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terça-feira, 10 de maio de 2011

Era uma casa muito engraçada...



Uma vez li um livro desses BEEEM de auto-ajuda, cafona até não poder mais, mas não é que o tal livrinho reafirmou aquilo que eu já acreditava sobre o que é o amor verdadeiro? Não é que ele fez sentido para mim?
Ai que vergonha. Ler um livro de auto-ajuda e achar ele bacana deveria automaticamente bloquear o meu registro no CRP.

Rainha de Copas
 que habita meu super ego!
-Você gostou de um livro de auto-ajuda? Não pode ser psicóloga, então!! Cortem-lhe o diploma!!!
-Mas rainha, eu pintei todos os livros do Augusto Cury de vermelho! Odeio Augusto Cury com todas as minhas forças!
-Ah, ok, pague seu CRP deste ano e não repita isso NUNCA MAIS!!!!
(estamos em Maio e eu ainda não paguei)

Ufa...
Bom, o livro chama-se "Enquanto o amor não vem", de uma mulher que resolveu mudar o nome para Iyanla Vanzant. Tem umas maluquices religiosas e um exagero na importância das condições do nascimento para vida da pessoa, mas tirando isso, a conclusão que o livro chega é o que diz o senso comum: precisamos nos amar e nos conhecer para que sejamos amados pela pessoa certa.
Mas, calma, não é só isso! A mulher também fala de pessoas que estão no porão da casa do amor. Outras estão no primeiro andar, poucas no segundo, e raras, raríssimas, no sótão.

Eu explico: O sentimento do tipo "Prefiro ver você morto do que feliz com outra pessoa!" ou "Se você me abandonar eu morro" é de quem está no subsolo escuro e deprimente do amor. Este amor destrutivo e imaturo que, obviamente, nunca levará ninguém à felicidade.
Muita gente passa a vida inteira no porão e, como não conhece nenhum outro lugar para se viver, acaba achando que aquela vida é a única que poderá ter. Posso ilustrar esta situação com a seguinte foto de um famoso porão na Áustria:

-Ah, bonitinho, colorido, dá para viver bem aqui por... 27 anos.


Tem gente que não conhece outros modelos de amor e relacionamento. Foram criados por pais neuróticos, infelizes e ciumentos, cresce repetindo este modelo e, consequentemente, sofrendo horrores. Tadinho, não sabe que existe uma vida feliz fora do porão do amor. Conheço gente assim. Em geral estão sozinhos ou infernizando a vida dos parceiros.

Um dia, depois de penarem bastante, poderão subir ao primeiro andar. Aí começam a dizer coisas do tipo:"Você pode sair, mas eu tenho todo o direito de ficar triste." ou "Amiga, dá uma olhada no que meu namorado vai aprontar hoje na festa?" . Essas são frases de alguém que está só no primeiro andar da casa do amor.

PS: me sinto ridícula falando "casa do amor"!!! Parece que estou cantando "No lindo lago do amor". Dói no ouvido de vocês, eu sei, mas fiquem sabendo que dói também na minha auto estima (minha Rainha de Copas também não me permite falar babaquices). Mas tenho que continuar, sorry.

Bom, este povo do primeiro andar tem muito ainda o que aprender sobre amor próprio e respeito pelo parceiro.

O sentimento do tipo: "Fique tranquilo, vá para aonde quiser. Queria ficar hoje em casa, mas vou ficar feliz por você estar se divertindo." é de quem já subiu ao segundo andar da tal casa. Gente que não precisa de você para ser feliz. Bacana demais! E além de tudo me conquistaria na hora porque eu acho absurdamente sexy homens bem resolvidos. (post: "I´m too sexy for my cat").

"O amor só dura em liberdade, o ciúme é só vaidade.
Eu sofro mas eu vou te libertar."
(Raul Seixas, chegando ao segundo andar)



Se estas pessoas conseguirem ser felizes na liberdade e conseguirem atingir o desprendimento afetivo do ser amado, aí um dia, quem sabe, ela encontrará uma escada que a levará ao sótão.

No sotão da casa habita a meia dúzia de pessoas que possuem a incrível capacidade do amor universal, eterno e incondicional. "Eu te amo pelo que você é, e não pelo que você pode me dar. Eu te amo para sempre, independentemente do que você faça comigo. Eu te amo e quero te ver feliz, mesmo que for com uma outra pessoa. Torço por você sempre."
Uau!
Você conhece pessoas que já conseguiram subir ao sótão? Eu sim. Fui educada e criada por uma delas. Tive uma sorte danada.
São raras as pessoas que conhecem o sótão. Não é um lugar confortável para todos. Podemos morrer sem conhecer o sótão da casa do amor, mas, tudo bem, não precisam se preocupar com isso. Atingir o segundo andar já é suficiente para se ter paz nos relacionamentos.

Bom, mas o que a autora se esqueceu é que a pessoa que habita a casa do amor em geral circula pela casa. Precisa ir dormir em paz no segundo andar, precisa receber visitas e ter um pouco de ciúmes no primeiro, e, claro, precisa lavar a roupa suja no porão. Descer ao porão, vez ou outra, pode ser inevitável para alguns.

Digo isso porque nestes últimos dias conversei com pessoas que reclamam da inconstância do sentimento que nutrem pelo ser amado: "Tem dias que eu odeio, tem dias que eu tenho pena, tem dias que quero que seja feliz, tem dias que eu quero de volta, tem dias que eu quero que morra!!!".
Uma loucura passional!
Estas pessoas parecem zumbis circulando incessantemente pela casa do amor, tropeçando pelas escadas e se deparando com sentimentos ambíguos em cada andar. São pessoas que andam frequentando bastante o porão, e quando chegam lá ficam com medo de serem aprisionadas para o resto da vida.

