Você quer ter um filho educado? Com vocabulário rico, noções de cidadania, compreensão ecológica e que respeita valores como amizade, honestidade, lealdade e respeito às diferenças ???? E que, de lambuja, ainda ganhe noções rítmicas de salsa, tango, conheça os intrumentos musicais, saiba algo de inglês e bastante sobre conhecimentos gerais?
Seus problemas acabaram!
Sua resposta está aqui:
Falo sério.
Toda família deveria ganhar uma assinatura de Discovery Kids assim que o filho completa 1 ano de idade.
O mundo certamente seria melhor.
Não estou exagerando não, nada é melhor do que o cachorrinho Doki para educar uma criança até os 5 anos de idade. Depois disso eles já têm o pepino suficientemente torcido para encarar desenhos violentos, sarcásticos, sexistas e alucinantes do Cartoon Network. Já serão boas crianças e, portanto, podem curtir uma adrenalina com uma dose de erotismo.
Quem fala que atualmente os desenhos não são tão legais como eram antigamente nunca viu Discorery Kids. Claro que não devemos encarar a programação do canal como entretenimento, porque é claro que uma Corrida Maluca é mais legal que Peixonauta.
Mas eu encaro o canal como uma escola digital. Um "Telecurso Mini-Grau". -Quer faltar na escola hoje? Ok, mas tem que ficar a manhã inteira assistindo Discovery Kids!
Hahahaha!
E quem diz que Backyardigans é péssimo (li isso outro dia no Facebook, absurdo!!!) é porque nunca se deliciou com o quinteto dançando sincronizado diversos ritmos.
Mas há exceções.
Barney é exageradamente animado e fica o tempo todo dando lição de moral. E a fala dele é babaca demais. Não consigo assitir a um episódio inteiro. Ainda mais agora que eu fiquei sabendo que a Baby Bop mudou o nome para... Jéssica.
"-Riroca? Minha mãe estava realmente sem pecado e sem juízo quando teve essa idéia maluca. Vou mudar meu nome agora! Deixa eu ver: Juliana, Patrícia... ah, já sei: Sarah Sheeva! Finalmente vou ter um nome normal. Ah, e para compensar as maluquices dela, eu vou parar de fazer sexo também. "
PS: Estão rebatizando o mundo e eu não estou gostando nada disso. Nossa querida Sininho virou Tinkerbell. Riroca já tinha virado Sarah Sheeva. Bah...
Outro péssimo é lazy Town. Aliás, é o único que tem o manjado modelo maniqueísta: herói X vilão. Muitas crianças tem medo do Robbie Rotten e com razão. Já me peguei mil vezes desligando a TV porque meus filhos estavam assutados. O desenho joga muito diretamente com as mensagens de alimentação saudável e exercícios físicos. Passam a idéia de maneira dogmárica e repetitiva. As músicas são chatas e o cenário exagerado.
Mas o resto é bem legal.
A grande maioria deles coloca um dilema e mostra às crianças o caminho para a resolução dos problemas:
1- Diagosticar o problema
2- Criar hipóteses através do pensamento e da observação.
3- Pensar em estratégias para a resolver o desafio.
4- Colocá-las em prática usando o raciocínio.
5- Ir eliminando as possibilidades e aprimorando o método de resolução.
6- Ter persistência para não desistir.
7- Pedir ajuda para as pessoas certas.
Qual a escola que faz isso pelo meu filho?
Nenhuma.
As escolas usam o pensamento como castigo (vide post: "Alunos Cadeirantes") e não estão interessadas no passo-a-passo da construção de um conhecimento.
Pinky Dinky Doo, seu irmãozinho Tyler e o porquinho da índia (bem contente, rsrs) deveriam ser professores dos meus filhos.
Aí sim eu ficaria tranquila...
"Quando tenho um problema e não sei o que fazer, eu penso, penso, penso, penso, até eu resolver." (Pinky Dinky Doo)
Ando fuçando em alguns blogs. Nunca fiz isso, mas depois que inventei a moda quis conhececer outros. E descobri que tem muita gente que usa o espaço para falar da vida pessoal, tipo: "Fiquei horas no telefone, tentando convencer o meu convênio médico a liberar um exame que eu precisava para...blá, blá, blá".
Descreve detalhes do que a atendente respondeu, do que o médico pediu.
