-a-bá da psicologia experimental.
Alás, poderíamos chamar o próprio Pavlov para ministrar a palestra, mas será importante deixar-lhe uma placa na porta:



Hahahaha.... só rindo mesmo.






quinta-feira, 7 de abril de 2011

Aulinha Sobre o Amor

"Você diz não saber o que houve de errado, 
e o meu erro foi crer que estar ao seu lado bastaria."
(Paralamas do Sucesso)

Hahahaha, ADOREI esta imagem! Já ganhou o prêmio da melhor do blog.

Bom, ouvi esta música ontem no carro e me lembrei de um programa que fiz na rádio.
É didático e não tem graça nenhuma, mas dá margem para muitos questionamentos.
Aos críticos de plantão, já adianto: tudo aí tem que ser redimensionado pela cultura, pela educação familiar e por mil outras facetas que definem um ser apaixonado.  
De qualquer forma acho a informação bacana e, por isso, envio o meu texto para vocês.

Existem diversas maneiras do amor romântico se manifestar.
Todas válidas, todas reais.

As vezes, num casal, cada um ama de um jeito e é essa a razão de tanto desentendimento.
As vezes acontece de uma pessoa achar que o companheiro não o ama porque “se me amasse não faria isso”; “agiria diferente”... mas a verdade é que cada um define o que é amor de uma forma diferente do outro e, por isso, não dá para dizer que a sua forma de amar é a correta e a da outra pessoa é errada.
Vou tratar aqui de 5 formas conhecidas de amar que os estudiosos do assunto dizem existir:


Eros: Para algumas pessoas é absolutamente possível se apaixonar perdidamente por alguém sem que haja nenhuma razão para tal. Primeiro elas se apaixonam para depois se conhecerem melhor. É o famoso amor a primeira vista!
-Por que você ama seu marido?
-Porque eu vi ele na rua e tive a certeza de que ele era o homem da minha vida. 

Ponto final!! Para algumas pessoas isso já é explicação suficiente. A pessoa não precisa “merecer” o seu amor e a atração física, a química, é fundamental para manter o amor. Este amor é o mais comumente retratado nos filmes e livros.
Lado positivo: são absolutamente românticos e vivem intensamente suas emoções.
Lado negativo: podem se apaixonar por pessoas erradas e sofrem muito ao terem que se separar.

Pragma: Mas existem pessoas que amam de uma maneira mais, digamos, exata.
-Amo ele porque ele é um bom pai... amo ela porque ela cuida muito bem de mim... porque ele soma na minha vida. 
São pessoas práticas, que nunca correriam o risco de se apaixonarem por pessoas não apropriadas para viverem junto delas. As pessoas possuem uma lista dos pré- requisitos que alguém precisa ter para ser amado e só embarcam numa relação se vêem garantia de futuro.
Lado positivo: são poucas as chances desta pessoa errar ao escolher o parceiro.
Lado negativo: sofrem em silêncio porque sempre acham que deveriam usar menos a cabeça e mais o coração. Sempre têm a impressão de que não viveram um “amor de verdade”... como se o amor delas não valesse.

Philia: Existem pessoas que cujo amor ao ser amado supera inclusive o amor próprio. Para estas pessoas, a felicidade é ver a pessoa feliz, não importando o preço que se pague para isso. A pessoa se entrega de corpo e alma na relação e abre mão de vontades próprias em prol do sucesso da relação.
Lado positivo: não esperam nada em troca pelo amor dedicado ao outro e, por isso, não se frustram com decepções amorosas. É comparado ao amor de Cristo, incondicional.
Lado negativo: podem perder referências próprias e aí, quando ficam sozinhos, têm um grande trabalho resignificando a vida e relembrando seus desejos. São muito criticadas pela comunidade.