O nosso Josef Fritzl interno, que habita nosso medo de morrer no porão do amor

É terrível mesmo o medo de sofrer para sempre com os sentimentos pequenos, mesquinhos e inferiores que brotam no porão da casa do amor. Medo de sermos infantilizados por um tirano maluco que deseja nos dominar.
Mas fiquem sabendo que o porão é passageiro e que o sótão existe. Ele está lá em cima te esperando, iluminado e arejado, bem perto do céu. E lá em cima, nada irá perturbar a sua paz.
Confie nisso, ok?

sábado, 7 de maio de 2011

Fio Terra


Sabe aquele povo que diz que compra Playboy para ler as entrevistas?
Então, eu sou deste tipo.
Nunca comprei, mas lia todas as entrevistas das revistas que caíam na minha mão. Adorava em especial um questionário rápido que havia no final: "20 perguntas para...".
Uma vez li um desses com um cara descolado da música. Não me lembro quem era (Supla? Evandro Mesquita? Lobão?), mas no meia da entrevista perguntaram: "
-Qual foi o lugar mais estranho que você já transou?
E ele foi bem rápido:
 -Na cama

Exato!!!!
Sou também desta opinião. Não consigo associar cama com sexo. Cama é lugar para ler livro, tirar uma soneca, descansar quando se está gripada, chorar quando se está deprimida, para as crianças pularem e bagunçarem quando você acabou de arrumar... MIL coisas, menos sexo.
Tive uma longa juventude cheia de experiências improvisadas, longe das camas. Olho para outros tantos lugares e penso em sexo.
Cama não!

E, sem sombra de dúvida, a coisa melhor para se fazer numa cama é dormir abraçadinho, mesmo sem sexo nenhum envolvido na história.

Cheguei à conclusão que o bom sono é aquele desencadeado quando a energia do seu corpo migra para um  corpo alheio e, aí, as energias se neutralizam e dá para se dormir em paz.
Mas não adianta abraçar só com o tronco. Não descansa o suficiente! É preciso de um fio terra, é preciso encostar os pés, e ISSO é algo que só pode ser feito numa cama.
O ideal mesmo são três pontos de contato com o corpo do outro: rosto, barriga e perna; mão, quadril e pé; ombro, braço e joelho... não importa, mas tem que ser, no mínimo, três!
Na minha cabeça leiga deve ser um "fio" positivo, um negativo e um terra, neutralizador.
Sei lá, mas façam a experiência e comprovem. Depois me digam.
Não adianta só dar as mãos para o parceiro ou jogar os braços por cima dele, tem que se enrolar de acordo.

Algum dia um físico chegará a esta conclusão e revolucionará o conceito da bioenergética.

Tenho pena das pessoas que estão solteiras há muito tempo. Não pela falta de sexo em si, mas pela falta desta neutralização das energias. Falta de contato corporal deixa a pessoa tensa, irritada e mau humorada.
Eu acho isso.
E não adianta ir num massagista ou abraçar os amigos. Tem que abraçar deitado, com o corpo todo.
E junto com o abraço tem a sensação infante de se sentir ninado e acolhido.
Boa demais.

Uma vez assisti a um filme (Frankie and Johnny, 1991) em que Al Pacino paga uma prostituta para passar a noite com ele. A moça chega toda fogosa perguntando: "Qual posição você vai querer?", e ele responde: "Conchinha.".
Abraça a prostituta e dorme com ela a noite toda.
Entendo o Al Pacino. Eu também pagaria alguém para, literalmente, dormir comigo.
Definitivamente não nasci para dormir sozinha.

Nos tempos em que fiquei sozinha quase contratei um "Personal Teddy Bear" para as noites de inverno. Aliás, é uma profissão digna, que deveria existir e ser valorizada.

Personal Teddy Bear correndo entre um serviço e outro.

E não adianta comprar boneca inflável ou aqueles travesseiros bizarros em forma de braços e pernas. Já viram? Deprimente!
E eles não devem resolver nada, porque o que nos faz dormir bem não é o formato do corpo alheio mas sim o calor, a pele, a respiração, o cheiro e a energia. Nenhum boneco ou travesseiro dará conta das sutilezas energéticas de um parceiro de verdade.

Entendo bem essa história do homem que transa e vai embora rápido para não correr o risco de dormir ao lado da moça. Dormir junto é infinitamente mais íntimo do que o sexo para algumas mulheres. Dormir junto provoca cumplicidade. Há trocas mútuas de amparo e zelo na escuridão da noite.
Dormir junto, portanto, configura compromisso e afeto, e se não for isso que o cara quer demonstrar, então que vá embora mesmo!!
"Um pequeno passo para o homem,
mas um grande salto para uma mulher."





Sexo na cama? Ok, tá bom... mas só se for para dormir abraçada depois. Nada de sexo na cama sem compromisso sério e "conchinha" no fim da noite.

Se for para sair correndo depois, prefiro sexo em outro lugar. Cama é um território sagrado demais para encontros fugazes e passageiros.

Uma leitora maluca acaba de me perguntar se já fiz sexo em cima da árvore. Putz... nunca, e nem imagino como isso pode acontecer.
Agora então faço uma entrevista com meus adoráveis leitores.
Mantendo o anonimato (comentário anônimo, sem assinar) digam aí: qual foi o lugar mais estranho que vocês já fizeram sexo?
Vamos esperar para ver quem ganha a disputa de bizarrice!!!!! Em cima da árvore eu truco...

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Como ser legal no Facebook

-Aí ele entrou no mural dela e escreveu um monte de bobagem.
-Ah, jura?
-Sim, ele sempre faz isso, é um babaca.
-Depois vou ver no meu Blackberry.
No começo as pessoas entravam nas redes sociais para falarem da vida real. Hoje em dia percebo um fenômeno surreal: as pessoas se encontram na vida real para comentarem sobre as relações dentro da internet.
E como o povo a-do-ra uma fofoca, é comum sentarem em mesas de bar para falarem mal das pessoas sem noção... no Facebook!!!!!!
Nas minhas últimas andanças pelas reuniões de amigos é só o que rola nas conversas! "Nossa, você viu que ridículo as fotos do cara?", "Meu, você viu o comentário infeliz que a fulana fez no mural do ciclano?". É muito comum, inclusive, alguém sacar um ipad na roda para o povo desatualizado conferir a história.