Tédio.
Aí vai a mesma coisa que eu disse sobre as redes sociais (post: "Como ser legal no Facebook"). Quem disse que a sua vida é diferente da vida dos outros? Quem nunca teve problemas com convênios médicos? Quem nunca teve problemas com entrega de produtos comprados na net? Todos nós, né? E por quê, então, um pobre coitado precisa ler detalhes da situação vivida por um blogueiro?
Para não ser ególatra ao tentar socializar um assunto pessoal, seja pelo menos criativo. Como o cara que teve a guitarra quebrada pela United Airlines. Ele reclama com estilo e um refrão bonitinho que está há mais de um ano grudado no meu cérebro.
Se você não tem talento e nem amigos que topem pagar um mico desses, então eu tenho uma dica: Procon.
E as mães que tem um blog só para contar detalhes dos filhos? Tããããão chato! Quem, além das avós, se interessa por uma coisa daquelas? E será que as crianças, depois de adultos, perdoarão os pais por exporem suas mini vidas daquele jeito?
Aqui no blog eu cito situações mundanas que aconteceram comigo, sim, mas é só para dar impulso para entrar num assunto geral. E tomo o máximo de cuidado para não expôr ninguém e nem idolatrar meus filhos. Que, sim, são fofos e espertos, mas não precisam de confete.
Bom, falo tudo isso porque estava inundada de assuntos pessoais nos últimos dias. Sobrecarregada de coisas minhas e de mais ninguém. Portanto, não havia jeito de escrever num blog. Eu poderia escrever num diário, mas também estava sem paciência para isso.
E acho ótimo poder poupar o mundo dos meus assuntos pessoais.
Essa coisa de redes sociais, reality show, paparazzi, culto às celebridades faz com que nossa vidinha particular seja assunto para divagações coletivas.
Ficamos expostos num gigantesco aquário. E os assuntos realmente coletivos ficam em segundo plano, abandonados no meio das preocupações mundanas: "Carolina Dieckmann é flagrada tomando sorvete com o filho." Flagrada???? Achava que flagra fosse coisa proibida do tipo: beijando um colega de elenco, cheirando cocaina no Leblon, tirando meleca do nariz... "Maitê Proença vai à India se preparar espiritualmente para um grande amor."
Bah....
E nas redes sociais então? Uma mulher adulta, acorda, vai para o net e escreve: "Acordei malzinha." Prá que tanto diminutivo, meu Deus? E ainda coloca no fim aquelas carinhas que eu odeio!!!
Tipo: :ó(
Aí todo mundo enche a mensagem de comentários: "O que foi????????"; "Tadinha..."; "Se precisar de mim estou aqui."... ai que cansativo!
Bom, resumindo, não faz meu estilo.
Portanto este espaço não é para contar notícias minhas e nem para descrever detalhes de histórias cansativas.
Por isso ele estava interrompido.
Mas agora..... we`re back!
Minha avó morreu há 9 anos. Deixou saudade e o seu cheiro delicioso em vários lugares.
Esta semana abri um livro dela para ler e o cheiro estava lá.
"Porque meu coração dispara
quando tem o seu cheiro dentro de um livro." (Calcanhoto)
Eu sei, eu sei, já fiz essa citação aqui antes, mas não tinha como não repetí-la.
Incrível como as folhas de papel guardam a essência das pessoas que folhearam. Bom demais saber que as mãos dela viraram cada uma daquelas páginas, tocaram a capa lustrosa dezenas de vezes.
E dentro do livro da minha avó, além do cheiro, havia... papéis de Sonho de Valsa!! Não o laminado prateado. O cefolafe cor-de-rosa.
Alisados e cuidadosamente embalsamados pelas páginas do livro. E os casais estiveram dançando lá dentro por anos sem que ninguém notasse suas existências.
Fiquei me perguntando por qual razão minha avó guardou pedaços tão mundanos de plástico. Coisa banal, que jogamos no lixo sem pestanejar.
Mas ela decidiu quardá-los para a eternidade... por quê?
Será que o bombom lhe foi dado por um cortejador romântico?
Será que o casal dançando a fazia lembrar de bailes inesquecíveis?
A verdade é que minha avó era uma sábia.
Ontem comprei um saco de Sonho de Valsa e, adivinha?