Storge: O amor nasce de um profundo companheirismo, sentimento de empatia e amizade. Aos poucos ele vai deixando de ser uma simples amizade e passa a ter atração física, ou não. As vezes as pessoas envolvidas nem sabem dizer quando é que a relação deixou de ser uma amizade e passou a ser romântica. Alguns casais foram amigos antes de se apaixonarem.
Lado positivo: A relação já se inicia baseada em confiança e companheirismo  Os amantes sofrem menos com a ansiedade tão comum quando ainda não se conhece direito o parceiro.
Lado negativo: Passam muito tempo decifrando se o amor é real ou estão apenas acomodados com a amizade profunda que unia o casal. Temem que tudo seja uma ilusão e o relacionamento realmente não passe de uma amizade.



Ludus: Existem pessoas que amam o jogo divertido que envolve uma conquista amorosa. Amam a conquista, mas depois que conseguem atrair o ser amado, abandonam a relação para se aventurarem em outra história amorosa.
Muitos homens possuem este perfil, mas também muitas mulheres vivem da mesma forma sua vida romântica. São pessoas que sofrem dentro de uma relação cheia de garantias e compromissos porque a tranquilidade, a calma, a rotina mata o tempero do amor que é justamente a conquista.
Lado positivo: em geral são sedutores, divertidos e gostam de inventar novidades para fugir da rotina do relacionamento. Possuem em geral uma sexualidade ativa e gostam de descobrir diariamente novidades acerca do parceiro.
Lado negativo: sofrem demais com rotina e mesmisse, inevitável a todo relacionamento mais duradouro. Tem grande dificuldade em manter um relacionamento por muito tempo, ou então não conseguem se manter fiéis.


Segundo as pesquisas, existem pessoas que amam, inclusive, duas pessoas ao mesmo tempo. E de formas diferentes!! Amo um porque é um bom pai e outro porque me atrai sexualmente. As pesquisas mostram que isso é possível e na vida é muito comum as pessoas acharem que estão amamando duas pessoas em intensidades iguais, cada um por um motivo, mas ambos são amados e ambos são importantes.

Na verdade, quis falar sobre tudo isso hoje porque percebo no consultório, quando trabalho com adultos, pessoas angustiadas porque se cobram demais no jeito de amarem o(a) parceiro(a). Sempre acreditam que estão em dívida, que deveriam amar de um jeito melhor.

Existem cobranças de todos os lados e os romances da TV e cinema deixam todo mundo frustrado porque não se reconhecem naquele amor arrebatador, que vence obstáculos, que supera distância e tempo. O amor tipo “Eros” domina o imaginário popular e faz com que todos acreditem que, se não estão constante e perdidamente apaixonados, então devem estar errados acerca do seu próprio amor!
Lembrem-se de que existem vários tipos de amor, e o seu certamente é lindo e muito válido e serve bem para você e seu companheiro(a).

Preciso agora tocar essa música que traz uma mensagem muito importante.


O "amor" da música pode ser interpretado como o "ser amado", mas eu gosto de encará-lo como sendo o seu "estilo de amar".
Quer dizer, fique em paz com o seu jeito de amar.
Deixe-o ser exatamente o que ele é, sem cobranças, sem angústia. Deixe-o "dormir em paz.".
Quer coisa melhor?
Seu(sua) companheiro(a) agradece.

Pegando jacaré com pranchinha de isopor

Bruna Surfistinha tem um nome, Raquel.
Bruna Surfistinha tem uma família.
Bruna Surfistinha escreveu um blog sobre as suas experiências mirabolantes como garota de programa e eu fico imaginando, com inveja, o montante de acessos que o blog tinha por dia!!!!
Seu blog virou livro e hoje faz sucesso no cinema. Dizem que o filme é bom: "Foge do senso comum.", "Deborah numa ótima atuação.", mas a verdade é que a bilheteria esgota porque tem muito sexo, óbvio.
Hoje ela é rica e tem um namorado que deve ter uma sorte danada de ter ao lado uma mocinha cheia de experiências. Mas mesmo com namorado firme e tendo deixado o passado para trás, a família de Raquel não a perdoa, e há 5 anos fazem questão de não manter nenhum tipo de contato com ela.
Nem mesmo ela ficando podre de rica eles cederam!! Absurdo... rs.