Por isso, caro leitor, é importante você compreender que não é possível você criar uma personalidade maluca na net e achar que pode continuar sendo quem você é na vida real. Não dá. Sua vidinha virtual agora lhe acompanha nas festas, reuniões de trabalho e eventos familiares.

E como existe gente chata na vida real, existe também na rede social. Aqui estão algumas dicas de como ser o mais legal possível... dentro das suas possibilidades, é claro
Como está havendo um Orkutcídio entre todas as pessoas que conheço, vou então me concentrar no bom e velho Facebook.
Mil coisas loucas e erradas são cometidas diariamente no Facebook e ninguém está ao seu lado para lhe dizer o que deve e o que não deve ser feito por lá, mas pode ter certeza que dizem nas suas costas... bem no meio das festinhas!
Bom senso? Não podemos contar com ele porque as pessoas que fazem bobagem são justamente aquelas que não tem um pingo de bom senso.
Ah vá... jura???

Ok, vamos então às regras para ser legal:
  • Não pedir para pessoas absolutamente estranhas serem seus amigos.


    -Ei mãe, que tal a gatinha que eu
    chamei para ser minha amiga?
Não pode. É feio. Desde a época em que garotas não deviam ser escandalosas e oferecidas, é sabido que as pessoas devem primeiro se respeitar para exigirem respeito aos outros. Precisamos nos dar valor, e pedir para desconhecidos serem nossos amigos é tão triste quanto dizer "Boa Noite" ao Cid Moreira. (para quem não reconheceu, é a piada do cúmulo da solidão).
Qual o limite?? Bom, colegas da escola pode, mesmo que você nunca tenha conversado muito com o cara. Marido de amiga não deve, a não ser que vocês também se conheçam pessoalmente. Clientes e pacientes, depende da relação estabelecida. Sou amiga no Facebook do meu médico, hahaha. E o pior é que fui eu que convidei!! Mas é que achei que tinha a ver.
E, óbvio: se o cara não aceitar não insista. Acredita que eu já fiz isso?? Já mandei uma mensagem para uma (até então) amiga dizendo: "Ei, por que você não quer ser minha amiga no Facebook?". Ela me respondeu algo tão pesado que me fez chorar. Depois me aceitou e hoje estamos bem. Mas não faria isso de novo.
Sim, eu já fui totalmente inapropriada no Facebook. Hoje aprendi a ser mais contida.



  • Não sugerir amigos esdrúxulos para os outros.
O certo mesmo é não sugerir amigo nenhum porque, teoricamente, cada um sabe muito bem onde procurar seus colegas. Mas se você perceber que seu amigo está perdido no Facebook há mais de um ano sem se dar conta que os amigos de infância dele também estão por lá, pode então sugerir. Mas só se você tiver CERTEZA ABSOLUTA que ambos os lados ficarão felizes com a amizade virtual.
É como organizar a divisão das mesas numa festa de casamento. É importante ter noção de quem gostaria de conversar com quem. Sugerir, por exemplo, uma ex-namorada do cara é bobagem. Sugerir uma pessoa que você mesmo não suporta é empurrar o problema para o outro. Sugerir gente famosa só para mostrar que você é amigo de uma celebridade é babaquice (acham que isso não acontece? pois acreditem, aconteceu comigo).




  • Por respeito aos outros usuários, ponha uma foto no perfil.




  • O negócio chama "Facebook" justamente para você colocar a sua FACE no quadradinho correspondente. Entenderam?? Posso até acreditar que você não tenha uma foto decente para socializar na rede (eu também já passei por isso), mas então ache alguma imagem que tenha a ver com você. Uma mandala, uma Harley Davidson, a foto do seu cachorro, do seu filho, da sua clarineta ou qualquer outro amuleto que você tiver em casa. Mas mostre que você se dedica ao seu grupo e não aja como se você fosse você uma pessoa ocupada demais para se preocupar com uma rede social. É antipático e arrogante. Se for para ser assim, nem entre.


    • Nunca se esqueça que seus comentários estão soltos na internet.
    Pode parecer óbvio, mas para algumas pessoas não é. Por mais que você controle as pessoas que tem acesso ao seu mural, sempre é bom ter cuidados. Por exemplo nunca escrever: "Embarcando de novo a trabalho para Campo Grande, saco!!!!!!", "Pior que isso só minha chefe de TPM" ou "Estou querendo mudar de emprego, se alguém souber de algo me avise." Burrice, né?
    E não coloque nada que você possa se arrepender no futuro como, por exemplo, fotos de mulheres no motel (existe, eu vi!!!), fotos de você na balada com jeito de mano dizendo "uhuuuuu", fotos de você com carinha de biscate, dentre outras.
    Seja generoso com o que for mostrar nos murais alheios, ok?

    • Por favor, não divulgue tudo o que você estiver fazendo
    -Meu filho tá doente, vou avisar lá no Face.
    Pense o seguinte: a quem isso poderá interessar? Quem precisa saber a que horas você acordou num sábado ou que você está com uma mega insônia às 3 da manhã? Quem precisa saber que você está preso no trânsito? Ou que seu cachorro está doente? Ou que você está num almoço com a família?
    Se você souber de alguém que possa se interessar por estes assuntos, então pode colocar esta preciosa informação na rede, mas ponha também um pedido de desculpas entre parênteses por estar invadindo a vida alheia com egolatria desnecessária.
    Lembre-se que, por mais que você queira acreditar nisso, sua vida não é diferente de ninguém.
    Ninguém entra numa roda de conversa anunciando: "Oi, tudo bem, meu filho está com diarréia." O assunto até pode surgir no meio de uma conversa (não há nada de errado em você se preocupar com o seu pequeno), mas nunca deve ser a razão principal do seu comentário no mural.
    Tente postar sempre coisas de interesse geral: "O Flamengo ganhou, acharam o corpo do Bin Laden, um cachorro vira lata está desidratado precisando de adoção, o show da Maria Gadú é bacana, recomendo."