O plastico cor-de-rosa não existe mais. Sumiu!
No seu lugar existe agora um laminado rosa lacrando o chocolate à vácuo para que ele se mantenha crocante por mais tempo. O bombom agora não é preso apenas pela torção do papel (como uma bala). Ele é embalado num saco e, depois, torcido apenas para manter o aspecto tradicional do Sonho de Valsa.
"Pink - it was love at first sight And Pink when I turn out the light Pink gets me high as a kite And I think everything is going to be all right" (Steven Tyler gostando de ser gay)
Triste.
As crianças nunca mais terão a chance de colocarem o celofane na frente dos olhos para poder enxergar o mundo em cor-de-rosa.
Nunca mais poderemos esticar o plastico e soprá-lo forte, fazendo um assobio agudo e alto.
Os casais dançando ainda estão lá. O aspecto geral ainda é rosa e brilhante e o bombom continua com o mesmo gosto (agora mais crocante!!), mas o plástico não existe mais.
Coisa boba, imperceptível, mas que abala nossa história pessoal e afeta nosso apego às tradições.
Um dia li uma crônica (de alguém que não me lembro) contando que tinha ouvido um boato de que o sabonete "Phebo" sairia do mercado. O cara entrou em pânico. Correu no supermercado e comprou todo o estoque para garantir munição no caso de uma hecatombe nos produtos de higiene pessoal. O alarme era falso, mas o desespero de perder o sabonete com cheiro de história despertou no cronista um apego desmedido pelas coisinhas banais.
A mesma coisa com o plastiquinho quadrado do Sonho de Valsa.
O bombom nem é assim tão gostoso e os papéis celofanes cor-de rosa existem nas papelarias aos montes, por 0,25 centavos a folha. Podemos continuar a ver o mundo cor-de-rosa pagando muito pouco por isso.
Nada foi realmente perdido.
Apenas a tradição.
Já não bastasse a morte da minha avó (muito, muito amada), ainda temos que perder pequenas e grandes coisas no nosso dia-a-dia.
Nossa árvore genealógica perdeu folhas e galhos.
Ainda bem que existem produtos que sabem deste nosso apego às bobagens e ressucitaram embalagens antigas.
Tenho no meu armário uma lata de Aveia Quaker (maravilhosa) imitanto as antigas. Comprei porque não resisti, tamanha a beleza do rótulo vintage. Comprei também toda a linha de embalagens comemorativas do Nescau (não são lindas?) e, ano passado, adquiri muitas latas de Leite Moça com a logomarca antiga.
Mas a embalagem do Sonho de Valsa não vai voltar nunca mais.
A tecnologia agora é outra.
Sorte que minha avó era uma visionária e me deixou de herança pedacinhos de plástico estampado com casais dançando.
Historinha Ilustrativa Meu filho, aos 4 anos, olhando para a represa perguntou: -Mamãe, o que é balsa? Achei a pergunta estranhíssima, afinal ele anda de balsa todas as semanas. Moramos numa cidade que é praticamente uma ilha e a as balsas fazem parte da nossa rotina. Falei para ele da estranheza da pergunta dele e ele explicou. -Eu sei o que é balsa, mamãe. Mas queria entender o que é um "Sonho de Balsa".
Tadinho. Tenho dó das crianças que gastam suas preciosas sinapses tentando achar explicação para coisas surreais.
-Não é balsa, meu filho. É valsa. E eu também não sei o que é um sonho de valsa. Existem coisas que nem os adultos entendem, acredita?
Uma conhecida veio com essa idéia semana passada. Achei a teoria tão interessante que continuei pensando nela até hoje.
Ok, vamos lá.
Minha amiga tem TPMs fortíssimas. O marido, a empregada e seus funcionários sofrem na mão dela durante 10 dias. Todos os meses. Ela tem 31 anos, é casada mas não tem filhos.
Semana passada me falou, em tom de desabafo: -Ai, achoque meu corpo está bravo comigo. -Como assim? -Acho que todo mês meu útero fica bravo porque eu não estou grávida e se vinga de mim me deixando triste, irritada e em maus lençóis com as pessoas com quem eu convivo.