Bom, digo isso porque minha mãe brigou comigo porque escrevi "porra" num post. E eu nem estava falando da porra literal!! Estava dizendo algo como: "Então muda de nome, porra.", tsc, coisa à toa.
"Quero ver você não chorar,
não olhar prá trás..."
Meu pai outro dia disse para eu pegar leve porque tem amigos dele lendo meu blog. Ele fez isso porque não gostou da melô do sexo anal que todas as crianças aprendem no recreio da pré-escola.
Então eu, que daqui a pouco vou fazer 40 anos, tenho que ficar pisando em ovos por aqui.

E o mais engraçado é que meu marido, que é quem deveria achar ruim e me criticar, é um fofo. Nunca me questionou nada, nunca fala sobre nada do blog e eu só descubro que ele lê o que eu escrevo quando ele deixa comentários lindos para eu ler. Meu marido tem um respeito incrível por mim, pelos minhas idéias, meu estilo e pela minha história pessoal, e é justamente por isso que ele é meu marido. Se ele fosse diferente, certamente não seria.
Dizem que depois que a gente casa é o marido que manda na gente. É para ele que devemos dar satisfações. No meu caso e não. Meus pais ainda reinam absolutos.

Como será que Anais Nin, em 1969, escreveu o trecho abaixo?
"Cega a tudo que não o seu prazer, ela se inclinava sobre Pierre, a boca perto do seu pênis, continuando o movimento das mãos e ao mesmo tempo lambendo a ponta do pênis cada vez que passava ao alcance da sua boca - até que o corpo dele começasse a tremer e a erguer para ser consumido pelas suas mãos e boca. O sêmem então aparecia, como pequenas ondas quebrando na areia, uma depois da outra, pequenas ondas de espuma salgada se desdobrando na praia de suas mãos. Elena fechava então, ternamente, o membro aniquilado em sua boca para colher o precioso líquido do amor." (Delta de Vênus)

Será que Anais não tinha família? Ou será que eles também a deserdaram?
Mas Anais tinha um namorado, Henry Miller, que adorava seus textos e competia com ela pela melhor literatura erótica da época. Ela, de um lado, com seu Delta de Vênus e ele, do outro lado do ringue, com o seu Trópico de Câncer. E, na minha opinião, ela venceu no primeiro round.

E tem ainda outra francesa, Catherine Millet, que escreveu um livro sobre suas experiência libertária com o sexo na década de 60. (Link de um artigo:  http://www.arlindo-correia.com/CATHERINE_millet.html). Ela descreve em detalhes uma cena memorável onde era possuída por dezenas de homens num estacionamento em Paris. Hoje é uma senhora casada, crítica literária famosa, e esteve na FLIP (em Parati-RJ), ano passado causando alvoroço.
Será que ela não tem pai? Ou será que ela precisou esperar o pai dela morrer para publicar seu livro? Sim, porque o marido, que teoricamente deveria se incomodar, a acompanha em todos os eventos onde as memórias sexuais da esposa são relembradas e secretamente invejadas.

E o marido de Catherine mais uma vez comprova que os homens adoram mulheres vividas (quem ainda insiste em se casar com virgens?) e não estão nem aí para a opinião alheia, contanto que sejam felizes e realizados no casamento.

Quando inscrevi o meu blog, tive que responder a uma pergunta:
-Seu blog possui conteúdos adultos?
-Não, seu Blogspot, tenho pai e mãe, e não pretendo ser deserdada.
-Ah, que pena, mas se vc quiser pode abrir um segundo blog, adulto desta vez, e não permitir o acesso de pai e nem de mãe.
-Jura? Que legal!! Tenho tanta coisa bacana para dizer aos adultos!

Mas, por enquanto, na praia da Bruna Surfistinha e nas ondas salgadas de Anais Nin eu tenho que continuar pegando jacaré. E tem dias que ainda levo caldo.