    • Manere nos links
    Sabe aquele cara que conta uma piada que ninguém acha graça e, mesmo assim, ele continua contando? Então, a mesma coisa com os links. Se você colocar um link e NINGUÉM "curtir" a sua contribuição com a rede, procure melhorar no próximo. Se, mesmo assim, a coisa continuar abandonada, esqueça os links por uns dias e fique só observando a dinâmica do seu grupo de amigos. O grupo tem interesses próprios e os assuntos dos links devem ser legais e interessantes para ELES não apenas para você.
    Lembre que a coisa é uma rede SOCIAL e não um espaço de divagações particulares. Para isso existem... blogs!!!! Hahahaha.



  • Cuidado com o seu nível de agressão e sarcasmo



    • -Tudo começou no facebook, diretor.
    Não estamos conversando ao vivo com as pessoas, portanto fica difícil subentender ironia e sarcasmo nos comentários escritos pelo Facebook. Você pode facilmente comprar uma briga internáutica E real com um simples comentário mal compreendido no Facebook. Se comprar uma briga for realmente o seu interesse, vá fundo e aguente as consequências.
    Mas se não, você pode minimizar a coisa tentando mostrar que está sendo engraçado. Para isso coloque no fim da frase uma carinha malandra (que eu particularmente detesto) ou uma risadinha do tipo "rsrs".
    Ex: "Nada é mais deplorável do que esta sua foto na Muralha da China ;o)".
    O cara até fica bravo e não entende a razão de tamanha rispidez, mas com a carinha fofa ele acredita que foi um comentário engraçadinho e, portanto, te perdoa.

    •   Assuntos do chat e mensagens particulares não devem ser divulgados
    • -Ele disse?
      -Não acredito.
    Chat e Mensagens são espaços reservado para fofocas, confissões e desabafos.
    Não deve sair de lá.
    Nunca socialize uma informação recebida por estes canais porque, se o assunto não está no mural, deve haver uma razão para isso. Respeite as normas e compreenda a ética do sistema para não ficar com fama de fofoqueiro.
    Entenderam?







    •  As fotos devem ser escolhidas e não precisam ser abundantes
    Você já foi visitar gente que coloca o vídeo do casamento ou da formatura para você assistir? É um porre, né?
    Eu já tive o desprazer de visitar uma casal e ter que ficar uma hora no sofá vendo um vídeo de parto!!!!
    Ou você já sentou ao lado de uma velhinha que saca da bolsa as fotos dos netos mesmo sem você ter esboçado o menor interesse em ver? 
    Pois é, pense nestas pessoas e se inspire no oposto disto ao colocar suas fotos e videos pessoais na rede. Ao invés de descarregar todo o pen-drive da câmera diretamente no álbum do Facebook, selecione umas 3 ou 4 fotos que possa trazer informações e beleza para os seus amigos.
    Colabore com a estética do mundo, a começar cuidando da poluição visual do seu mural.


    • Ser legal não custa nada.
    Por mais que você não tenha achado o bebê da sua prima uma graça ou não tenha achado lindo o cabelo novo da sua amiga, diga que gostou. Ou, pelo menos, "curta" a foto. Não custa nada ser bacana e dilpomático. Elogiar os outros, dizer coisas agradáveis e ser simpático é a lição número 1 para conquistar pessoas e ser querido. Exercite isso no seu dia-a-dia como também no seu Facebook. Gentileza gera gentileza!


    •  Trabalho, trabalho, Facebook à parte.
    Seu trabalho tem um espaço próprio dentro da rede, chama-se Linked in. Facebook não é lugar para divulgar seus projetos profissionais e nem fazer propaganda do seu produto. É um espaço de lazer, de bate-papo informal. Mas você pode ter um segundo perfil, reservado só para o seu negócio. Isso pode, mas nem sempre é bem recebido, saiba disso.
    Não é porque você se interessa por arquitetura que TODO o evento envolvendo o tema deva ser divulgado na rede. Poupe as pessoas do seu deslumbramento sobre um assunto específico, a não ser que o assunto for bem recebido e amplamente comentado e "curtido".
    Gente que leva trabalho para o Facebook provoca nos seres "normais" uma consciência pesada por estarem tratando de amenidades, easy-talk, enquanto o cara fica focado em trabalho o tempo todo.
    Resumindo: workaholics não são bem vindos.

    Eu mesma já cheguei a pedir desculpas por incomodar as pessoas com as notificações deste blog que vos fala. Tenho vergonha de postar ele todos os dias no meu mural. Mas aí veio gente pedindo para eu não parar de notificar lá no Facebook.
    Continuo, mas confesso que fico MUITO sem graça com isso. Já escrevi para uma amiga americana me desculpando pelo excesso de informações sobre o blog (que ela obviamente não deve ler) e sugeri, inclusive, que ela me excluísse do recebimento de notificações dela.
    Ela disse que não tem problema, mas deve ter achado uma ótima idéia me excluir, o que eu me deixa aliviada.
    Chato demais incomodar os outros.

    -Desculpa aí por incomodar vocês com meu blog diário no Facebook.

    Putz... tem tanta coisa que eu nem sei mais como continuar. Tem gente que bate papo no mural ao invés de usar o chat, gente que abusa de temas religiosos, gente que faz campanha do tipo "Coloca isso no seu mural se...", gente antipática que nunca comenta nada...
    E antes que alguém diga algo, devo adiantar que eu mesma estou longe de ser alguém híper legal. Na vida real e no Facebook.
    Mas estou tentando melhorar a cada dia, ok?