Uau! Adorei esta imagem. O útero, fulo da vida, gritando 10 dias seguidos:
"Eu não aguento mais essa vida inútil! Minha auto-estima está péssima. O coração trabalha prá caramba, súper eficiente e workaholic. O cérebro, se pára, os povo já declara a morte. Até a ridícula da vesícula provoca um problema danado se arranja uma pedrinha. E eu? Fico o mês inteiro arrumando o salão, deixando tudo em ordem para receber visita e... todo mês me dão o bolo!!! Sacanagem! Tenho que jogar tudo no lixo. A comida, a decoração... Agora deram para enfiar um DIU em mim que me deixa 5 anos (eu disse CINCO!!!!!) sem fazer absolutamente nada! Vocês pensam que é fácil? Com o intestino aqui ao lado me cutucando, a bexiga me amassando e eu... só à toa?? Impedida de trabalhar? Me colocam "na geladeira" e acham que eu vou ficar quieto?? Que nada. Vou transformar a vida desse povo num inferno. Vou amaldiçoar o marido por não deixá-la procriar. Vou detonar o povo do trabalho por não deixá-la ficar em casa tendo filhos. E vou irritar a bendita até ela implorar para ter criancinhas catarrentas pulando no seu sofá.
Quero crescer e ficar do tamanho de uma melancia. Quero pezinhos me dando chutes. Quero esmagar o intestino e a bexiga para me vingar por todos estes anos sofrendo na mão deles. Eu sou o simbolo da vida. Sou badalado e famoso. Mas só me dão atenção quando trabalho, e os tontos não me deixam trabalhar... caraca. Deixa eu ocitocinizar a galera. Prolactinizar essa mulherada."
Não é interessante esta idéia de achar que o corpo fala realmente?
Se todas as mulheres do mundo procriassem ininterruptamente não haveria TPM. O mundo talvez seria mais doce e os casamentos mais pacíficos.
Mas insitem para que os filhos sejam adiados o máximo possível e aí a irritação do útero toma proporções descabidas. Prá piorar inventaram de superpopulacionar o mundo e deixam os pobrezinhos cada ano mais à toa.
Que coisa, né?
Será que depois dos filhos nascidos a TPM diminui?
Eu não posso responder esta pergunta já que nunca sofri monstruosamente deste mal. Mas vou investigar e continuar a minha pesquisa maluca.
Um dia um aluninho meu (3 anos) me contou que se lembrava de quando vivia na barriga da mãe. Eu, toda interessada, perguntei: "E como é que era lá dentro?". Ele parou, olhou para o lado, e falou bem sério: -Tinha cheiro de cocô.
E não é o moleque me mostrou algo que eu nunca tinha pensado? Capaz de ter mesmo.
Pobre útero...
Nas borracharias do mundo todo existem, nas paredes, calendário de mulher pelada.
Janeiro: Peito e bunda. Fevereiro: Peito e bunda. Março: Bunda e peito, e por aí vai.
É um clássico.
As curvas femininas combinam muito bem com motores e ferramentas. Tudo a ver.
E os "Calendários Pirelli" ficaram tão famosos que agora virou grife de modelos famosérrimas e fotógrafos ultra renomados.
Sacanagem.
Os borracheiros nem tem mais acesso à eles. Tem tiragem limitada, é caríssimo e virou artigo de colecionador.
Bom, mas acho que os borracheiros também nem iam querer mais. Ter uma modelo magricela numa foto artística na parede do estabelecimento não ia combinar muito com o gosto da população que frequenta o local.
Calendário Pirelli 2010...ai que preguiça.
Os borracheiros, mecânicos e afins preferem algo mais tradicional. Mais substancioso. Ainda bem que no mundo ainda existe uma fartura de "Gatas de Março", "Coelhinhas de Setembro" sem falar no especial: "Sisters do BBB".
Ufa...
Mas não estou preocupada com as paredes masculinas. Gostaria de saber o que ficaria melhor na parede das mulheres.
Nos salões de beleza femininos só existem... mulheres. Cabelos brilhosos pelo Photoshop, mulheres lindas, magras e muita divulgação de cosméticos.
Sem graça de tudo...
O pior é que cortamos o cabelo, gastamos muito dinheiro com os benditos produtos e NUNCA ficamos parecidas com elas. Sempre saio frustada de um salão de beleza. A cabeleireira pergunta, virando o espelhinho para eu ver minhas costas: -Gostou???
Eu olho para a moça do poster na parede e resmungo: -É, ficou bom...