Eu e Preta Gil.
Tadinhas...




quarta-feira, 6 de abril de 2011

Erratas

Não vou colocar o link aqui para os posts porque dá um trabalho danado e, para isso, existe este quadrinho ao lado de buscas dentro do blog. E ele funciona que é uma maravilha!
Lá vai:
  • No post de ontem, "Nenhuma mercadora..." ,estava TUDO errado na tradução da música de Kate Bush. Isso aconteceu devido a um "Ctrl C Ctrl V" com pressa entre um paciente e outro. Como tem coisa errada nesta internet, né? Na verdade a música tem muito significado para mim, mas não ilustra muito bem o momento citado. De noite, magicamente, veio a música perfeita para o post. A última frase é bem bonita! 



  • No post "Oba, pode ambicionar a mulher..." eu fiquei muito tempo pensando numa legenda para a ótima foto do cara com o escorpião. Não conseguia pensar, mas depois a legenda veio: Nada que você comer deve fazer mal, óbvio, dããã.

  • No post "Os 2 filhos de Caetano" foi o que mais me irritou porque fiquei este tempo todo encontrando outros trechos incríveis para colocar lá. A música Sampa é a que mais possui coisas boas, que dariam margem para frases como: "Quando eu li o jornal fiquei confusa, é que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi.". "Edir Macedo conhece a força da grana que ergue e destrói coisas belas.", "Mas não tô nem aí, nem ligo para a deselegância discreta dos dois meninos.", e por aí vai.

  • No post "O mistério do Marketing às avessas" eu deveria ter colocado esta foto aqui, mas ainda não tinha encontrado ela nesta época.
  • Hahaha, não é perfeita?
  • No post "José Alencar..." deveria ter lembrado de um detalhe importantíssimo e incluído:
          José Alencar não quis assumir a paternidade de sua filha, negando suas falhas.
          Alguns casamentos não querem assumir a responsabilidade de seus frutos, negando suas falhas.
Ou algo do gênero, nem sei mais, perdi a inspiração do momento, mas não podia ter deixado passar a recusa do teste de DNA.

  •  Deveria ter dito numa nota de rodapé que eu acredito na seriedade do trabalho de Darwin ("Filosofando sobre ativo e passivo"), que sei que Cachinhos de Ouro é uma bandida ("A loirinha nada burra") e também que a Bíblia faz muito sentido para muita gente ("Escrever Bem"). Ah, e deveria ter dito que o bullying é um horror ("Salman Rushdie brasileira"). Mas isso é óbvio e achei que eu não precisasse chover no molhado. Mas me disseram que chover no molhado esclarece a mente das pessoas ansiosas por ocuparem uma posicão dentro da polêmica. Não prometo insistir no óbvio nos próximos posts polêmicos, só digo que consigo, sim, ver algumas coisas num ângulo maior do que aquele que descrevo aqui. 

  • No post da Cachinhos de Ouro eu falei o meu primeiro palavrão no blog: porra. Levei uma bronca da minha mãe. Ela ainda me dé broncas por causa disso!!!! Tirei o palavreado de baixo calão e troquei por "poxa vida". Peço desculpas se ofendi alguém além da minha mãe, é claro.

  • No post "O tempo das raízes" eu deveria ter terminado com esta foto abaixo. Aliás, este foi o post que mais me impressionou pelas fotos incríveis que encontrei. Ah, e ele foi escrito naquela letra horrorosa porque eu estive sem conexão para a net por muitas horas então tive que fazer o texto no bom e velho Word.
  • No post "Minhas 3 Graças" a frase da Carolina Dieckmann não é dela. Quem falou aquilo, na verdade, foi Luana Piovani. Ah.....que pena! Carolina não disse nada que mereça incluí-la no meu seleto grupo de musas, mas deixemos ela lá e vamos esperar que ela me processe. Ela costuma ser especialista nisso.
  • Os  posts "Ironic" e "Thank you" são tolos, mas foram feitos para duas ocasiões bem especiais. Vale dizer que aquilo nada mais era do que músicas da Alanis Morissette acrescentadas de algumas modificações minhas, que acabou resultando em algo tosco e, por quê não dizer, bem ruim. Não sou fã de Alanis, mas isso não significa que eu poderia ter destruído sua obra daquele jeito. Mas é que naquele momento fizeram muito sentido para mim, e é isso que importa, hehe.