    E vocês o que acham desta história? O que está faltando aqui?

    terça-feira, 3 de maio de 2011

    Céu de Brigadeiro



    Hoje peguei um vôo que saiu atrasado por causa da neblina. Enquanto esperávamos meu filho perguntou se o céu deveria estar "de brigadeiro" para o avião decolar.
    Acho bonitinho eles saberem o significado disso, mas é óbvio que qualquer criança depois que ouve uma expressão desta uma única vez na vida jamais se esquecerá dela. A idéia de um céu de brigadeiro é legal demais para ser ignorada.
    Não filho, não precisa. Os aviões conseguem voar guiados por instrumentos, que é seguro também.

    Voar com o céu azul, limpo, sem nenhum risco da visão ficar prejudicada é raro. Não dá para contar com as bençãos da natureza todos os dias. Foi necessário, então, inventar maneiras de decolar e pousar sem visibilidade nenhuma e, mesmo assim, realizar uma viagem sem trombadas. Foi preciso inventar computadores e GPS que inspirem confiança suficiente para a coisa funcionar num nível suportável de estresse.
    E é importante também que nenhum Legacy cruze nosso caminho com os sinalizadores desligados.

    Tudo isso de avião e instrumentos fez muito sentido para mim porque, nessa minha viagem, aconteceu algo que me fez sentir exatamente como um avião sem vizibilidade precisando de ajuda externa para avaliar seu desempenho. No meio da viagem apareceu do nada alguém que me disse: "Vai tranquila, seu trajeto está bom, sua altitude é correta e, acima de toda a neblina, o céu está azul.".
    E este meu amigo surreal era um instrumento confiável. Um GPS guiado pelos satélites mais modernos.
    Fiquei feliz da vida.

    Ok, explico.
    Existem situações em que conseguimos ter confiança suficiente em nós mesmos para dar conta dos desafios que a vida nos coloca. Nessas horas nosso céu parece estar azul e o dia limpo e lindo. Não precisamos da ajuda de ninguém para nos dizer como e o que fazer, já que a visibilidade dos nossos potenciais é ótima e nossa auto-confiança está perfeita. Só o conhecimento que possuimos e a nossa experiência prévia já dão conta do recado.
    Eu tinha isso quando era professora. Nenhuma situação era assustadora a ponto de abalar meu poder junto à molecada. Todos os dias na pré-escola eram perfeitos e nenhuma turbulência era capaz de me deixar insegura. Nunca precisei de alguém para me dizer: "Você é uma boa professora.".
    Eu sabia que era boa.

    Entretanto, existem situações em que o céu está nublado, chuvoso e, prá piorar, temos que decolar no escuro.
    Sabem do que estou falando?
    Já aconteceu de você não ter a mais remota noção da sua capacidade? Já aconteceu de você entrar num terreno profissional, pessoal ou afetivo em que nada ao redor lhe parece familiar? E você fica que nem tonto tateando no escuro sem saber para onde ir?
    Pois é. Eu me sinto assim algumas vezes.
    É terrível.
    A minha vontade é de fazer um pouso de emergência e liberar máscaras de oxigênio para a galera que deposita algum tipo de expectativa sobre mim.
    É aterrorizante prosseguir num projeto sem uma única gota de auto-confiança.

    Bom, é nessas horas que precisamos ter nossos queridos instrumentos que nos darão o feed-back necessário para prosseguirmos nossa empreitada. Gente que aparece para te elogiar, para te motivar, para te dizer que você está bem.
    Ou não! Pode acontecer dos seus intrumentos surgirem para lhe mostrar algo que deva ser mudado, ajustar um detalhe fora do prumo ou para corrigir falhas que certamente serão sentidas lá na frente.
    É uma delícia poder contar com nossos instrumentos.
    Quando estamos deprimidos ou em crise é ótimo ter alguém que nos diz: "Você precisa largar seu emprego. Você deveria mudar de país. Você precisa urgentemente mudar sua vida."  ou "Confie no seu sonho que ele te levará a um lugar seguro. Você tem talento, continue investindo na sua profissão."

    Mas os instrumentos tem que ser confiáveis.
    Sim, porque não é qualquer elogio que nos fazem soltar rojões, não é? E também não é qualquer crítica que devemos dar ouvidos.
    Escolher bem nossos instrumentos é essencial para o sucesso da viagem.
    Inicialmente teremos que analisar nosso histórico junto à pessoa que está nos avaliando.
    Se é a sua mãe (que acha LINDO tudo o que você fez na vida) não vale. É um instrumento viciado. Uma pessoa muito próxima não tem o distanciamento suficiente para enxergar algo que você também não está vendo. Claro.
    Se, ao contrário, seu instrumento é alguém que tem inveja da sua situação ou não conhece bulhufas do assunto, a opinião desta pessoa também não vale de nada.  Tipo um padre que diz como você deve cuidar do seu casamento. Não entendo como isso pode ser possível.

    Tem que ser alguém pragmático e desapegado de afetos. E inteligente. E experiente.
    Tem que ser...


    -SAUDAÇÕES VULCANAS


    Tive, por exemplo, alguns Spocks aqui no blog. Gente que não tem contato pessoal comigo, não tem nenhum interesse em me prestigiar, mas apareceram do nada para elogiar o que eu escrevo.
    Legal demais.
    E mais legal ainda quando estes vulcanos são especialistas em literatura, em humor bem trabalhado, em pensamentos inteligentes, em bom gosto musical ou possuem uma incrível experiência de vida.
    Foi exatamente isso que aconteceu comigo há dois dias atrás.

    Mas os instrumentos aqui no blog também me puxam a orelha e me colocam no rumo certo. E isso também é bom.
    Há uma semana tive uma crise de insônia e escrevi um post horrível, de péssimo gosto, ainda hipnotizada com a história do "Do, a Deer, a female Deer" (maldito veado!!!).
    No dia seguinte acordei arrependida e corri no computador para excluí-lo. Durante a madrugada, felizmente, houve apenas 9 acessos ao post, mas no meio dos poucos leitores que leram a minha bobagem tinha um comentário dizendo resumidamente: "Tire isso que você escreveu. Não está bom.".
    Tirei.
    E tiraria mesmo sem a opinião do anônimo leitor.