Hahahah, deviam colocar fotos das nossas vizinhas, amigas e cunhadas. Gente normal. Aí saíríamos felizes da vida, nos sentindo superiores com nossas luzes californianas.
Se eu tivesse um espaço exclusivamente para receber mulheres eu teria coisas interessantes nas paredes.
Deixa eu ver... o que poderia ser?
Ah, já sei: os borracheiros nos usam para decorar seus QGs. Poderíamos homenagear a categoria também em nossas paredes.
Não, perfeitinho demais. Uma barriga tanquinho assim ia me dar vontade de fazer uma lipo.
Péssimo você ser mais barriguda que o cara. E ter mais pelos do que ele!!!
Não, Village People demais.
A verdade é uma só: quem gosta de homem pelado é gay.
Mulher não gosta dessa coisa explícita de torsos nús e abdomem definido. Não que não seja bonito (longe de mim dizer isso), mas é que os especialistas dizem que o cérebro feminino não ativa as áreas do prazer sexual com a visão de corpos nús.
Mulher sente mais prazer sexual vendo dois macacos transando do que um homem nú. Juro! Elas preferem o clima do que o corpo. Mesmo que o clima seja entre dois primatas. Tá na pesquisa dos especialistas
Hahahah, adoro falar "especialista". Dá um ar de sabichona. E nem preciso citar as fontes porque, né, se o especialista disse ninguém deveria contestar...
Bom, mas voltando ao assunto: olhar um corpo nú e ter desejo é um privilégio masculino.
Pena. Ia ser bem mais fácil para nós.
Infelizmente mulher precisa de muito mais. E prá piorar precisa de uma mistura fina e bem elaborada de várias coisas.
Meu calendário seria assim:
Janeiro: Gestos. Principlamente os gestos. Um jeito interessante de virar a cabeça, uma maneira própria de mexer no nariz, um jeito de chacoalhar o cabelo, uma mania de segurar o sorriso para não dar bandeira... isso é sexy. Fevereiro: Cheiro. Cheiro de pele, não de perfume. Cheiro de testosterona entusiasma. Gente que não tem cheiro não tem graça. Março: Uma mão meio encardida (não precisa ser necessariamente suja), com cara de quem já fez serviço pesado que deixou vestígios sob as unhas e calos na palma das mãos. Abril: Uma maneira autoconfiante de andar, sentar e agir. Como se estivesse esnobando o mundo ao redor. Como se não percebesse uma mulher bonita que passa ao lado. Homem que olha bunda quando passamos demonstra necessidade, e isso é desanimador. Maio: Barba por fazer, como se a vaidade fosse algo desconhecido para ele. Cabelo meio sem corte, calça velha. Sapato sujo. Abaixo os metrossexuais! Junho: Voz masculina é importante. Uma fala moncórdia e fingindo tédio quando fala coisas atraentes, como se estivesse falando a coisa mais banal do mundo. Odeio homem que sussurra tentando ser galã. Julho: No frio o importante é uma pele quente. Homem com pé frio, mãos geladas, não esquenta. Agosto: Não pode ser drogado e nem alcoólatra, mas um pouco de transgressão dá um charme. Uma cervejinha depois do futebol, um cigarrinho (já disse isso? disse.), uma cachacinha do fim da tarde. É fofo. Homem natureba, que não bebe, não come porcaria, coloca a saúde em primeiro lugar, não dá. Setembro: Seriedade, por favor. Não pode ser muito engraçado nem palhaço. Caras divertidinhos não tem sex apeal. Outubro: Mas tem que ser inteligente. Não necessariamente culto. Homem inteligente é bom demais, mesmo que ele não saiba lá muita coisa do mundo. Pode entender só de boi, de motor, de ginástica, de barco. Tá valendo. Novembro: Tem que ter um certo grau de agressividade. Tipo, desligar o telefone na cara se você começa a dar chilique de ciúmes, ficar bravo se damos o bolo num encontro, se irritar com TPM. Homens tolerantes e compreensivos não tem atrativos. Dezembro: Por fim...tem que dançar. Não música de boate, funk, rock... nada disso. Dançar colado, ter ginga e pegada. Saber os mistérios da arte de conduzir uma dama . (este último ítem é praticamente um presente de Papai Noel!!!)