  • O post "Um anjo em minha vida... again!" eu me esqueci de contar uma história importantíssima. Três amigos meus, queridos e fofos, certa vez abriram uma lata nova de Ovomaltine (naquela época havia uma embalagem decente!) e tiveram a brilhante idéia de jogar uma pacote de orégano lá dentro, tomando o cuidado de mexer bastate para misturar bem. A lata era minha. Sim o orégano ficou boiando no leite. Sim, o leite ficou com cheiro de pizza. Sim, tive que jogar o produto caro inteirinho no lixo. Mas não, eu não fiquei brava porque eles são tããããão engraçados!!!! Um deles me lembrou desta história. Como foi que eu pude esquecê-la?

terça-feira, 5 de abril de 2011

Nenhuma mercadora fora de Veneza

Uma vez fui a Veneza.
Era minha primeira vez na cidade.

Cheguei no fim de uma manhã e tinha um dia e meio para conhecer a pequena região surreal e suas mil atrações.
Depois do almoço fizemos o que deu vontade: passseamos pela cidade sem rumo, apenas atravessando pontes e nos deliciando com a cidade mágica e linda.
Na manhã seguinte, museu, e depois do almoço eu disse:

-Vou para o hotel dormir.
-Hã???? Você está em Veneza! Hello!!!
-Sei disso, mas preciso dormir, estou cansada.


E dormi a tarde inteira. Só acordei de noite. Fui jantar e voltei para a cama.
Muitos sonhos, sonhos intensos, desses que a gente acorda cansada, faz xixi e precisa voltar para enfrentar outros sonhos.
E o que pareceu um desperdício (quem passa o dia dormindo em Veneza?) era, na verdade, um estado de exaustão diante de tanta história, tanta informação, tanta novidade porque já tinha vindo de Roma, Pisa, Toscana, Firenze.
Meu senso estético transbordou com o excesso de beleza e eu precisava fechar os olhos para recuperar minha paz.

E isso aconteceu comigo ontem na minha arrumação de ontem.
Sem tanta beleza, infelizmente, se bem que a água já bate no meu portão e barquinhos estacionam em frente de casa.
Fiquei exausta, não apenas pelo trabalho braçal, mas pelo excesso de estímulos e objetos contendo histórias e afetos, bons e maus. Cada gaveta aberta era uma tumba ressucitando mortos que, no final do dia, começaram a me assombrar.
Por isso, nada de "garage sale". Não conseguiria transformar o passado em mercadoria.
Fiz umas três viagens de carro depositando tudo em instituições espalhadas pela minha mini cidade. A vantagem de morarmos num país miserável é que existem pessoas necessitadas em todas as esquinas.
Olhar mais uma vez para tudo aquilo seria pesado demais.
Precisei me libertar do peso e, em poucos minutos, foi o que aconteceu.

Foram 300 quilos de desapego. De história pessoal. De objetos familiares.
E tudo foi feito de forma tão rápida que agora eu olho para a minha casa vazia e digo: nem doeu!
Não doeu, mas sobrou o cansaço.
E meus sonhos foram igualmente intensoso e simbólicos.
Finito.
Wake up, little Claudia, wake up.


"I spent a lot of my time looking at the blue.
No wonder that I blue it!"
(Kate Bush, a diva)
Por favor, não reparem no vídeo feio e tosco, mas Kate é assim: tãão década de 80
A segunda opção era bem pior...

Symphony In Blue

I spent a lot of my time looking at blue,
The colour of my room and my mood:
Blue on the walls, blue out of my mouth;
The sort of blue between clouds, when the sun comes out,
The sort of blue in those eyes you get hung up about.
When that feeling of meaninglessness sets in,
Go blowing my mind on God:
The light in the dark, with the neon arms,
The meek He seeks, the beast He calms,
The head of the good soul department.
I see myself suddenly
On the piano, as a melody.
My terrible fear of dying
No longer plays with me,
for now I know that I'm needed
For the symphony.
I associate love with red,
The colour of my heart when she's dead;
Red in my mind when the jealousy flies,
Red in my eyes from emotional ties,
Manipulation, the danger signs.