    É uma delícia andar por aqui guiada por instrumentos, já que escrever nunca foi um céu de brigadeiro para mim.
    Confio neles e sou humilde o suficiente para ouvir críticas.
    Obrigada a todos os meus GPSs.

    quarta-feira, 27 de abril de 2011

    Vive la Différence!!!!!

    Algumas pessoas me escreveram perguntando qual escada, afinal, é meu sonho de consumo: a "Ultimate Ladder" que assume mil e umas posições diferentes, ou um homem "escada" do meu post anterior.
    É a escada da Polishop, óbvio! Não estou interessada num "escada" que fica em mil e uma posições diferentes.
    E, se estivesse, não anunciaria num blog!
    Mas é que pode soar estranho para algumas pessoas uma mulher querer uma escada. Hahaha, só me dei conta da bizarrice da coisa depois que reli o post e o povo veio investigar.
    Viu? Eu disse que precisava ser mais mulherzinha!! Tem moça que gosta de ir no Shopping Iguatemi, eu adoro um Leroy Merlin. Minha mãe fala Lerroá Merlã... hehe, ela é chique. Vou começar a falar assim também para me sentir mais sofisticada ao sonhar com as novas brocas para a minha mini-furadeira.

    Bom, aí fiquei me lembrando de todas as coisas estranhas que as pessoas desejam e me deixam com um ponto de interrogação na cabeça.
    Como, meus Deus??? Como alguém pode querer uma coisa dessas?

    Sabe uma coisa que eu nunca entendi? Gente que olha um dia lindo e fala: "Putz, hoje o dia tá perfeito para pegar uma estrada!"
    -Joga uma garrafinha de água e pode entrar
    Hã??? Nenhum dia é perfeito para pegar uma estrada! Viajar numa estrada é a última coisa que eu poderia desejar para um dia. Ainda mais um dia lindo.
    Que desperdício!
    Sabe aquele povo que sonha em ir de carro percorrendo todo o litoral do Brasil? Nossa, me dá até aflição só de pensar em parar nas praias e voltar para o carro cheia de areia, sentando nas toalhas úmidas, e o carro vai ficando com cheiro de gente...eca!
    Mas não. Tem gente que fala que o bom da viagem é curtir o percurso, e não necessariamente chegar no destino.
    Tipo essas frases de livro de auto-ajuda.
    Ok, não vou discutir.

    Outra coisa estranha: gente que sonha em subir um Himalaia, acampar na neve, ficar passando frio, perdendo falanges e formando estalactites com o catarro que escorre pelo nariz. Bah...

    E o povo que coleciona sapato? Loucura, loucura! (Huck, 2011).
    Hahaha!!!!
    Nada me dá mais desprazer do que comprar sapatos, e não consigo compreender qual é o tesão em ter um monte deles. Gente que aluga um apartamento só para abrigar a coleção? Que se mata por um daqueles Louboutin com a sola pintada de vermelho?
    Hahaha, adorei este maketing. O cara pinta a sola de vermelho "ferrari" e, pronto, tá feito o milagre da grife.
    Eu sou mais do time de Reese:
    A atriz Reese Witherspoon, 35, disse que usou botas de caubói na festa de seu casamento, ao programa The Ellen DeGeneres Show que vai ao ar nesta quinta-feira, nos EUA.
    Segundo ela, depois da cerimônia ela trocou seus sapatos de salto da marca Jimmy Choo, pelas botas.
    "Eu coloquei minhas botas de caubói e tirei aqueles sapatos horríveis, desconfortáveis", disse Witherspoon.
    Imagina se Jimmy Choo doou os sapatos para a atriz na esperança de divulgar sua marca? Tadinho.


    E essas malucas que sonham em ter um filho em casa? Ah, me poupe.
    Quando eu tive meus filhos a coisa existia, mas não era assim tão séria. Incrível como o movimento pelo parto humanizado cresceu nestes últimos poucos anos. Tipo, 60% das minhas amigas agora acham o máximo essa história.
    As fotos da filha da Ana Maria Braga correu a net despertando sentimentos comovidos de admiração por alguém que consegue ter filho na cama com cachorros lambendo e marido filmando.
    E elas agora são uma tribo urbana com movimentos organizados e vocabulário próprio: mulher=mamífera; dar uma força= ocitocinisar; parteira=obstetriz... MUITO chique esse povo.
    E o uniforme básico é um bebê pendurado no sling, haha.

    Tenho um problema sério: ADORO cheiro de hospital. Nasci para trabalhar em um deles e nunca desperdiçaria uma chance dessas para poder dormir em um quarto de maternidade, cheio de botões, cama com regulagem, enfermeiras boazinhas e visitas com hora marcada.
    Quem ia segurar minhas visitas se eu tivesse meus filhos em casa?
    Ah, e adoro uma anestesia. Peço sempre no dentista. Pedi também na hora o parto. Diante da mega dor achei a coisa mais óbvia a fazer, mas para algumas pessoas não é.
    Weird chicks!

    E para terminar acho maluquice mil outras coisas: caixa de som gigantes no porta mala, o som que normalmente sai destas mesmas caixas (curioso como as pessoas que ouvem som alto nunca tem um gosto musical apurado, são grandezas inversamente proporcionais.), povo que gosta de tecnologia e vive trocando de celular e TV, gente que sonha em morar num barco... vixi, tanta coisa!

    Mas o que eu nunca entenderei é a paixão por futebol.
    Felizmente aqui em casa ninguém nem sabe o que é isso.

    E vocês? O que parece estranho para vocês? Além do desejo por uma Ultimate Ladder?