Será que é querer demais? Acho que não.
É fácil, tranquilo!
Mas ó, tem que ter tudo junto todos os meses, entenderam?
De preferência todos os dias.
Senão...
. "Na manhã seguinte, não conte até vinte: te afasta de mim.
Pois já não vales nada, és página virada.
Descartada do meu folhetim"(Chico Buarque)
Brincadeirinha!!
Temos a enorme capacidade de amar novidades. Parceiros fora do nosso padrão tolo e raso. E os homens também não amam só peito e bunda. Hoje fiquei sabendo que mulheres inteligentes são atraentes.
Ufa... ainda bem.
Quando eu era pequenininha minha professora de natação tinha tanta pena de mim que, quando meu lábio começava a ficar roxo, ela me enrolava na toalha e me punha no colo.
-Tadinha da Claudinha.
E quando tinha competição eu ganhava medalha de ouro mesmo se chegasse por último. Porque, né...
-Tadinha da Claudinha.
Na faculdade fiz 4 anos de natação. No inverno de Ribeirão Preto a professora ficava com dó e dizia que a gente não precisava entrar na piscina. E o inverno de Ribeirão Preto é ridículo!
Um dia ela decidiu nos ensinar o nado borboleta. Eu tentava, mas não conseguia acertar o movimento. Ela então disse que eu não precisava aprender. Borboleta não era importante. -Tadinha da Claudinha que não aprende direito.
Depois fiz natação com uma mocinha maternal. Ela estava defendendo um mestrado sobre a água da piscina representar o útero. Defendia a idéia de que a fobia das pessoas de mergulharem na água ter algo a ver com traumas de nascimento. Bom, resumindo, era uma fofa. Se eu cansava ela dizia:
-Respira, Claudinha, respeite o seu ritmo. Não se force.
-Fique quietinha no útero, Claudinha.
Aí, em São Paulo, fiz aula com uma mulher bacana. Me dava um chocolate se seu conseguisse evoluir na técnica. Saia de lá feliz da vida, me sentindo um cachorrinho sendo amestrado.
-Um chocolatinho para a Claudinha que nadou Borboletinha!!
Não sei se foi pelo chocolate, mas com ela eu finalmente consegui aprender a maldita borboleta. Mas só nadava se tinha chocolate no fim da aula, hahaha.
Bom, tudo ia bem até que, quando eu tinha 26 anos, mudei de academia e apareceu o Beto na minha vida.
Rapaz ainda, mais novo do que eu, mas era um professor que levava o esporte a sério e não gostava de brincadeira.
Prá piorar me matriculei num horário que só tinha homem que treinava para competição. Só atleta. Nadadores fortes, costas largas, altos e... bom, perfeitos.
Logo na primeira aula, Beto acabou com a minha mão de dançarina de flamenco. De tanto fazer aula de dança, meu punho automaticamente girava e meus dedinhos se retorciam durante a braçada. Beto ficou bravo:
-Que viadagem é essa, Claudinha? Mão espalmada, por favor.
Um dia Beto reclamou do meu maiô:
-Aqui não é Copacabana. Arranja um maiô que não seja cavado. -Sim, Beto. Desculpa, Beto.
Quando eu parava para respirar ele gritava:
-Não pára não. Quero ver você diminuir 8 segundos, no mínimo, nesse seu Medley.
E eu voltava a nadar toda esbaforida, sentindo que ia morrer no meio da piscina.
Beto me inscrevia em travessias em mar aberto. Me punha com o maiô da academia para eu competir pelo time (eu???? justo eu?). Ficava com o cronômetro na mão e fazia tabela dos meus tempos.
Súper dedicado e sem uma gota de compaixão.
Um dia fui deixar o carro com o manobrista da academia e o rapaz do estacionamento perguntou: -Perdeu a sua aliança?
Hã???? Achei a pergunta surreal. -Não- falei sem graça - é queeu me separei... do meu marido. -Ah.- respondeu ele com cara de tédio.
Cheguei na piscina comentando o assunto. Como pode alguém que me vê 12 segundos por dia perceber que eu estou sem uma aliança? E o Beto tinha a resposta: -Claudia, todo homem que olha para uma mulher madura repara na mão esquerda dela.
Os meus colegas atletas cairam na risada:
-Beto, você A-CA-BOU de dar um fora!! Sacanagem dizer que a Claudinha é "madura". Coitada! Foi péssimo!!!