The more I think about sex, the better it gets.
Here we have a purpose in life:
Good for the blood circulation,
Good for releasing the tension,
The root of our reincarnations.

I see myself suddenly
On the piano, as a melody.
My terrible fear of dying
No longer plays with me,
for now I know that I'm needed
For the symphony.
I spent a lot of my time looking at blue
No wonder that I blue it!

Symphony In Blue (tradução)

Passei muito do meu tempo a olhar para azul,
a cor do meu quarto e do meu humor.
Azul nas paredes, azul da minha boca para fora.
Aquela espécie de azul entre as nuvens quando o sol aparece,
aquela espécie de azul daqueles olhos que você fica perdido de amores.
Quando aquele sentimento de futilidade se instala
 Tenho vontade de pedir a Deus para explodir a minha cabeça.
A luz no escuro, como os braços neon
A calma que Ele procura, o monstro que Ele acalma
O líder do departamento das boas almas.
Eu me vejo, repentinamente
no piano, como uma melodia
O medo terrível de morrer
Nunca mais eu vou ter
Por que agora eu sei que sou preciosa
Para a sinfonia
Eu associo amor com vermelho
A cor do meu coração quando ela está morta;
Vermelho na minha cabeça quando o ciúme ataca
Vermelho nos meus olhos de laços emocionais
Manipulação, os sinais do perigo
Quanto mais eu penso sobre sexo, melhor ele fica!
Aqui temos uma razão para a vida:
Bom para a circulação do sangue,
Bom para aliviar a tensão,
É também ele a raiz da nossa reencarnação.
Eu me vejo, repentinamente
no piano, como uma melodia
O medo terrível de morrer
Nunca mais eu vou ter
Por que agora eu sei que sou preciosa
Para a sinfonia
Passei muito do meu tempo a olhar para azul,
Não admira que tenha acabado com isso!


segunda-feira, 4 de abril de 2011

Uma semana sem post, só na arrumação

Canal: Discovery Home and Health
Programa: Cada Coisa em Seu Lugar
Nesta série, uma família sufocada em meio à bagunça, desordem e aglomeração de móveis, recebe a visita da atriz Niecy Nash e sua equipe. Decide-se então que há muito a eliminar e uma das mais práticas saídas para isso é o clássico "garage sale" - popular método que os norte-americanos utilizam para se desfazer de todos os tipos de objetos, colocando-os a venda na porta de casa. O dinheiro arrecadado com a venda é usado na tão esperada reforma e reorganização do lar, com resultados surpreendentes.


Como o caminhão do programa não apareceu na porta da minha casa, vou ter que fazer o trabalho sozinha.
Por quê ninguém me denunciou?
Por quê milhares de cartas não chegaram na mão da esfusiante Niecy com seu apito e suas regras rígidas? Sacanagem.
Vou ter que superar o pecado da procrastinação (arte de empurrar as coisas com a barriga) sozinha.

Ontem, numa longa viagem de carro, pensei mil assuntos para tratar aqui no blog, mas devo me dedicar esta semana a arrumar minha casa.
É uma questão de vida ou morte.
E meu desafio vai ser me livrar de 40% dos objetos que tenho dentro de casa. Será que consigo? Cada gaveta, cada armário, vai ter que ser esvaziado pela metade.
Feng Shui, Budha e São Francisco de Assis terão orgulho de mim.
No final minha casa só vai comportar o essencial.

"Eu guardo o necessário, somento o necessário,
liquidificador quebrado é demais!!!!"


Estive viajando por 10 dias (alguém percebeu os posts falhados? pois foi por isso!) e ontem quando cheguei em casa tive vontade de entrar no carro e voltar. Nunca tinha percebido a enorme bagunça que existe aqui dentro e só com um distanciamento suficientemente grande conseguimos olhar para o nosso lar com outros olhos, olhos de estrangeiros.