    PS: Estarei de férias do blog e da vida por alguns dias.

    terça-feira, 26 de abril de 2011

    Step by Step

    
    
     "Escada" é um termo usado no teatro de comédia para definir um ator secundário que entrega a piada para o ator principal completar a ganhar os aplausos.
    Tipo o Dedé Santana. Ele não tinha a função de ser engraçado. Ele era só o "escada" dos outros três.
    E também o galã do quarteto!! Sempre acabava com a mocinha no fim do filme.
    Bons tempos do Dedé Santana...

    No futebol podemos chamar isso de, sei lá, meio de campo? Ponta esquerda?
    Bom, mas todo mundo entendeu, né? É aquele que faz parte do time mas não recebe mérito pelo resultado final.

    Hoje eu estava lendo uma entrevista com Miguel Falabella que disse: "A dramaturgia do musical é bastante específica, possui cenas muito curtas, com piadas bem marcadas para entrar a música. Já a comédia permite alternâncias. Exige uma disciplina que o público nunca vai perceber, parece fácil, mas não é. Se você não entra no tempo certo sabe que perdeu a piada antes mesmo de fazê-la, assim como o jogador sabe que perdeu o gol antes de bater na trave. Fazer escada para outro ator é dificílimo e genial. Eu e Diogo fazemos isso o tempo todo em “A Gaiola das Loucas”. Tem que dar o tempo perfeito e se o jogo não for redondo, a gente dança."


    Dean Martin era engraçado? Não! E nem era para ser.
    Ele só fazia "escada" para Jerry Lewis brilhar. 
    Dean era só o galã que ficava com as mocinhas no fim dos filmes

    Entenderam?
    Ok, mas hoje quero falar de outros tipos de "escadas". Aquele que dá a deixa para você se apaixonar perdidamente a ponto de provocar uma reviravolta no seu casamento!
    O famoso terceiro, o outro.
    O cara nada mais é do que um "escada". E também um galã, hehe.
    OBS: Estou falando aqui de um escada homem para facilitar o meu trabalho escrevendo, mas existem escadas de todos os sexos.

    Mas, de acordo com Miguel Falabella, o timing dele tem que ser perfeito. Se o cara chegar antes da hora, a crise no casamento não acontece porque você pode ainda estar dando o máximo de si para a relação dar certo. Se ele chegar tarde talvez você não esteja mais interessada.
    Ele tem que chegar no momento certo e dar o impulso necessário para te fazer pular fora.

    Depois? Depois o mundo vai dizer que você se separou POR CAUSA do cara, tadinho, mas não é verdade. Ele foi o "escada". Deve ficar nos bastidores, não deveria nem receber a atenção do povo porque ele não tem culpa do show pirotécnico que é um divórcio. Nem créditos ele deveria ter no fim do espetáculo.

    Conheço pessoas que querem se separar mas não conseguem. Aí falam: "Ia ser tããão mais fácil se eu me apaixonasse por alguém!"
    Hahahah, tem gente que não sabe fazer "stand-up comedy".
    Sozinha? No palco? Dizer para o marido que ela não quer mais????
    Não consegue! Precisa de um "escada"!

    E o "escada" precisa ser bom. Precisa oferecer o material necessário para o "jogo ser redondo", como concluiu Miguel Falabella. Não é em qualquer escadinha que você sobe para sair do casamento. Tem que ser uma escada que transmita confiança, que te dê segurança, que fale: "Pode subir que eu te seguro."


    Em outras palavras: tem que ser uma... "Ultimate Ladder"!!!!!!!!!!
    Hahaha, meu sonho de consumo!

    E o pior de tudo é que tem gente que está tão perdida, tão deseperada que trepa (nos dois sentidos) em qualquer escadinha que aparece pela frente. Escada podre, faltando degrau, amarrada com arame... não dá. Cai, quebra a cara, e ainda coloca a culpa na escada!!
    Minha filha, você não reparou que seu "escada" era fraco???

    Mas mesmo um "Ultimate Ladder", perfeito, apaixonado, que te assumiria até no fim do mundo, muitas vezes jura que vai dar conta de você e, depois do show, vai embora. Some do mapa
    E aí a mulher fica brava, óbvio, mas é importante entender que o "escada" já cumpriu o seu papel. Ele não era, necessariamente, para ser o seu príncipe encantado. Ele te deu o passe para você fazer o gol. Fez a pergunta para você concluir a piada. O show acabou e o "escada" pode se retirar.

    Raros são os "escadas" que ficam com os parceiros depois do divórcio. No geral a coisa termina alí.
    Dean Martin brigou tão feio com Jerry Lewis que morreram sem se falar. Dedé Santana só voltou agora, depois de anos de cara virada.

    E as vezes acontece o contrário. O "escada" acha que depois do divórcio vai virar protagonista e você, tristemente, chega à conclusão que preferia ele como "escada" para sempre!
    Vixi...

    Mas é que os "escadas" precisam entender o lugar que ocupam.
    Jerry Seinfeld era dono do show. Era o nome do programa, o cabeça da galera, mas nunca se incomodou em ser "escada". Sim, porque ele era apenas o pano de fundo para o trio trabalhar. Não dá para negar.

    Não estou aqui para fazer apologia ao amante (real ou imaginário). Não pretendo dizer que ele é fundamental e muito menos que ele não tem culpa no cartório.
    Tem sim.
    E você também.

    Mas, se os "escadas" são inevitáveis encare-o como um enviado divino com a função única de te dar coragem. Ele tem uma apenas uma obrigação: ser fofo, charmoso, sexy, educado, ou sei lá o que falta na sua vida afetiva e que, definitivamente, você não encontra dentro do seu casamento.
    Mas não exija demais dele. Ele só precisa te dar um chacoalhão, um tapa na cara (metaforicamente, claro) dizendo: "Acorda prá vida!! Olha só quanta coisa boa está te fazendo falta!!!!"
    Depois pode sumir, e que ele seja muito feliz.

    E muitas vezes, depois de muitos shows, muitas reviravoltas no enredo, mesmo um "Ultimate Ladder", as vezes perde a mocinha para o marido de pijama de bolinha. Gordinho, rabugento, cheio de manias, mas tão familiar e irresistível que nem uma "Stairway to Heaven" seria capaz de te convencer a abandonar o lar.
    E o "escada" se torna dispensável, obsoleto. E você e seu marido podem agora fazer uma dupla sem escadas, onde vocês dois são protagonistas e ninguém é menor do que ninguém.
    Tipo um "O gordo e o magro".

    Audrey Hepburn ficaria com quem? O escada? Ou "O Meninão"?

    Ou não! Ou o fim pode ser diferente: milagrosamente o "escada" sobe ao palco, acende os holofotes e se revela a atração principal da sua vida. Já vi casos assim acontecerem. Embora raros, existem sim.



    Ai, ai... eu? O que eu gosto mesmo é de uma terra firme.
    Escadas me dão vertigens.
    Mas não vejo a hora de assistir o final desta temporada.

    segunda-feira, 25 de abril de 2011

    Beleza Roubada

    
    Quem se lembra da cena de "Beleza Americana" quando uma sacola plástica voa por 15 minutos entre as folhas de outono?
    E o rapaz diz, emocionado: "Existe tanta beleza no mundo!"
    No Youtube existem inúmeras variações do mesmo tema. Gente que também achou bacana registar a dança elegante da sacolinha, com trilha sonora "cabeça" e edição tosca.

    Mas parece que estes momentos de beleza trasbordante estão com os dias contados. Roubaram a nossa beleza americana. As sacolinhas serão proibidas em São Paulo. E isso é só o começo.
    Ah...que pena! Nunca mais vamos nos emocionar com sacolinhas voando pelos céus do Brasil.

    Já faz tempo que a sacola plástica deixou de ser uma beleza tipicamente americana. Aliás, há tempos os americanos não gostam mais dela.
    E aí ela pediu exílio no Brasil, como todo bom inimigo dos Estados Unidos. O próximo a vir é Mahmoud Ahmadinejad, hehe. Já até arranjou um amigo por aqui para introduzí-lo na arte de ser brasileiro.
    Sim, porque a sacolinha já se sente em casa. Faz questão de estar presente em toda paisagem brasileira, se enroscando em árvores e mergulhando nos rios para sair bem na foto.


    Com a nossa amiguinha podemos fazer coisas lindíssimas como:
    
     Sandálias!!!!
    Ah... pelo amor de Deus!
    Odeio artesanato feito de reciclagem! Para mim isso só serve para as crianças na pré-escola. O resto é uma tentativa frustrada de se fazer marketing às custas do nosso senso estético. Ok, sei que tem exceções, mas são raras.
    E depois que essa sandália feia ficar velha, para onde ela vai? Para o lixo? Ah, vá, jura?

    Então joga na reciclagem direto, ao invés de gastar tempo trançando sacolas!

    Certa vez, um shopping famoso se gabou por construir uma árvore de Natal enorme com 4000 garrafas pet de guraraná. Era um Natal ecológico! E depois do Natal... foi tudo para o lixo. Com cola quente, isopor grudado. Ou seja: prejudicou em muito o trabalho do povo na usina de reciclagem. E o pior: nunca fica bonito a ponto de todos quererem guardar a árvore para o próximo ano.
    Reciclar é importante? Sim, mas mais importante ainda é deixar de produzir plástico. Simples.

    Qual era o problema de levar os cascos de Coca-Cola na esteira rolante do Carrefour para comprar garrafas cheias lá dentro? Hahaha, quem lembra disso? Qual era o problema com os sacos de papel das padarias? Além de serem ecológicos eles não deixavam os pãezinhos quentes molharem com o vapor.
    Na cidade aonde eu moro não existe uma única padaria com saco de papel. Se você compra um pão francês precisa levar uma sacola para casa.

    Fui criada assistindo "Arquivo X" (ouviram a musiquinha dentro do seu cérebro?? link da musiquinha. pois é, eles estão por toda parte) e, por isso, acredito numa teoria conspiratória por trás de tudo que seja estúpido. Gente importante manipulando nossas crenças e nossos hábitos em troca de muito dinheiro.
    Deve haver interesses escusos por trás da sacolinha do supermercado.
    Deve haver interesses escusos por trás do renascimento das cores cítricas na moda.
    The truth is out there!

    E as sacolinhas, além de artísticas, também são bem úteis aos animais:
    
    Alimento para tartarugas
    
    Capa de chuva para os pássaros
     









    Berço para ninhada de gatos

    Bolsa de grife para golfinhos










    Já disse que moro na beira de uma linda represa?
    Bom, exatamente em frente à minha casa existe uns 100 metros de beira d`água cheio de sacolinhas plásticas que se enrolam nas plantas e, com o tempo, ficam desfiadas e com cara de alga, virando um alimento perfeito para os animais. Ficariam lá para sempre se não fosse eu para pegá-las semanalmente com minhas luvas e botas.
    Cuido com carinho dos meus poucos metros. O resto da enorme represa fica ao Deus dará.

    Ok, as sacolas estão com os dias contados. Isso é fato, e a natureza agradece.
    Mas isso não é importante aqui no blog. Temas ecológicos já são exaustivamente tratados em outros veículos.

    O importante é achar algo que substitua a sacolinha na arte, para que a grande estrela de "Beleza Americana" não deixe saudades sumindo assim de repente.
    Vejamos:
    O que poderá voar pelos ares trazendo lágrimas aos nossos olhos?
    O que pode ser copiado pelos usuários do Youtube?
    O que pode destruir paisagens, matar animais e um dia, quem sabe, vir a ser proibido também?

    Voa? Os Estados Unidos não querem?
    Então pode mandar prá cá.
    


    
    

    Adiós Sacola Plástica
    R.I.P.