E ele, sério:
-Por quê? Falei alguma bobagem?? Por acaso ela é uma garotinha?
Não Beto, você tem razão.
Não sou mais uma garotinha. Não tenho que ser pega no colo, não tenho que ser poupada de críticas, não tenho que ficar descansando se estiver exausta e nunca mais precisarei ganhar chocolate de recompensa por meus méritos.
Sou uma mulher adulta e já estava mais do que na hora de eu ser tratada como tal. Sem frescura.
E é incrível como superar nossos limites físicos nos ajuda a superar também os psicológicos. Nuno Cobra (guru, treinador do Ayrton Senna, autor do ótimo livro: "A Semente da Vitória") estava certíssimo! Quando o nosso corpo diz que a gente é capaz a alma acredita e a coisa se torna uma verdade.
Um dia o Beto foi embora. Eu, então, saí da academia.
Perdeu a graça.
Nunca na vida niguém mais acreditou no meu potencial físico como ele.
E hoje eu entendo que precisamos de "Betos" assim na vida. A famosa função paterna que os Junguianos tanto falam. Enquanto a função materna de pega no colo se você cai e chora, a função paterna diz:
-Levanta agora! Chega de frescura.
Parece que estão te maltratando, mas no fundo, no fundo, ela te quer bem. A função paterna te diz nas entrelinhas:
-Eu confio no seu potencial. Sei que você consegue e vai dar conta do recado.
Uma delícia ter alguém que acredita nisso.
Mesmo que seja um brutamontes, sargentão, que não vê encanto nenhum no seu maiô que insiste em entrar no bumbum.
E a borboleta criou asas de verdade... sem frescura.
Esta semana eu decidi ressucitar seus ensinamentos e parar de treinar sem meta, só por um reles prazer ou para dizer aos outros que faço algum esporte.
Nada disso!!!
Voltei a exigir do meu corpo. Voltei a insistir em superar meus tempos mesmo com a piscina ultra gelada e o coração batendo dentro do cérebro.
Hahahaha, sabe quando você fica com o dedinho procurando a veia no pescoço para medir sua pulsação? Pois é. Sabemos que estamos realmente cansados quando não precisamos nos dar este trabalho. O coração bate no corpo todo e não há como perder a conta de suas batidas.
Estou há 2 dias pisando em ovos aqui no blog.
Passei este tempo todo fazendo uma argumentação pessoal (tentando fugir o máximo possível do senso comum) sobre a minha defesa do aborto legalizado. Com um posicionamento psicológico sobre a necessidade egóica de nos sentirmos desejados pelos nossas pais. Blá, blá, blá...
Ficou um post ótimo, cheio de fotos estratégicas. Nada engraçado para não banalizar o assunto, mas também nada sério demais para não torná-lo dramático.
Ao ponto.
Hoje cedo fui postar e... apaguei. De propósito.
Seria uma grande bobagem.
Aborto no Brasil segue a seguinte regra: "Quem quiser fazer (e tiver dinheiro) faz. Quem não quiser, tenha os filhos e arranja a melhor forma de amá-los e sustentá-los".
Ou melhor ainda: "Quem tiver preparo emocional para saber que deixou de conhecer um filho que poderia ter a sua cara, faz. Quem achar que vai ficar para o resto da vida sofrendo por causa disso, não faz."
Finito.
É uma questão de escolha, como tudo na vida. Talvez uma escolha bem mais difícil do que uma pizza do cardápio, mas é apenas mais uma escolha... com prós e contras.
Com drama, com lágrimas, sofrimento, mas também com alívio, liberdade e com chance de recomeço.
Mas não vale a pena ficar esmiuçando o assunto porque nunca irão legalizá-lo. Porque a cada dia tem mais evangélico adentrando os ralos da política, porque um simples manual de conscientização da homofobia já gera um escarcéu sem fim.
64% das mulheres que fazem aborto no Brasil são católicas. 25% evangélicas. E fazem mesmo assim. A religião não impede o desejo de fazer um aborto, mas determina as regras para regê-lo.
Então eu ia ocupar meu rico espacinho do blog para nada.
E além de tudo eu corria o risco de receber um monte de comentários de gente que não concorda e me intimaria para responder questões tolas do tipo: "Você não acha que a vida é sagrada?"