E eu não gostei do que vi.
Prá quê preciso de 3 sopeiras? Por quê guardo hashis do China in Box???
E os remédios vencidos? E os 8 travesseiros velhos? E como conviver com 5 edredons dentro de um mesmo armário??
E as coisas que compramos e nunca usamos? Shampoo que não deu certo no seu cabelo, calcinha que você só comprou para satisfazer a sua amiga sacoleira, produtos de limpeza que sua faxineira não usou, batom de uma cor que não combina com sua pele.
Se formos contabilizar dá milhares de reais, e essa é uma conta que eu prefiro nunca fazer!

A regra do programa é assim. Estende-se 3 lonas no chão do quintal. Sobre uma os donos da casa colocam as coisas para se jogar no lixo, sobre a outra colocam as coisas para se vender na "Garage Sale" e na terceira lona depositam só o que é essencial para ficar na casa. E o mais interesante: tudo deve ser feito em poucas horas porque o olhar excessivo sobre os objetos confunde e prejudica a ação de libertação. Tem horas que não podemos pensar muito, e a hora de jogar coisas fora é uma delas.

Depois de tudo separado, os donos da casa devem ir à lona das coisas para se guardar e diminuir ainda boa parte dela. Eles tem 15 minutos para isso.

Depois tudo volta para o lugar certo. Organizados, catalogados e dentro de novos armários que a equipe de marceneiros do programa faz para os objetos que realmente estão sem lugar.

As coisas são vendidas na venda de garagem e o dinheiro arrecadado é usado para comprar coisas novas.
Uma casa linda, arejada e sustentável!!!

Preciso de uma equipe, mas vou tentar achar alguém para me ajudar.
E peço a ajuda de vocês para me suportarem nesta semana relatando o andamento do meu processo.
Tem gente que só emagrace se fica dando satisfação da dieta feita e do peso perdido na net.
Tem gente que precisa se comprometer e contar todos dos dias para alguém que ficou abstêmio por mais um dia.
Eu decidi que só vou conseguir fazer isso se puder dar satisfações para alguém, e vocês foram minhas vítimas, haha.

Está lançado o desafio da semana.
Tenho poucos dias para arrumar uma casa de 4 quartos.
Vou tentar seguir o passo-a-passo do programa.
Vamos ver no que dá.

domingo, 3 de abril de 2011

Um anjo na minha vida... again!!

Houve uma época da minha vida onde as vacas estavam magras. Bem magras.
E diante daquele gado anoréxico tive que cortar os pequenos luxos da vida que, apesar de dispensáveis, são tão vitais que parece vamos morrer quando ficamos sem eles: assinatura do jornal, TV a cabo, cinema toda semana, café da manhã no Fran`s... mimos da cidade grande.

Foi um luto.
Peço agora um minuto de silêncio pelos falecidos cafés da manhã no Fran`s Café, sempre com o jornal fresquinho do lado.
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Triste mesmo.

Mas o pior foi ir ao Pão de Açúcar e decidir que já era hora de cortar também alguns alimentos da minha cesta básica.
E o Ovomaltine foi a primeira vítima.

Ovomaltine sabe se vender. Custa um absurdo! Caro demais!! E acha que pode se dar ao luxo de vir sem uma embalagem decente.
Além de tudo tem um nome ridículo. E o povo ainda tem o trabalho de escrever no saco, em letras minúsculas: "Não contém ovo".

Na América Latina e Espanha o Mutsibishi Pajero tem outro nome porque lá "pajero" quer dizer punheta. Então em alguns países o carro se chama Montero. Pena, ia ser bem legal os latinos acordarem todos os dias e terem que colocar a mão numa "punheta" para irem ao trabalho, ao supermercado.
"Amor, você vai no cabeleireiro? Então pegue aqui o meu pajero!"
"Tá bom, eu te empresto o meu Honda, mas só se você me ensinar a usar o seu pajero."
Linha de montagem do Mitsubishi Pajero, no Japão


Hahaha, ia ser um carro lúdico e prazeiroso.
Mas a fábrica achou demais, então mudaram o nome do carro para se adaptar ao mercado.

Bom, só falo tudo isso porque não custaria nada o Ovomaltine mudar o nome aqui no Brasil.
Não contém ovo? Então muda de nome, poxa vida!

Mas não, o produto tem uma auta-estima tão alta que não concordaria nunca em mudar sua identidade só para ser melhor compreendido.
E também não custava nada o Ovomaltine vir em um... pote!!! Com tampa! Como TODOS os achocolatados que compramos.

E não existe razão ecológica nenhuma para a falta de embalagem, porque o saco deles é igualmente poluente e nem dá para ser reaproveitado. E se houvesse mesmo uma razão ecológica para a falta de pote, eles não perderiam a chance de divulgar, como a Natura fez com suas embalagens de refil.
Qualque passo rumo à sustentablididade ganha muitos dólares para a divulgação publicitária. Ovomaltine não fez isso.
Aliás, Ovomaltine não faz publicidade nenhuma!
Ovomaltine acha que não precisa de uma coisa banal como uma embalagem com tampa e faz questão absoluta de deixar os consumidores profundamente irritados com o produto umedecendo e melando o saco laminado depois de poucos dias após aberto.
E para tentar nos consolar, inventaram um adesivo que não lacra e não serve para nada.

Por isso, acho que o Ovomaltine tem muito o que nos ensinar.
E lá vai seus 10 mandamentos:

  1. Não mude sua identidade para agradar os outros.
  2. Não tenha vergonha dos seus aspectos ridículos.
  3. Não se preocupe com sua aparência.
  4. Cuide do seu conteúdo e mantenha a qualidade da sua essência.
  5. Coloque seu preço lá em cima. Supervalorize-se e não não se venda barato. 
  6. Não se dê ao trabalho de explicar porque você é tão valioso. Mantenha o mistério.
  7. Não se preocupe com as tendências da modernidade: mulheres siliconadas, homens depilados, cabelos esticados... tudo bobagem!
  8. Não faça campanhas publicitárias de você mesmo. Aposte na propaganda boca-a-boca porque, um dia, alguém vai acabar sabendo que você tem qualidades.
  9. Coloque seus defeitos em letras miúdas: "Não contém bunda." "Não contém habilidades com o pajero"
  10. Invente um lacre para você se preservar e fingir que é alguém recatado. Mas saiba que seu lacre não precisa necessariamente funcionar.

E o final da minha triste história foi mágico, prá variar. (para quem não leu, aqui está o link: Havia um anjo no meio do caminho)
Me sinto o Forrest Gump dizendo entediado: "Aí eu conheci um presidente dos EUA..again!! Fui homenageado...again!! Ganhei muito dinheiro... again!!"
Hahaha. Sou o Forrest Gump!
Diante de uma tragédia pessoal eu fui abençoada... again!! Conheci um anjo... again!! Minha vida melhorou... again!!

E desta vez foi assim:
Estava me sentindo tão sozinha, mas TÃO sozinha que naquele dia chamei crianças de 4 anos para brincarem comigo a tarde inteira de chá de bonecas. De noite meu apartamento estava uma bagunça quando a campainha tocou.
Na porta apareceu alguém que eu não conheço dizendo:
-O que você precisa?
-Hum... preciso de companhia, alguém para ver Seinfeld comigo no fim da tarde e Ovomaltine.
-Ok, eu te dou toda a companhia que você quiser, irrestrita e incondiocional. Eu não conheço Seinfeld, mas prometo assitir com você todos os dias, e eu te compro um saco de Ovomaltine sempre que você precisar. Pode ser?

E foi assim que surgiu na minha vida o meu "Personal Ovomaltine Buyer", no meio da miséria financeira e existencial que eu me encontrava.
Não estou brincando, esta história é real.
Um milagre.
E por isso pago promessa para o Ovomaltine, divulgando aqui hoje o achocolatado crocante e catequisando o mundo com os 10 mandamentos do Ovomaltine que mudaram minha vida.
Amém.