Todos os dias jogo no lixo sementes de frutas que poderiam virar lindas árvores. Meu sogro não. Meu sogro acha que a vida é sagrada. Quando vem nos visitar joga tudo no quintal para dar chance à natureza.
Por causa dele, no meu canteiro de flores existem hoje 18 mangueiras que já atingiram dois palmos de altura.
Não desejo 18 mangueiras aqui em casa. Vão me atrapalhar.
Não sei o que fazer com as minhas mangueiras.
Meu sogro e meu avô são terroristas verdes.
Plantam árvores em todo lugar e prejudicam a vida do povo.
Bom, todos os dias casais que participam de programas de inseminação artificial fertilizam dezenas de embriões. Eles não querem todos. Eles não desejam 14 filhos na casa deles. Vão atrapalhá-los.
Não sabem o que fazer com os seus embriões.
Ninguém pode jogá-los no lixo. Ninguém pode doá-los para pesquisas. Então eles ficam lá, gastando a energia elétrica do freezer.
A ética não acompanha a evolução dos dilemas da medicina.
Isso é óbvio.
Mas o problema é que os pacientes com doenças neuro-degenerativas não podem esperar a ética liberar os benefícios da célula tronco embrionárias. Não podemos fazer um aborto, mas devemos assistir nossos filhos padecerem de mielopatias tristes, cada dia perdendo um movimento até a morte precoce.
As pesquisas não podem esperar. Tem muita coisa bacana sendo descoberta e precisando ser colocada em prática.
Da mesma forma, a legalização do aborto não pode esperar. Não podemos continuar aumentando a população com crianças muitas vezes não desejadas, não amadas e não cuidadas. Sou a favor do aborto justamente por gostar demais das crianças e querer o melhor para elas. Nascer sem ser desejado aumenta em muito o sofrimento psíquico mundial. E aumenta também os gastos públicos com creches período integral, instituições para crianças abandonadas e com presídios para delinquentes que podiam ser evitados (ui... peguei pesado!).
Ok: 7 em cada 10 presos brasileiros não tem o nome do pai na certidão de nascimento. Concluam vocês a moral da história.
Bom, como diria Cazuza: "O tempo não pára". A vida tem urgência e os acordos nas comissões de ética são demasiadamente democráticos. Cheios de vozes, na maioria das vezes em sentidos contrários.
Mas dane-se a polêmica do aborto!!! Dane-se os ovos!!!
O aborto legalizado não precisa da minha ajuda porque já deu um jeito de fazer "justiça com as próprias mãos". Fazemos vista grossa às clinicas de aborto porque, no fundo no fundo, sabemos que elas são necessárias.
Mas os doentes que precisam de pesquisa não podem roubar os embriões congelados e fazer pesquisa com as próprias mãos.
Ou seja: Quem precisa do aborto consegue se virar, mas quem precisa de pesquisa médica envolvendo temas polêmicos, não consegue.
Quando me disseram que eu tinha esclerose múltipla contaram que o remédio que eu tomaria poderia retardar a evolução drástica da doença por 20 anos (sim, porque a doença evolui mesmo com medicação). -E depois? - eu perguntei -Depois já vai haver células tronco que darão conta do recado. Não se preocupe.
Duvido.
A religião acha que pode interferir no meu futuro. Justo eu, que nem acredito nela!!!!!
BEEEM mais fácil fazer um aborto.
E, por isso, meu post foi para o lixo. Era desnecessário.
E quer saber? Que hipocrisia a minha achar que podemos matar embriões, entretanto, todos deviam se preocupar com a qualidade da minha vida ou dos garotinhos com síndrome de Duchenne.
O que tem a minha vida de tão especial? Só porque foi desejada pelo meu pai e a minha mãe? Só porque eu, depois de adulta, continuo desejando-a?
E desde quando o desejo comanda o mundo? Viramos hedonistas agora???
Bobagem!!!!
Dane-se os ovos, dane-se os óvulos, dane-se as pesquisas. Se a medicina curar a todos, do que vamos morrer afinal?
Hoje foi o meu dia: "cansei de ser divertida".
Hahahah, prometo melhorar no próximo.
Deixo agora a palavra ao meu amigo Obama, que é um pouco mais diplomático que eu: